A minha ambição profissional deve parecer muito pequena para a maioria das pessoas. Caminho deste jeito: buscando fazer o melhor que posso a cada dia.
Talvez envelhecido antes do tempo, há vinte anos eu já pensava assim. Foi quando cheguei à TV Pajuçara, uma empresa que iria começar a operar em Alagoas como uma alternativa ao que já estava posto e estabelecido.
Quase abandonara o jornalismo, um pouco antes, cansado do embate diário com as limitações que o mercado impunha ao meu exercício profissional. Que eu entendo, desde cedo, quando comecei aos vinte e um anos, ser uma extensão da minha atividade de cidadão de alguma forma – e sempre – envolvido em uma boa “encrenca”.
Cheguei desconfiado: a publicidade passara a ser o meu ganha-pão, o que eu praticava com prazer. Aos poucos, retomei a paixão pelo jornalismo, que me movera durante mais de dez anos. Terminei por abandonar a propaganda para fazer aquilo a que me dedico, hoje, de corpo e alma.
O jornalismo é uma cachaça, já me disse um dos tantos bravos companheiros que tive nos primeiros tempos de atuação. Pois bem. Ela me embriaga cotidianamente e sempre assim: um dia após o outro. O que fiz antes pouco há de importar – é a minha crença. Vou, então, em busca dos goles diários dessa nem sempre suave aguardente.
Estou completando vinte anos de Pajuçara, hoje bem mais do que uma emissora de televisão. A ela foram agregados, ao longo dessas duas décadas, a Rádio Pajuçara FM – Maceió e Arapiraca – e o TUDO NA HORA, um portal de notícias que só tem crescido.
Integro a equipe dos três veículos de Comunicação. E o faço - estou convencido – sem tédio ou acomodação.
Ora direis: “Você envelheceu e o PSCOM está cada vez mais jovem!”
Responderei: “É verdade”.
Mas o peso dos anos só me chega com o aviso de insuportável no fechamento de cada calendário.
Talvez porque a minha ambição continue sendo esta: um dia após o outro. O resto fica por conta do imponderável, guia de todos os destinos.
P.S.: Entro em férias. Espero que tudo dê certo e que eu esteja de volta em fevereiro.
Bom ano novo para todos.
O delegado federal Pinto de Luna já comunicou ao prefeito Cícero Almeida que só permanece na SMTT até o dia 15 de janeiro.
Ele, segundo afirmou, deve se dedicar à advocacia, um projeto mais antigo e que chegou a tocar logo que se aposentou da Polícia Federal.
Luna pretendia só deixar o cargo após a realização do processo de licitação para o transporte público urbano de Maceió.
A concorrência só deve acontecer – se não houver mais atropelos e adiamentos – no final do primeiro semestre de 2012.
Outro projeto que Pinto de Luna deve tocar, no próximo ano, é a candidatura dele a vereador de Maceió pelo Partido dos Trabalhadores. Ele é considerado um dos nomes mais fortes da legenda na briga por uma cadeira na Casa de Mário Guimarães.
É arbitrária, bem sabemos, essa definição de uma data como final de um ciclo, de um ano etc. Mas até que ajuda a viver.
Sem fazer previsões, já que não tenho a mínima intimidade com o sobrenatural, posso antecipar alguns fatos.
Por exemplo: o embate político principal de 2012 colocará frente a frente, mais uma vez, os mesmos grupos que se digladiaram em 2010.
A campanha para prefeito de Maceió vai conseguir baixar o nível das que a antecederam – porque é da espécie piorar o que não presta.
A Assembleia Legislativa de Alagoas continuará sendo a campeã no Brasil em número de deputados acusados de desvio do dinheiro público e de assassinatos – em série.
A Câmara de Vereadores de Maceió concederá um número ainda maior de “comendas” e prebendas, batizará nomes de ruas e ameaçará realizar CEIs que possam emparedar o prefeito Almeida.
A violência continuará sendo o tema principal da mídia e das ruas. E quanto mais sangrento, “melhor”.
Ou seja: se você quiser, pode até acreditar que 2011 já está chegando ao fim. Eu prefiro entender que ainda resta muito para que possamos mudá-lo para valer.
E se haveremos de fazê-lo, que seja no dia a dia.
Em entrevista ao Doze e Dez Notícias, na Pajuçara FM, hoje, o deputado federal Rui Palmeira revelou que viveu “anos de angústia” quando foi deputado estadual.
- Senti grande alívio ao concluir o meu mandato de deputado estadual. Quando chegava a terça-feira (dia de sessão), eu já me sentia mal quando acordava. Foi um aprendizado, mas eu não pretendo repetir.
Ele explicou que conseguiu ganhar destaque – segundo a revista Veja – na Câmara Federal porque o trabalho por lá acontece principalmente nas comissões permanentes da Casa.
- É onde os temas e as questões mais sensíveis do país são debatidos. O que inclui as matérias oriundas do governo e do próprio Congresso Nacional. O nível intelectual é outro, bem diferente, e os debates são muito produtivos nas comissões.
Indagado se vai se manter “sereno” no debate de 2012, se for candidato a prefeito, Rui Palmeira afirmou:
- Quem acompanhou minha atuação na Assembleia sabe que eu posso muito bem mudar o tom das minhas palavras.
É uma conta salgada e que não fecha nunca, a do pagamento da dívida do Estado de Alagoas para com a União.
Só no próximo ano, segundo a publicação da Lei Orçamentária de 2012 – está no Diário Oficial -, de janeiro a dezembro do próximo ano, Alagoas repassará aos cofres da União cerca de R$ 576 milhões – só de juros e serviços da dívida.
O principal? Quem há de saber?
A grandeza dos números pode ser traduzida, por exemplo, com uma comparação simples e objetiva: um quilômetro de estrada asfaltada custa algo em turno de R$ 1 milhão, segundo dados do próprio governo.
Multiplicando…
Há ainda um outro comparativo importante. O ministro Fernando Bezerra, hoje em Maceió, veio assinar convênios com o governo do Estado no total de R$ 506 milhões.
Recursos para o Canal do Sertão – R$ 347 milhões –, além de outras obras de saneamento básico, contenção de enchentes e pavimentação de rodovias.
Você quer ficar mais furioso? Então aqui vai: Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas vão levar juntos R$ 200 milhões, em 2012. No “câmbio” oficial.
Não foi dos mais amistosos o encontro de ontem, entre o prefeito Cícero Almeida e o presidente da Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes (com testemunhas).
O tema: dinheiro. A votação do orçamento da prefeitura de Maceió para 2012.
Almeida reclamou da dureza dos vereadores na negociação. Estes reclamaram que Almeida só os procura quanto está sozinho – politicamente, gente.
No final, todos saíram felizes e contemplados: o Projeto de Orçamento do Município de Maceió terá, de fato – como denuncia a vereadora Heloísa Helena, do PSoL – uma previsão de arrecadação superestimada – acima da realidade.
Em compensação: a Câmara terá o seu pretendido aumento de duodécimo, no próximo ano; Almeida vai dispor de 25% do orçamento para investir no que quiser.
Felicidade é assim: quando é bom para os dois.



