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20/04/2012 Quem são mesmo os gestores públicos da Espectro?

O promotor Alfredo Gaspar de Mendonça não perdeu o foco da Operação Espectro.

Ele tem trabalhado, diuturnamente, na busca de provas que possam embasar uma iniciativa na Justiça contra os gestores responsáveis pelo desvio de dinheiro público na compra de alimentos para os presídios.

Nomes, ele já os tem – alguns, pelo menos. Sabe quem fez o quê, mas trabalha com responsabilidade para uma denúncia – acho que serão várias – que não seja rechaçada pela Justiça por falta de conteúdo.

No fundamental: ele mantém a concentração no que é o núcleo da ação do Gecoc: a apropriação indevida do dinheiro público. Nem mesmo a tragédia de erros que ocorreu com o material – cheques e dinheiro – apreendido na operação desviou sua atenção.

Pela experiência, sabe que tudo que os envolvidos na fraude – de tamanho desconhecido, mas longe, muito longe dos tais R$ 300 milhões – querem agora é que o Gecoc “esqueçam” o malfeito por eles.

O promotor tem se resguardado, mas não mudou sua linha de investigação. Até porque, como já disse, não acreditaem fantasmas.  Muitomenos em fantasmas que roubam o dinheiro público.

A resposta à pergunta feita no título está a caminho.

Postado às 10:13, Ricardo Mota 10 comentários postado em Geral |
19/04/2012 A Assembleia e a altivez da promotora Karla Padilha

O dia de sabatina na Assembleia apresentou como maior destaque a altivez com que se comportou a promotora Karla Padilha. Todos os demais candidatos que se inscreveram para qualificar o processo de escolha da  indicação do substituto de Isnaldo Bulhões Pai – na versão dos deputados – merecem aplausos.

Pela coragem, pelo desprendimento, pela participação que todos sabiam, objetivamente, sem repercussão na decisão da Casa de Tavares Bastos. Mas foi ela, a promotora Karla Padilha, que chegou na cova dos leões com destemor. E de lá saiu maior do que entrou.

A arrogância, sob qualquer disfarce, continua sendo arrogância. Pretende que o outro – no caso, a outra – se encolha em posição de defesa. Mas não foi o que aconteceu. A representante do Ministério Público Estadual viu e ouviu o deputado Antônio Albuquerque, por ela denunciado como um dos “taturanas”, manifestar, com inútil tentativa de sutileza, o desgosto de vê-la ali. Mas viu, ouviu e não a diminuiu. Pelo contrário.

Talvez quem melhor tenha definido a visão da Casa sobre a tal sabatina seja o insuperável deputado Marcelo Victor. Disse ele que ali não pesavam as questões fundamentalmente técnicas, de conhecimentos específicos, da matéria.

Em resumo: não seria uma seleção das virtudes funcionais. E aí, o julgamento, por exemplo, poderia ser sobre quem jogava ximbra melhor na infância, quem pulava carniça com destreza e era o grande campeão local de rouba-bandeira.

Postado às 20:17, Ricardo Mota 43 comentários postado em Geral |
19/04/2012 MP quer que prefeito de São José da Laje ‘desamarelere’

Márcio Lira, o enrolado prefeito de São José da Laje, que atende por Dudui, amarelou – os prédios da municipalidade. 

O promotor Jorge Dória, de olho na traquinagem, deu entrada numa Ação Civil Pública, objetivando que os imóveis ganhem uma cor neutra. 

Não é por uma questão de bom gosto (apenas). 

O amarelo é a cor de campanha de Dudui.

Postado às 12:44, Ricardo Mota 16 comentários postado em Geral |
19/04/2012 O blog antecipa: o escolhido para o TC será Fernando Toledo

A sabatina da Assembleia Legislativa foi feita dentro dos conformes – conforme programaram os deputados. 

As duas comissões presentes à sessão especial, a 2ª e a 3ª – as principais da Casa – vão elaborar um relatório final sobre o que viram e ouviram.

O deputado Sérgio Toledo é o relator. Os demais:

Joãozinho Pereira

Dudu Holanda

Antônio Albuquerque

Luiz Dantas

Jéferson Morais

Marcelo Victor

Ronaldo do INSS

Eles foram os encarregados de inquirir os candidatos – onze faltaram, com destaque para o advogado Paulo Breda e a procuradora Marilma Torres.

Se a ideia – ótima ideia – dos candidatos inscritos como forma de protesto era demonstrar o conhecimento acumulado, deixando clara a diferença de conteúdo com os deputados candidatos – Gilvan Barros desistiu -, ainda não foi desta vez que conseguiram resultados em defesa da sociedade.

As perguntas insossas, bem ao gosto da Casa nessas situações, deixaram tudo no terreno da subjetividade.

Ou seja: qual candidato está melhor preparado para ocupar, na visão da Casa de Tavares Bastos, a cadeira que foi de Isnaldo Bulhões Pai.

Como não tenho nenhum conhecimento com o sobrenatural nem ao menos consulto os que conseguem ver o futuro, externo apenas uma – digamos – suspeita sobre o resultado da escolha a ser feita pela Assembleia.

O presidente da Assembleia, Fernando Toledo, será o grande vencedor do Oscar, ou melhor, do processo de seleção dos seus pares para virar o novo sortudo da praça.

Justiça

Resta, agora, o caminho da Justiça, que já proibiu que o governador Teotônio Vilela Filho faça a nomeação de qualquer pessoa para o cargo até que seja julgado o mérito do mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público de Contas – que reivindica a vaga.

Eis o que pode ser um problema a mais. Vilela terá, por lei, um prazo de quinze dias para nomear o apontado. Depois disso, a Assembleia pode, ela mesma, fazer a nomeação.

O processo está com a desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento.

Postado às 12:42, Ricardo Mota 53 comentários postado em Geral |
19/04/2012 Almeida e um Mosart sem concerto

O prefeito Cícero Almeida chega ao final do seu segundo mandato e não conseguiu consolidar um nome da sua confiança para sucedê-lo.

A falta de visão estratégica e a mudança constante de humor e de “amigos de infância” resultaram na encruzilhada a que chegou.

Almeida foi eleito por um partido, o PDT, está filiado a outro e namorou diversas legendas. Seu secretário de Infraestrutura, Mosart Amaral (o gênio musical austríaco é Mozart com “z”. Sabe como é cartório, não é?), foi filiado ao PMDB e depende do senador Renan Calheiros para emplacar uma candidatura à prefeitura de Maceió, como deseja o padrinho dele.

Só que Calheiros, este sim, é um estrategista e não trabalha com as emoções. Vive em mundo em que amizade é interesse mútuo, durando apenas o tempo que precisar. Depois, adeus. E não é por maldade, mas porque assim é naquele universo – e ponto final.

O chapão vai consolidando a candidatura de Ronaldo Lessa, com o apoio e a ação do senador Fernando Collor, que deve emplacar Galba Novaes como vice.

É claro que Calheiros jamais será coadjuvante no processo, mas a palavra “suicídio” (político) não existe no dicionário dele. O senador peemedebista foi até objetivo ao dizer a Almeida que Mosart deveria se credenciar para ser o nome do chapão.

Parece tarde demais.

O secretário, o mais longevo da administração de Almeida, apareceu desde o primeiro governo como “o tocador de obras”, depois da desastrosa gestão Born. Personagem simpático, de bom trato, não ganhou notoriedade, entretanto.

Era naquele momento que Almeida deveria ter dado a ele a visibilidade necessária para uma candidatura futura. Mas dividir holofotes e microfones, no auge da popularidade, é difícil para qualquer um – com o prefeito não foi diferente.

Ainda detentor de grande aprovação, principalmente nas camadas mais populares, Almeida já há de saber que não se transfere carisma e facilidade de comunicação com “as massas”. Este dom ele possui, mas a Almeida o que é de Almeida.

O exemplo de Lula é excepcional. Não apenas no Brasil, ele é um personagem raro da história. E Dilma Rousseff foi paulatinamente preparada para assumir o lugar central no palco. Não houve voluntarismo, tudo foi estrategicamente preparado para que ela chegasse ao Planalto.

O prefeito joga todas as suas fichas, no jogo da sucessão, nas mãos do senador Renan Calheiros. Espera que seja ele o maestro a reger a orquestra do chapão.

Mas, ao que tudo indica, o seu fiel Mosart não terá um concerto para chamar de seu.

Postado às 10:02, Ricardo Mota 24 comentários postado em Geral |
18/04/2012 Debandada na CPI do Cícero Ferro

Conforme a publicação no Diário Oficial do Estado, edição de hoje, a CPI sobre os crimes de pistolagem em Alagoas tem apenas um objetivo: investigar uma “possível trama para atentar contra a vida dos deputados Dudu Holanda e Maurício Tavares”. Os deputados terão 120 dias para concluir o trabalho.

É o que consta do Decreto Legislativo nº431 de 17 de abril de 2012. Ou seja: foi criada oficialmente a CPI do Cícero Ferro, ex-deputado estadual – atual suplente –, que chegou a ser acusado da tal “trama”, que não ficou provada, mas teve uma consequência: ele perdeu a cadeira na Casa de Tavares Bastos. 

Luiz Dantas(PMDB) e Marcelo Victor (PTB) já pediram desligamento da Comissão Parlamentar de Inquérito. 

Pergunta: a bronca é pesada demais ou a montanha pariu um rato?

Postado às 17:49, Ricardo Mota 14 comentários postado em Geral |
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