Ricardo Mota
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24/03/2015

Collor navega nos ‘devaneios vespertinos de tardes destiladas’ de Janot

Pode não ter sido por isso, mas se dá como certa a denúncia do senador Fernando Collor ao STF, por conta dos recibos do doleiro Youssef – nunca negados pelo petebista, que sempre disse não conhecer o personagem nem ter com ele qualquer negócio.

Agora com o nome na Lista de Janot, o ex-presidente fez um daqueles emblemáticos pronunciamentos, que atingem algo além da crítica funcional, como já havia feito com Roberto Gurgel, ex-PGR.

Algumas expressões, no estilo tão característico do redator dos seus discursos, chamam a atenção dos ouvintes e leitores.
Para apontar que Janot age politicamente, apesar de negá-lo, Collor se refere a “destiladas (?) tardes”, e, na sequência, falar em “vespertinos devaneios”.

Em resumo: vespertinos devaneios em destiladas tardes ganham um sentido que vai além da atuação funcional do procurador-geral de República, cujo comportamento e hábitos não parecem ser conhecidos do grande público.

Ou estou vendo pelo em ovo?

O que você, leitor (a) atento (a) acredita que o senador do PTB quis dizer?
Pois é.

O inegável: Collor é fiel ao seu estilo.

Postado às 13:10, Ricardo Mota 20 comentários postado em Geral |
24/03/2015

Uma lição do prefeito Eduardo Paes para o governador Renan Filho

A reunião do governador Renan Filho e seus colegas do Nordeste com a presidente Dilma, amanhã em Brasília, pode ser um bom momento para a manifestação da rebelião dos pobres.

Sabe-se, por exemplo, que em mais uma medida do pacote levyano, o governo federal decidiu adiar a regulamentação do novo indexador da dívida de estados e municípios, aprovado em novembro do ano passado – o que pune mais quem pode menos.

Quem reagiu?

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que foi à justiça e conseguiu implantar já o novo indexador para a prefeitura que administra.

Ele é aliado do Planalto, mas não parece disposto a sacrificar mais ainda a população da cidade maravilhosa.
O que os governadores nordestinos vão falar a Dilma sobre a questão?

A pergunta que fica é: os estados do Nordeste só existem para dar apoio ao governo federal, seja quem for que estiver no Palácio do Planalto?

Postado às 13:07, Ricardo Mota 11 comentários postado em Geral |
24/03/2015

A Secretaria da Fazenda e a indústria da cerâmica em Alagoas

Uma reunião, no início deste mês, entre o secretário George Santoro (Fazenda Estadual) e os dirigentes do Sindicato da Indústria de Cerâmica de Alagoas já está gerando resultados para o setor.

O que a entidade foi reivindicar?

A intensificação do trabalho nos postos de fiscalização que ficam na divisa entre Sergipe e Alagoas. E os empresários foram prontamente atendidos, ao que parece.

E o pedido se justifica, segundo os dirigentes do Sindicato da Indústria de Cerâmica: diariamente, chegavam de Sergipe cerca de 50 caminhões carregando tijolos – de seis e oito furos – e lajotas sem que fossem importunados pelo fisco local.

A determinação vigente era de que os carregamentos com até R$ 800,00 de produtos cerâmicos não sofressem qualquer cobrança de impostos estaduais, o que tornava Alagoas, na prática, um “território livre”.

Como consequência, a produção de Sergipe chegava a Alagoas com valores até 20% mais baixos do que o que é cobrado pelas fábricas instaladas aqui.

O secretário Santoro atendeu “sem traumas” ao que lhe foi solicitado pelos empresários alagoanos. Eles consideram que a medida, além de proteger a produção local, estabelece “justiça fiscal”.

Postado às 7:04, Ricardo Mota 17 comentários postado em Geral |
23/03/2015

É o momento de Renan Calheiros ser mau para fazer o bem

O Congresso Nacional começa a analisar esta semana o ajuste fiscal, que também pode ser chamado de pacote levyano.

Na semana passada, o presidente do Senado, Renan Calheiros, esteve com a presidente Dilma Rousseff discutindo a matéria, considerada fundamental pelo Palácio do Planalto para retomar o crescimento econômico.

Não sei se realmente será.

O modelo de política econômica proposto não é nenhuma novidade e faz parte de uma velha cartilha da qual o ministro Joaquim Levy é um profundo conhecedor.

Mas eis que o presidente do Congresso, com a força política que o cargo tem, pode, sim, ajudar os mais fracos na negociação que vai empreender com o governo federal.

O que incluiria, se ele assim se dispuser, brigar por um tratamento diferenciado aos estados que vivem situação de petição de miséria, Alagoas encabeçando a lista.

Não seria o tão desejado – por ele – amparo “materno” ao governo de Renan Filho, que ambos miravam quando o peemedebista entrou na disputa pelo cargo conquistado, mas pode ajudar e muito a atravessar os dias de penúria que já vivemos.

É claro: ele pode, também, evitar que os trabalhadores e assalariados brasileiros paguem mais por uma crise que não foi criada por eles.

Parece muito, o aqui apontado, mas é pouco diante do que se anuncia para o próximo verão.

Postado às 13:02, Ricardo Mota 9 comentários postado em Geral |
23/03/2015

Uma ‘praça na beira do mar’ pode substituir Marco Referencial de Maceió

Maceió pode ganhar em breve a sua “praça na beira do mar.”

A ideia parece plenamente factível – e em curto prazo.

Segundo informou a secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Jeanine Pires, o projeto do Marco Referencial de Maceió já foi desmembrado e deverá dispensar a construção de estruturas que venham a vedar a belíssima “paisagem de mar” onde hoje se encontra o Alagoinha.

A boa alternativa: derrubar a parte que restou sobre as pilastras de concreto e, na sequência, construir uma base que poderia, por exemplo, se transformar numa praça à beira mar.

Uma obra mais simples, mais barata e que preserva a beleza que já temos de graça: um presente despretensioso da natureza.

As negociações com o governo federal, disse a secretária, já estão avançadas, restando pouco para que a obra saia do papel e os recursos sejam liberados.

Já se sabe, hoje, que não é mais possível retirar toda a estrutura de concreto do antigo Alagoinha, pelos prejuízos ambientais que isso provocaria.

O que pode ser feito, no entanto, há de significar um marco para a cidade: para quem vem de fora, para quem nela vive.

Postado às 12:57, Ricardo Mota 20 comentários postado em Geral |
23/03/2015

Renan Filho ganha orçamento mas fica sem dinheiro

Por mais que aumente a arrecadação e melhore a qualidade dos gastos públicos, o governador Renan Filho tem pouco a comemorar com a aprovação do orçamento, que ele deve sancionar imediatamente.

Os R$ 8,3 bilhões que compõem a peça é muito pouco para o tanto que ele precisa realizar. Está quase totalmente comprometido com mais do mesmo.

Renan Filho foi eleito com a expectativa de que seria o mais bem tratado governador da nova safra, pelos motivos todos que conhecemos.

A presidente Dilma Rousseff, no entanto, além de estar, ela própria de mãos atadas, só tem apresentando um instrumento para os gastos públicos: cortar. É a nova lei levyana. Segue-se a ela, a de sempre: tirar mais de quem já paga injustamente.

Aliás, o tucano chegou ao Planalto para resgatar a credibilidade perdida, retomando o modelo de política econômica que antecedeu os governos petistas e por eles foi mantido até 2010.

Não, Renan Filho não terá tratamento diferenciado dos colegas dele, quase todos com a corda no pescoço e sentindo o laço apertar.

Uma alternativa para o governador de Alagoas seria conquistar aquilo que o tucanato prometeu desde 2006: transformar o dinheiro que o estado manda para Brasília como pagamento dos serviços da dívida – segundo Vilela, empatando com o que de lá veio cheirando a novo em 8 anos – em investimentos locais nas áreas estratégicas.

Não se sabe se um presidente do PSDB cumpriria o prometido, afinal, campanha eleitoral é território livre para a mentira (basta ver o que aconteceu agora, e não por originalidade da presidente Dilma).

Mas se o dinheiro desse pagamento – R$ 600 milhões/ano – é pouco para a União e muito para Alagoas, um gesto de “bondade” do Planalto nesse sentido teria reflexo em todos os estados brasileiros.

A turma de Alagoas parece mandar muito em Brasília, mas é um poder restrito aos, digamos, benefícios pessoais – e não sociais.

Assim, pelo menos por um bom tempo, o governador Renan Filho viverá a realidade de seus antecessores: ganhará um orçamento, mas não terá dinheiro.

Postado às 7:27, Ricardo Mota 9 comentários postado em Geral |

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