O vereador Galba Novaes, enfurecido por ter sido apontado como integrante da bancada do “sim”, que apóia o aumento do número de vereadores na Câmara, tem insistido em dizer que sabe quem “traiu” a bancada do “não” (contra o aumento).
A história que Galba e galbistas contam nos bastidores é a seguinte: uma vereadora, na hora de votar, ao invés de receber uma cédula com o número 21 e outra com o número 31, recebeu duas iguais – o que estava previamente acertado. Uma, 31, ela depositou na urna; a outra, também 31, foi mostrada aos colegas do “não” e até à imprensa (com direito a foto).
Há um incômodo para o presidente Galba Novais em revelar a trama e seus participantes – se ela de fato aconteceu. Se a tal vereadora “traidora” recebeu duas cédulas iguais, alguém as entregou a ela. Quem foi?
Para apontar o nome da “traíra” – se ela existe – Galba tem de dizer quem foi cúmplice na tramoia.
É encrenca demais para quem quer ser candidato majoritário nas próximas eleições.
De um jeito ou de outro, ele não se sai bem na história. O silêncio, no caso, não o enobrece.
Fala, presidente!
Os vereadores que formam a chamada bancada do “não” na Câmara Municipal – contrária ao aumento do número de integrantes da Casa – resolver seguir em frente, na luta para anular a trágica primeira votação do Projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município.
Eles estão pedindo, oficialmente, à Mesa Diretora que abra uma investigação para apurar os fortes indícios de fraude na votação ou na apuração (ou nas duas) ocorrida na terça-feira. (O pedido foi apresentado no final da tarde. Caso não seja acatado, a bancada do “não” promete ir à Justiça.)
O objetivo é: anular o que ocorrer naquela sessão.
Assinam o documento os vereadores Heloísa Helena, Oscar de Mello, Pastor João Luiz, Fátima Santiago, Tereza Nelma (mesmo em tratamento de saúde) e Silvânia Barbosa.
O presidente da casa, Galba Novais, que também votou contra o aumento, não deve assinar o pedido.
Ele acena com a possibilidade da realização da segunda votação – na próxima semana – aberta. Como aliás, deveria ter sido a primeira.
Quem traiu? E quem ajudou na traição?
Resposta com o presidente da Câmara, Galba Novais. Ele já disse que sabe quem foi – mas não disse quem foi.
Não há sinais de que a crise vivida pelo Hospital do Açúcar possa vir a ser debelada em breve.
Pelo contrário – o que é lamentável.
Ontem à noite, depois das 19h, uma reunião da equipe médica que comanda a UTI do hospital decidiu fechá-la a partir de primeiro de outubro.
Um documento assinado por todos os sócios do serviço –que é autônomo, como vários outros do Hospital do Açúcar (o que é comum em outras unidades hospitalares de Alagoas e demais estados brasileiros) – vai ser entregue, em primeiro de setembro, à direção-geral comunicando o afastamento de toda a equipe médica da UTI trinta dias depois.
Neste prazo, os pacientes internados devem ser transferidos para outras unidades.
É um desfecho terrível para a população, que já sofre – e cada vez mais – com a falta de leitos hospitalares. Mas já era previsível, nos últimos meses, pelos acontecimentos que já são de conhecimento público: greves, cancelamentos de internações etc.
Os médicos da Unidade de Terapia Intensiva, uma equipe das mais qualificadas, apontam as razões da decisão: a direção do Hospital do Açúcar não vem cumprindo os acordos contratuais com os sócios da UTI.
Há problemas, também, com a falta de pessoal de apoio e com a evasão de outros profissionais – médicos, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, entre outros.
Participaram da reunião decisiva de ontem à noite, os médicos: José Pinto, Eliel Morais, Paulo Alencar, Ubiracy Mello e Alexandre Mendes.
Eles também vão encaminhar um documento ao Conselho Regional de Medicina, explicando as razões de uma decisão tão extrema.
Tomara que ainda apareça uma alternativa viável para evitar que um caos maior se estabeleça.
O Hospital do Açúcar, com mais de 50 anos de existência, já foi a grande referênciaem Alagoas. Administradodurante muitos anos pelo médico Ib Gatto Falcão, cresceu e se modernizou.
Depois da saída dele, traumática, o Hospital teve sucessivas direções desastrosas, chegando ao estágio atual.
O ex-desembargador Jairon Maia Fernandes pode ser candidato a prefeito de Branquinha, cidade que já administrada pelo seu filho, o promotor Carlos Eduardo Baltar Maia, o Dadado.
Ele aparece, agora, como o nome da família para entrar na disputa, até por conta da sua condição de desembargador aposentado. O outro filho dele, Fernando Baltar Maia, manifestou interesse na disputa, mas enfrenta o fato de ter sido preso na Operação Guabiru, da Polícia Federal, em 2005.
Toroca
Especialista em cálculos eleitorais e em montar chapas com grande viabilidade para disputar as vagas da Câmara Municipal de Maceió, o ex-vereador Toroca foi convidado a ingressar no PMDB.
Não parece ser seu desejo ainda brigar por votos, mas Valter Pitombo Laranjeiras pode ajudar o partido do senador Renan Calheiros a preencher um buraco político em Alagoas: o PMDB não tem um único vereador em Maceió.
A 17ª Vara Criminal de Capital e a 7ª Vara Criminal decidiram, hoje, que o delegado Francisco Tenório vai a Júri Popular pelo assassinato de Cícero Sales Belém e Alfredo Raposo Tenório.
Os dois foram executados em novembro de 2005, no Tabuleiro, segundo a polícia, como “queima de arquivo”.
O ex-deputado também já foi pronunciado pela morte do Cabo Gonçalves, crime ocorrido em maio de 1996.
Ainda há em curso três outras investigações que apuram a participação de Tenório em outros homicídios.
As datas dos dois julgamentos ainda não foram definidas pela Justiça.
O desembargador Edvaldo Bandeira Rios determinou que a Polícia Civil instaure um inquérito para apurar outra denúncia grave contra o deputado Antônio Albuquerque. Ele seria o mandante – esta é a denúncia feita no Ministério Público Estadual – de dois homicídios ocorridos em setembro e em novembro de 2009, no município de Belém, interior de Alagoas. As vítimas: Iraci Eudácio de Souza e Ivanildo Eudácio de Souza – pai e filho.
Quem prestou depoimento no MP foi a filha de uma das vítimas. Ela teria reconhecido os autores materiais do duplo assassinato – os pistoleiros – como sendo pessoas que acompanhavam sempre o deputado Antônio Albuquerque.
A motivação do crime seria política: a família, que sempre havia apoiado o grupo do vice-presidente da Assembleia, resolveu mudar de lado, passando a formar com aliados do ex-deputado Celso Luiz. Lembrando que os dois são inimigos figadais.
É claro que, por enquanto, é apenas a denúncia de um parente das vítimas. Na qual, entretanto, o Ministério Público Estadual e o desembargador Edvaldo Bandeira Rios encontraram indícios de veracidade.
O ofício do magistrado foi encaminhado hoje à Secretaria de Defesa Social, segundo a Assessoria de Comunicação da pasta. A determinação foi enviada à direção-geral da Polícia Civil.



