Ricardo Mota
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14/04/2014

Collor manda nota respondendo acusação da revista Veja

A assessoria do senador Fernando Collor enviou, agora à tarde, a matéria abaixo, que publico na íntegra. É uma resposta à informação veiculada  pela revista Veja desta semana, conforme postado neste blog. Confiram.

Collor responde: “Trata-se de uma mentira. Não

vou fazer o jogo de quem deseja me prejudicar”

 

A Veja, que acaba de ser condenada em última instância pela Justiça brasileira, por ofender a honra do senador Fernando Collor (PTB-AL), publica uma suposta informação, atribuída supostamente à Polícia Federal, de que foi encontrado na contabilidade do doleiro Alberto Youssef um recibo de depósito de R$ 8 mil em favor do parlamentar alagoano.

Nesta tarde, após despachar em seu gabinete no Senado e examinar o encaminhamento das propostas elencadas pelo 1º Fórum Nacional de Infraestrutura, o senador Fernando Collor, resolveu emitir uma opinião sobre o episódio:             

             “Trata-se de uma mentira. Não aceito e não tolero nenhum tipo de associação de meu nome a esse quadro criminoso. Não vou fazer o jogo de quem deseja me prejudicar. Alerto a todos para ficarem atentos ao ano eleitoral.   

             Contra mais esta acusação vazia, faço aqui uma saudação ao artigo 4º do Código Nacional de Ética dos Jornalistas Brasileiros, defendido de forma correta e corajosa pela Federação Nacional dos Jornalistas. O Código manda o profissional de imprensa observar a precisa apuração dos acontecimentos, e sua correta divulgação.”

Postado às 18:09, Ricardo Mota 29 comentários postado em Geral |
14/04/2014

Quem fez a relação dos servidores da Assembleia cedidos à SDS

A revolta dos servidores que constam da lista publicada pela Assembleia, cedidos para trabalhar na Secretaria de Defesa Social, tem motivação justa – em muitos casos, pelo menos.

Mas é importante fazer alguns esclarecimentos.

A relação foi elaborada pela Mesa Diretora da Casa, não sendo justo, portanto, atribuí-la ao procurador-geral Diógenes Tenório Júnior.

Eu conversei com ele, agora há pouco. A explicação é clara: este é um ato puramente administrativo, não fazendo parte das atribuições da procuradoria-geral do Legislativo Estadual, por onde a tal lista nem passou.

É bastante possível, até mesmo provável, que vários nomes tenham sido incluídos entre os servidores cedidos à SDS por serem “incômodos” para os dirigentes da Casa de Tavares Bastos.

A se destacar – pelos próprios atingidos pela medida – que não há, entre os relacionados, nomes de destaque nas colunas sociais locais, que receberiam mesadas – como já denunciou o MP – dos combalidos cofres públicos estaduais.

Entre essas “celebridades”, sem dúvida há muita gente que reclama de corrupção e dos “corruptos”.

Postado às 12:44, Ricardo Mota 14 comentários postado em Geral |
14/04/2014

Administradores da massa falida demitem trabalhadores do Grupo JL

Hoje pela manhã dezenas de funcionários do Grupo João Lyra, em Maceió, foram comunicados das respectivas demissões.

Os números não são exatos – conversei com alguns ex-trabalhadores desligados -, mas estima-se que pelo menos 150 pessoas da área administrativa perderam seus empregos com a decisão dos interventores do Grupo JL.

Há de se ressaltar: o desligamento teria ocorrido, formalmente, no dia 19 de março – há quase um mês –, e só agora os trabalhadores foram comunicados da decisão.

Já eram aguardadas algumas medidas administrativas por parte do interventor Ademar Fiel e seus auxiliares desde quando a falência das empresas foi confirmada pelo Tribunal de Justiça, em 19 de fevereiro.

O que provoca a reação dos demitidos, além do desespero natural em situações como essa, é o fato de que os administradores indicados pela Justiça estariam recebendo remuneração até mesmo superior aos agora ex-diretores do Grupo JL.

A expectativa geral, neste momento, é saber quando eles receberão as verbas indenizatórias trabalhistas, já que as informações não têm chegado até eles.

O juiz George Omena, que responde agora pela comarca de Coruripe – onde fica a Usina Guaxuma -, ainda não marcou a data da realização da assembleia dos credores, fundamental para definir os destinos da massa falida.

Impressionante é que o deputado federal João Lyra, presidente do PSD local, ainda mantém a determinação de ser candidato á reeleição este ano.

Além de ser um dos parlamentares mais faltosos do Congresso Nacional, JL ainda precisa acertar as contas com centenas de credores, vários deles vivendo em situação desesperadora.

Postado às 11:59, Ricardo Mota 12 comentários postado em Geral |
14/04/2014

Veja: PF encontra recibo de depósito feito por doleiro preso para Collor

A revelação foi feita pela revista Veja desta semana, em longa reportagem sobre o escândalo da Petrobras e alguns dos personagens centrais de um esquema ainda não totalmente decifrado.

Eis que, na página 71, os jornalistas Rodrigo Rangel e Hugo Marques afirmam que a Polícia Federal encontrou na contabilidade do doleiro Alberto Youssef, preso desde o mês passado, um recibo de depósito feito em nome do senador Fernando Collor.

O valor não é dos maiores: R$ 8 mil.

Para que foi? Só o ex-presidente ou o doleiro pode esclarecer o significado do estranho documento.

Mas, segundo a revista, a PF defende um aprofundamento da investigação. Motivo: saber se o depósito tem alguma relação com o empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, que é um dos nomes mais citados nos “negócios” envolvendo a Petrobras e o Ministério da Saúde (do deputado petista Andé Vargas).

PP, como é conhecido, foi ministro do governo Collor, de quem é amigo desde a juventude.

O esquema seria complexo, mas deixou rastros por onde passou. Isso se deve ao cuidado do doleiro Youssef e ao descuido de outro preso na Operação Lava Jato, da PF: o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

O que a Veja indaga, assim como a revista Época, é a motivação para o senador Collor deter o “controle de diretorias da BR Distribuidora”, um dos braços da Petrobras.

Ah, o valor – R$ 8 mil – é pequeno?

Depende da régua de quem mede: se é quantitativa ou qualitativa.

O senador Collor, pelo seu histórico e pela sua importância política, deve se manifestar publicamente sobre o depósito.

Estamos aguardando.

Em tempo

O blog fez contato telefônico com o jornalista Joaldo Cavalcante, assessor do senador Fernando Collor. Ele disse que o ex-presidente deve se pronunciar sobre o tema em breve.

Atualizando

O portal de notícias de propriedade do senador Collor sugere que a informação da revista Veja se deve à uma condenação, confirmada pelo STF, de uma indenização milionária ao ex-presidente pela publicação.

Postado às 7:09, Ricardo Mota 33 comentários postado em Geral |
13/04/2014

Desculpe a nossa falha

Do outro lado da linha, a voz tão familiar, tão amada, não escondia o desalento, a angústia mesmo:

- Pai, que tragédia! Trinta e duas pessoas soterradas, aí em Maceió, no desabamento do moinho.

A hipérbole, que levou o sofrimento à minha filha, em São Paulo, estava estampada nas inúmeras mensagens aterradoras postadas com a veemência de crentes fundamentalistas no facebook: a fantasia sobre a realidade superou a realidade, que já era assustadora.

Desmontei a “notícia” e me pus a pensar, mais uma vez, sobre a questão do (mau) uso das redes sociais.

Nós agimos nesse novo ambiente, quase sempre, como fazemos em meio à multidão, nos bandos, principalmente se sob forte emoção: perdemos o rosto, a identidade, somos apenas os impulsos que nos movem – sem filtros, sem freios, deixando para depois o arrependimento ou a negação.

O mal não está nas redes sociais, que fique claro, mas em nós que as utilizamos de forma inconsequente e irracional. Agir sem pensar, como no estouro da boiada, pode provocar danos irreversíveis sem que saibamos muitas vezes a quem, se não a nós próprios.

E nem sempre dá para dizer: “Desculpe a nossa falha”.

Carregamos dos nossos antepassados os mais primitivos instintos. Que certamente nos ajudaram – pela seleção natural – a chegar até aqui, mas que nos impedem (imagino) de avançar, se não pela permanente construção da civilização.

Em A conquista social da Terra, o biólogo e pensador Eduard O. Wilson afirma que “somos uma quimera evolutiva, vivendo com base na inteligência dirigida pelas exigências do instinto animal”. Sua conclusão é a de que permanecemos “a mesma sopa de emoções” do Homem da Caverna. O perigo: de frente para o teclado do computador (vale a pena assistir ao documentário canadense Vítimas do facebook).

Descobrimos muitas coisas novas sem que descobríssemos, necessariamente, a nós mesmos. A começar: somos pessoas comuns, com os mesmos defeitos – e qualidades – que apontamos nos outros.

O que isso significa? Que somos capazes das mais extraordinárias belezas e das piores misérias. Pensar sobre isso pode melhorar a nossa balança pessoal, livrando-nos de armadilhas que se escondem em nosso interior, prontas para nos capturar.

Vivemos, hoje mais do que nunca, numa sociedade de egos inflados e celebridades instantâneas, a nos impulsionar sempre para os primeiros lugares da fila, ainda que isso signifique cometer atrocidades ou provocar desolações desnecessárias, como no caso do moinho: fotos e informações davam mais prestígio quanto mais trágicas ou alarmantes fossem.

Coisas que se tornaram comuns entre pessoas comuns – eu, você -, que sempre estiveram presentes nos grandes momentos da humanidade. E não apenas carregando os méritos pelas boas conquistas: foram também responsáveis diretos pelos grandes sofrimentos dos povos, ainda que busquemos explicações no sobrenatural ou na capacidade de sedução dos grandes criminosos da história.

Nada disso. Eles diziam o que as pessoas, em cada tempo e circunstância, queriam ouvir. Eis a razão do seu retumbante sucesso, que se tornou depois o nosso acachapante fracasso.

Uma boa explicação sobre a nossa natureza destruidora e/ou predadora – que vive uma batalha sem trégua com o nosso lado mais generoso, altruísta – está no livro Eichmann em Jerusalém, de Hannah Arendt (o filme que traz o nome da filósofa judia ajuda a compreender o seu conceito de “banalidade do mal”).

Ela provocou furor entre os seus contemporâneos – e até hoje – ao acompanhar o julgamento do carrasco nazista (1962), observá-lo detidamente, como um objeto de estudo a quem não deveria dedicar qualquer sentimento, e concluir desolada:

- Ele é assustadoramente humano.

Às vezes, de fato, é assustador ser humano.

Postado às 5:00, Ricardo Mota 6 comentários postado em Geral |
12/04/2014

Quem topa se associar a Arthur Lira ou a Marx Beltrão na eleição?

A migração de Givaldo Carimbão para os braços – políticos – de Renan Calheiros tem uma razão aritmética: ele quer salvar seu mandato, até se não for para a Câmara Federal.

E as coligações proporcionais, após a definição dos nomes dos candidatos a governador, passam a ocupar a atenção dos caciques. Para alguns, já traz dor de cabeça.

O PP, de Biu de Lira – citando um exemplo – se depara com a situação de ter um candidato fortíssimo, quase reeleito, Arthur Lira, que precisa de “escadas” para se manter em Brasília.

Marx Beltrão, do PMDB, é outro nome cuja companhia pode ser fatal, eleitoralmente. Até mesmo para Luciano Barbosa, que não tem a mesma popularidade de Célia Rocha, e é do mesmo partido.

É nesta conta de chegada que os chamados nanicos apostam para eleger integrantes na bancada federal de Alagoas.

É aí que entram os “mestres” desta seara: Marco Toledo e Adeilson Beserra (leia-se: PT do B e PRTB).

No mais, vai ser um “salve-se” quem puder.

Postado às 9:20, Ricardo Mota 15 comentários postado em Geral |

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