Ricardo Mota
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22/10/2014

A Bolsa e o Bolsa: as estrelas da campanha presidencial

As últimas pesquisas do Datafolha, ainda que não sejam definitivas, vão confirmando o favoritismo da presidente Dilma Rousseff.

Mas o noticiário relativo à disputa, ainda que não seja assim escancarado, vai apresentando suas estrelas: a Bolsa de Valores e o Bolsa Família.

De um lado, o mercado fica “nervoso” a cada anúncio de pesquisa apontando o crescimento da petista: os indicadores perdem o rumo, parece haver uma tentativa de suicídio em massa, uma gente aflita a pedir socorro do Corpo de Bombeiros. As ações caem e o dólar sobe.

Melhor seria uma camisa de força para o tresloucado mercado financeiro (que não parece ter qualquer relação com a vida real).

No Brasil, ao contrário dos Estados Unidos, o cidadão médio – trabalhador e assalariado – desconhece os caminhos da jogatina financeira, com raras exceções.

Mas o noticiário insiste na sua relação direta com a disputa presidencial, não fosse apenas mais um surto de espertos que buscam ganhar algum e se tornar inimputáveis perante a sociedade.

Do outro lado, a preocupação nas hostes governistas é com uma possível abstenção do eleitorado nas áreas mais pobres do país, e por isso mesmo maiores beneficiárias do Bolsa Família.

Prefeitos que estariam se negando a transportar eleitores da zona rural no chamado “Brasil profundo”. Há, também, suspeitas de terror em torno do principal programa social do Governo Federal, tema recorrente em todas as últimas disputa presidenciais.

É um fim melancólico de uma campanha eleitoral que passou longe do bom debate, se reduzindo a ataques de toda natureza.

O voto é emoção e ninguém está imune a ela: a turma de cima ou a turma de baixo. Foi o caminho “vitorioso” dos marqueteiros.

A nossa jovem democracia ainda haverá de nos oferecer coisa melhor. Desde que nós busquemos nas ruas o futuro.

Por enquanto, ou zombam da nossa ignorância ou da nossa pobreza.

Postado às 10:33, Ricardo Mota 22 comentários postado em Geral |
21/10/2014

Sete novas pesquisas para presidente serão divulgadas até sábado

Até o próximo sábado, nada menos do que sete novas pesquisas eleitorais serão realizadas e divulgadas pelos principais institutos do país.

Todas, é claro, para a Presidência da República (há também para a disputa ao governo de alguns estados).

Só o Datafolha registrou três novas pesquisas junto ao TSE, além da que foi divulgada na segunda-feira.

A primeira delas teve o resultado conhecido nesta quarta-feira – o mesmo da anterior: Dilma 52%, Aécio 48%.  Foram 4.400 entrevistas realizadas em todo o Brasil.

A outra, programada para próxima quinta-feira, terá um universo surpreendente: nada menos do que 9.978 eleitores serão ouvidos nas quatro regiões do país.

A última pesquisa Datafolha será divulgada no sábado, véspera da eleição.

Ibope

O instituto de pesquisa mais conhecido – e polêmico – do Brasil será mais modesto. Divulga pesquisas na quinta-feira e no sábado (juntamente com o Datafolha).

O Sensus, em parceria com a revista ISTOÉ, programa uma pesquisa presidencial para a próxima sexta-feira.

Finalmente o Vox Populi, que já divulgou uma pesquisa ontem, fechará seu pacote no próximo sábado.

Como todos se deram mal no primeiro turno, ao que parece há uma tentativa de acerto dentro da margem de erro, ao menos.

Postado às 16:44, Ricardo Mota 32 comentários postado em Geral |
21/10/2014

Com apoio da Adepol, Bergson Toledo é aposta para Defesa Social

O delegado federal Begson Toledo voltou a ser a grande aposta entre os calheiristas para ocupar a Secretaria de Defesa Social.

O nome dele sempre pareceu óbvio demais para o cargo, o que – eis a tese – o tiraria do páreo.

Mas como disse um experiente político ligado à família Calheiros, entre outros méritos, Bergson Toledo nunca se insinuou para ocupar a pasta.

Mas os apoios passaram a vir de fora no núcleo duro do futuro governo. Integrantes da Adepol – Associação dos Delegados de Polícia – não escondem dos calheiristas que o nome do ex-superintendente da PF em Alagoas seria muito bem visto pelo grupo, e já fizeram chegar a mensagem ao senador Renan, a quem Bergson Toledo é historicamente ligado.

“É um nome completo. Tem a confiança do futuro governador e competência técnica para o cargo”.

O elogio, contundente, é de um personagem estreitamente ligado a Renan Filho. É um sinal claro de aprovação ao delegado da PF, quem considera “o candidato mais lógico para o posto”.

Pode ser apenas um despiste, mas os últimos acontecimentos parecem legar a esta solução “caseira” para um problema seriíssimo.

Postado às 12:43, Ricardo Mota 16 comentários postado em Geral |
21/10/2014

Luciano Barbosa não deverá ocupar nenhuma secretaria

Luciano Barbosa, eleito como vice de Renan Filho, está descartado para assumir uma secretaria na primeira formação do governo.

E não é por falta de capacidade, bem sabemos.

O argumento é dos melhores: ele não pode ser “demitido”, em caso de necessidade.

Há, potencialmente, uma disputa interna entre Olavo Calheiros e Luciano, que é fiel ao senador Renan Calheiros.

Mas eis o fundamental: ele não deverá fazer a indicação de nenhuma das secretarias consideradas “as joias da coroa”: Fazenda, Defesa Social, Infraestrutura, Saúde e Educação.

Um posto pode lhe cair no colo (para indicação): a Secretaria de Ciência e Tecnologia, uma pasta que infelizmente não é tratada com a importância que deveria ter. Mas este é um problema nacional – não apenas local.

(Entre os mais de três mil cientistas com maior destaque nas publicações renomadas, o Brasil contribui com apenas quatro nomes – e não é por falta de inteligência.

Postado às 12:42, Ricardo Mota 8 comentários postado em Geral |
21/10/2014

Petrobras deve impedir reeleição de Renan à presidência do Senado

O senador Renan Calheiros “mergulhou” desde a campanha do Filho ao governo de Alagoas.

Sabe que assim o protegeu da sua rejeição histórica, mas também protegeu a si próprio nesses tempos de turbulência do escândalo da Petrobras.

A delação premiada de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef parece que não permite que o caso ganhe o caminho de tantas outras denúncias: a gaveta dos parlamentares ou do Judiciário.

O cuidado com quem vem agindo o juiz Sérgio Moro, alvo da fúria de várias autoridades, tem levado a investigação a uma profundidade difícil de ser alcançada em um país já tão marcado pelo roubo do dinheiro público.

Bem sabemos que o senador Renan Calheiros tem uma capacidade imensa de se recuperar das piores crises. Só que agora ele não caminhará sozinho para o fundo do poço – se for o caso –, insistindo no desejo de se reeleger presidente do Senado.

Sendo Dilma Rousseff ou Aécio Neves a conquistar a vitória no domingo, a presidência do Congresso Nacional não mudará de partido – ficará com o PMDB. Calheiros, no entanto, há de saber o que ele simboliza na política nacional, hoje. Embora esteja longe de ser algo diferente de boa parte dos seus colegas de Casa, a sinalização das urnas não lhe é favorável em nenhum cenário.

A mobilização dentro do PMDB é no sentido de buscar outro nome no partido que possa ocupar o posto importante sem contaminar o entorno e até prejudicar uma futura negociação com o Palácio do Planalto.

Em janeiro, é a expectativa geral, o escândalo da Petrobras deverá atingir o seu “ponto alto”, com deputados, senadores e outros personagens da República respondendo na Justiça.

Ainda que seja puramente pragmático quanto ao Planalto, Calheiros terá uma escolha difícil pela frente: insistir no desejo de continuar mandando no Senado e atrair os holofotes para Renan Filho, ou ir para o sacrifício, sendo apenas mais um senador (até que o caso chegue ao final – para o bem ou para o mal).

Postado às 5:51, Ricardo Mota 28 comentários postado em Geral |
20/10/2014

Aldo Rebelo é “especulação de luxo” para governo de Renan Filho

O deputado Renan Filho, com sabedoria, saiu de cena depois da eleição para governador.

Mas não deve ignorar que as especulações sobre o seu secretariado continuam em ritmo acelerado, com nomes que se projetam e nomes que são projetados.

Os primeiros: aqueles que se escalam, passando a bola para um entorno que trata de destacar as qualidades do secretariável.

Um “calheirista”, mais ligados a Renan pai e Olavo, garante que haverá muitas frustrações entre os candidatos a secretário do futuro governo.

Mas um nome surge, por fora, que, seguramente, não é estimulado pelo próprio, um personagem de projeção nacional: o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo.

Para que pasta?

Rebelo tem tamanho até para ser governador, o que não é o caso.

Dificilmente isso aconteceria. Mas ninguém sabe o que pode ocorrer depois da eleição do próximo domingo.

Se Dilma vencer, Rebelo deverá assumir outro posto importante (ele ficou no Ministério dos Esportes a pedido dela – não concorreu a nenhum cargo eletivo).

Se der Aécio, a possibilidade se abre, já que Rebelo mantém casa em Alagoas – Viçosa – para onde diz que pretende retornar um dia.

É esperar para ver (mas é uma boa especulação).

Postado às 12:48, Ricardo Mota 18 comentários postado em Geral |

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