Ricardo Mota
Ricardo Mota
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30/08/2014

Qual o tamanho do amor da “base aliada” por Dilma?

Ainda que o cenário não seja definitivo, afinal o imponderável é soberano, como ficará o discurso da chamada base aliada de Alagoas em relação a presidente Dilma , daqui para frente?

Até agora, todos os integrantes do ex-Chapão se apoiavam no fato de que são aliados fiéis e leais do Palácio do Planalto. E, por isso, precisam ser eleitos ou reeleitos para que o amor e a amizade prosperem “em favor do povo alagoano”.

A situação local de Marina Silva ainda está indefinida. Por ora, só a vereadora Heloísa Helena conta com seu apoio incondicional, que pode valer muito se a presidenciável continuar crescendo nas pesquisas.

O contrário também faz parte do jogo.

E os demais, os que garantem a “governabilidade” da presidente Dilma, continuarão vivendo essa relação desinteressada?

Ou já cantam: “Doença de amor só cura com outro”?

Postado às 8:09, Ricardo Mota 14 comentários postado em Geral |
29/08/2014

O “efeito Marina” nas eleições de Alagoas

É importante ressaltar que os interesses locais prevalecem, sempre, nas eleições estaduais.

Mas, principalmente depois do “furacão Lula”, com sua impressionante popularidade e facilidade de comunicação direta com o povo, as campanhas em Alagoas passaram a agregar mais e mais as ligações de alguns candidatos com o Palácio do Planalto.

Por sua vez, o próprio nunca veio a Alagoas em tempo de eleição exatamente por causa dos aliados aqui no estado. O efeito, em nível nacional, não lhe pareceu favorável.

(É importante destacar que ele foi, sim, ao Maranhão durante a campanha eleitoral, apoiar Roseana Sarney.)

No pleito deste ano, o discurso central da oposição alagoana tem sido a proximidade com a presidente Dilma e, portanto, a “facilidade” para trazer recursos para o estado; “Alagoas não pode ficar distante do Planalto”.

E agora, se Marina de fato crescer e se mantiver como a encarnação da mudança pretendida pelo povo brasileiro, como fica a atual “base aliada do governo federal”, responsável, também pela tal governabilidade (essa palavra me dá calafrios)?

Biu de Lira tentou, e não foi pouco, fechar com Aécio Neves, via Téo Vilela, “o magistrado” da atual eleição. Não conseguiu levar o governador para o seu palanque.

Agora, acredito, o senador já deve pensar duas vezes sobre a questão e tente até trazer Marina Silva para a sua campanha. Claro: se ela sobreviver à pancadaria geral que já teve início.

É claro que boa parte da bancada federal de Alagoas não terá dificuldade de adaptar a um novo governo, seja qual for – eles são craques nisso.

Efetivamente, só Heloísa Helena, se obtiver sucesso na sua difícil missão de vencer o fortíssimo Collor, é que estará automaticamente alinhada com uma possível presidente Marina Silva.

Entendo que ainda é cedo demais para qualquer prognóstico. Mas o discurso de “base aliada” do Planalto, como necessidade fundamental para os governantes e parlamentares alagoanos, pode se virar contra os feiticeiros.

No pior cenário para os integrantes da coligação dilmista, esse quadro terá uma definição melhor quando a eleição propriamente estiver batendo a porta.

E onda na reta final da campanha é sempre irresistível.

Aí será a vez de apostar, definitivamente, na prevalência dos tais interesses políticos regionais.

Postado às 12:15, Ricardo Mota 19 comentários postado em Geral |
29/08/2014

Guia eleitoral 2014: “Cadê o JL?”

De “cadê o Ciço?” nas últimas eleições ao “cadê o JL?” de 2014, o desfecho parece bem diferente.

O ex-prefeito é candidato a deputado federal pelo emblemático PRTB e é até considerado um dos favoritos na disputa.

JL, que fez “sucesso” nas convenções da coligação de Renan Filho, da qual faz parte, está fora do guia eleitoral e provavelmente da eleição.

Ele cobrou de Renan Filho o material de sua campanha a deputado federal, para a qual continua inscrito, e quis até gravar no guia eleitoral.

Só ouviu o silêncio como resposta.

Daí, a pergunta do leitor: cadê o JL?

Postado às 12:01, Ricardo Mota 12 comentários postado em Geral |
29/08/2014

Desembargador Washington Luiz será o novo presidente do TJ

A partir de janeiro do próximo ano, o Tribunal de Justiça ganha um novo presidente. A escolha do nome que vai substituir o desembargador José Carlos Malta já está definida.

Por maioria de votos, que pode virar unanimidade, o desembargador Washington Luiz Damasceno de Freitas vai comandar o TJ durante o mandato de dois anos na presidência.

O magistrado já dirigiu a instituição por seis meses, entre setembro de 2004 a fevereiro de 2005, substituindo o desembargador Geraldo Tenório, aposentando na compulsória quando ocupava a presidência.

Agora, o desembargador Washington Luiz chega ao posto pelo rodízio, uma lógica seguida pelo TJ.

Postado às 10:18, Ricardo Mota 8 comentários postado em Geral |
28/08/2014

Ex-Ceal nos cobra em dinheiro o custo da extorsão da “governabilidade”

Um milhão de alagoanos pagarão a conta de energia elétrica, a partir de hoje, com um aumento superior a 30%, determinado pela Eletrobras (ou pela ANEEL, esta sinecura maravilhosa – para quem chega lá).

Na verdade, estamos bancando o custo da extorsão que se tornou a tal “governabilidade” no Brasil.

Que não é uma criação petista, que fique claro. É, sim, um modo brasileiro de fazer a mais baixa política, a reprodução sem limites do Estado Patrimonialista, do qual se apossam com unhas, dentes e bolsos os poderosos de plantão.

Desde que o senador Sarney foi presidente da República, o setor elétrico tem um dono: ele mesmo. Com exceção do hiato de dois anos em que Collor ocupou o Palácio do Planalto, Sarney comanda a área estratégica com mão de ferro.

Age como se ela não fizesse parte da máquina pública. Fosse tão somente um brinquedo que ele divide, no máximo, com seus amiguinhos mais próximos.

Aqui em Alagoas, ele entregou a ex-Ceal aos seus aliados, fossem do então PFL, do PSDB, do PMDB, e até do PT – neste último caso quando o PMDB assentiu.

A empresa quebrou – eis a mais clara definição. Por ela, passaram dirigentes a quem qualquer pessoa com um mínimo de juízo não entregaria um carrinho de pipoca para administrar.

O modelo de “governabilidade” que levou a ex-Ceal (agora Eletrobras Distribuição de Alagoas) ao fundo do poço é o mesmo de FHC, Lula e Dilma. Que pode ser mantido sabe-se lá por mais quantas décadas.

Na cabeça da organização do setor elétrico está o senador Lobão, cujo filho é candidato ao governo do Maranhão, tentando substituir Roseana Sarney – filha de quem?

Nenhuma das autorizadas vozes da “base aliada” do Palácio do Planalto em Alagoas se manifestou – ainda é tempo – em defesa dos habitantes dessa terra, que vão pagar a conta da extorsão política, consequência desse mesmo modelo perverso que vigora há mais de vinte anos e que já não se acanha em punir a quem se comporta como cidadão correto.

Se há maus pagadores, com decisões da Justiça que os beneficiam, ou se ainda há outros males que elevam o preço da energia, não se pode responsabilizar o consumidor que paga suas contas em dia pelo malfeito de tantos que passaram pela ex-Ceal.

Há uma tentativa agora, bastante visível, de qualificar a empresa depois de tantos desmandos administrativos e políticos.

Se não for tarde demais, no futuro poderemos ter uma empresa que mereça o nosso respeito.

Por enquanto, ficamos assim: a partir de hoje, o consumidor residencial passa a pagar mais 30,02% na conta de energia; alta tensão – indústrias e grandes empresas – terão um aumento de 37,02%; média: 32,36%.

Os aumentos nos demais estados do Nordeste?

- Piauí: 25,81%

- Maranhão: 24,12%

- Paraíba: 21,43%.

Por que pagamos mais?

O nosso IDH já responde a esta pergunta. Por conta dele, votamos mal, e por votarmos mal pagamos a conta mais alta pela extorsão da “governabilidade”.

O rombo é nosso!

É a punição pela nossa falta de educação e de civismo.

Mais claro do que isso, impossível.

Postado às 17:04, Ricardo Mota 27 comentários postado em Geral |
28/08/2014

Governador Vilela: de sábio a sabido

Que papel joga, hoje, o governador Teotonio Vilela Filho na disputa eleitoral?

Eis que cada vez mais me parece que ele atua na linha do “me esqueçam”.

E tem conseguido.

No guia eleitoral, se a briga entre Biu e Renan Filho vai ganhando tom cada vez mais agressivo (apesar do “humor”), o tucano não é nem citado.

Quando muito, se critica a situação local na saúde, na educação, na segurança pública.

E se aqui é pior o quadro, em todo o país – basta ver a disputa nos demais estados e pela Presidência – é também muito ruim.

(Pesquisa divulgada na semana passada mostra desaprovação de 87% do SUS, em todo o Brasil.)

Se ao lançar Eduardo Tavares para governador, Vilela apareceu como grande estrategista, talvez agora é que ele revele sua grande estratégia: preservar-se da pancadaria do horário eleitoral.

Ainda que tenha sacrificado o palanque local para Aécio Neves, Vilela vive dias tranquilos, enquanto os seus adversários – e ex-aliados – se engalfinham.

Não deixa de ser uma sabedoria. Resta saber se do sábio ou do sabido.

Postado às 12:13, Ricardo Mota 25 comentários postado em Geral |

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