O texto abaixo foi copiado integralmente do site da Prefeitura de Arapiraca. Surpreendentemente, o prefeito Luciano Barbosa decretou ponto facultativo na administração municipal - com as justificativas que constam do texto.
Talvez por mera coincidência, amanhã o candidato a governador pelo chapão, Ronaldo Lessa, e o padrinho político de Barbosa, Renan Calheiros, fazem carreata na cidade.
Na condição de de admirador da administração do prefeito de Arapiraca, o único a manter escolas em horário integral, me impressiono como ele se apequena na atividade política, sempre subalterno.
Eis a publicação:
Eleiçőes alteram atendimento público
Em virtude do pleito deste dia 3 de outubro, data de Eleições em todo o país, a Prefeitura informa que nesta sexta-feira, 1, foi decretado ponto facultativo no município. A determinação acontece devido a necessidade de uso de prédios públicos durante a realização das votações, a exemplo de algumas escolas . A paralização atende a necessidade de transferência de alguns equipamentos de uso exclusivo da administração, além de procedimentos de ordem técnica. A Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços Mudanças também informa mudanças nas s feiras livres realizadas no domingo e que foram transferidas para o sábado, 2.
Logo depois da postagem deste blog, o prefeito Luciano Barbosa revogou a sua portaria do “liberou geral” e publicou outra - também reproduzida integralmente abaixo:
Em virtude do pleito deste dia 3 de outubro, data de Eleições em todo o país, a Prefeitura informa que nesta sexta-feira, 1, foi decretado ponto facultativo no município para os servidores convocados pelo Tribunal Regional Eleitoral e àqueles servidores cujos prédios públicos também tenham sido incluídos na lista de trabalho do TRE. Dessa forma fica revogada a Portaria anterior nº 811/2010 , que determinava ponto facultativo em toda a admiunistração pública municipal.
A determinação acontece devido a necessidade de uso de prédios públicos durante a realização das votações, a exemplo das escolas municipais. A paralização atende a necessidade de transferência de alguns equipamentos de uso exclusivo da administração, além de procedimentos de ordem técnica.
A Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços Mudanças também informa mudanças nas s feiras livres realizadas no domingo e que foram transferidas para o sábado, 2.
Obs: O texto, com sua ortografia heterodoxa, é de responsabilidade da prefeitura de Arapiraca.
Não só na corrida ao governo do Estado e ao Senado a disputa em Alagoas é acirrada. Na reta final da campanha, por exemplo, os partidos menores e coligações pouco expressivas fazem contas para projetar o número de eleitos para a Assembleia Legislativa.
A briga, nos casos a seguira, é pela segunda vaga possível para cada um dos blocos partidários, ou partidos que concorrem isoladamente.
O PRTB – coligado ao PV e PTN – tem como puxador de votos o deputado João Beltrão, que continua sem registro e pode até ter – numa decisão mais radical da Justiça – a sua votação anulada com base na Lei da Ficha Limpa. Se a nova legislação, efetivamente (o que parece cada vez mais difícil), valer para este ano com tudo o que tem direito.
JB tem eleitorado para se manter com facilidade na Casa de Tavares Bastos. PRTB-PV-PTN, com a sobra de votos do parlamentar e a soma dos demais candidatos deve fazer mais um deputado estadual. Quem? Os mais cotados: J.H. Caldas, Arnon Amélio, Cacalo e Almir Lira.
Bloco do “eu sozinho”
O PPS, partido presidido por Régis Cavalcante, saiu sozinho na disputa para deputado estadual. O atual detentor de mandato no Legislativo, Marcos Barbosa, é favoritíssimo a continuar por lá. Tudo aponta para um outro provável eleito do PPS – entre o próprio Régis Cavalcante, Severino Pessoa e França Moura. É outra briga – interna – boa.
E se Lula surfa na maior popularidade que um presidente já teve no Brasil, aqui os seus seguidores petistas correm para conquistar duas vagas – e não mais do que isso – de deputado estadual.
Com o apoio dos chamados históricos, que resolveram reagir, Judson Cabral já forma entre os favoritos a uma das cadeiras da Assembleia. Mas luta contra os mais bem aquinhoados – financeiramente – Marquinhos Madeira, Ronaldo do INSS. Além da Patrícia Sampaio, que parece bem cotada para uma briga voto a voto, principalmente pelo apoio dos Gaia de Palmeira dos Índios.
A Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas, que gastam mais de R$ 170 milhões/ano dos cofres públicos, dão mais uma prova do tipo de gente que os comanda. Os dirigentes das duas casas não atenderam ao pedido do comandante da PM, coronel Dário César, que solicitou a cessão de alguns dos praças e oficiais lotados nos respectivos Gabinetes Militares para reforçar o policiamento no dia da eleição.
A Assembleia, que tem 12 deputados denunciados por desvio do dinheiro público – R$ 302 milhões, segundo o PF – e quatro acusados de assassinato, possui no seu efetivo fardado 82 homens. O que farão eles no domingo? O trabalho de vigia do prédio do Legislativo e “a segurança dos deputados deste poder”, conforme ofício encaminhado ao comando da PM. Segurança contra quem?
Já o TC, com 39 policiais militares, vai destinar sua tropa para “a segurança das autoridades” (?!) e guarda do “patrimônio público”. Guardando para evitar que quem mesmo roube? Pois é. Lembrando: três conselheiros continuam enrolados com a Justiça e um já cumpriu pena por assassinato.
Bom exemplo deu o Ministério Público Estadual. Mesmo como efetivo pequeno, cedeu sete policiais militares para ajudar no trabalho de domingo. Ressaltando: o MP estará funcionando normalmente no domingão – assim como o Judiciário. Também o Gabinete Militar do Palácio cedeu 35 homens ao comando da PM.
Os crimes que podem ter sido cometidos por grupos de extermínio em Alagoas serão investigados por delegados e agentes de Polícia Civil de outros estados.
Eles chegam a Alagoas no final de outubro – no máximo, no começo de novembro – e integram um grupo especial da Força Nacional de Segurança Pública, a que Alagoas aderiu recentemente.
A independência, no caso, é fundamental já que boa parte desses grupos criminosos, hoje denominados milícias, é formada por policiais civis e militares.
A força-tarefa das Polícias Civis – que compõem a Força Nacional de Segurança Pública – vai analisar cerca de 2.500 inquéritos de assassinatos ocorridos só na capital, nos últimos dez anos. Apesar de terem os exames cadavéricos, muitos desses inquéritos não foram nem mesmo formalizados.
Quantos foram cometidos pelos grupos de extermínio? É impossível responder, por enquanto. Mas esses crimes têm características muito peculiares – e que são comuns a eles -, o que deve surgir durante a investigação.
O Ibope vai realizar uma pesquisa de boca de urna, em três de outubro, em Alagoas. No registro feito no Tribunal Superior Eleitoral – e no TRE, também – o instituto anunciou que vai ouvir dois mil eleitores no dia da eleição sobre a intenção de votos para governador, senador e presidente da República.
Como foi o próprio Ibope que contratou a pesquisa – que deve ser repassada a alguma emissora de televisão, provavelmente a Rede Globo – é provável que o alagoano saiba o resultado da eleição, com boa chance de acerto, antes da divulgação do Tribunal Regional Eleitoral.
Numa eleição tão disputada, a pesquisa de boca de urna – que só pode ser divulgada após o encerramento da votação em todas as seções – vai ajudar muita gente a evitar grandes dosagens de calmantes, ou de medicamentos para o coração.
O tamanho da PM
O comandante da Polícia Militar nega que os números – os mais variados – apresentados no debate de ontem, sobre a corporação, sejam verdadeiros.
Atendendo nosso pedido, o coordenador de Comunicação da PM, tenente-coronel Maxwel, enviou a informação oficial – os militares que vão trabalhar no domingo:
PMAL – 8.176
Capital – 4.075
Interior – 3.404
Gabinete e Assessorias Militares – 441
Indisponíveis (doentes, licenciados etc.) – 256
Este é todo o efetivo a ser empregado nas Eleições 2010.
Importante: o expediente administrativo de todas as unidades da PMAL passou do dia 04/10(segunda) para o dia 03/10(domingo).
Jequiá da Praia
O embate – antes, inimaginável – entre os candidatos a deputado federal Joaquim Beltrão e Rui Palmeira já foi parar na Justiça.
Há problema, ao que parece, com o Ministério Público Estadual. Esclareço: não com a promotora eleitoral, Stela Cavalcante, que tem se comportado de forma muito combativa e atuante. Mas que há problema com gente do MP, até a Justiça já sabe.
O governador Teotônio Vilela Filho já reassumiu o governo do Estado – ele havia se afastado para se dedicar à campanha. Ontem mesmo, assinou a demissão do vereador Cabo Luiz Pedro, que era agente da Polícia Civil.
A recomendação – pela demissão – foi encaminhada pelo Conselho Superior de Polícia Civil, que decidiu, na semana passada, que o vereador não poderia mais ocupar qualquer função na instituição – de que está afastado por conta do mandato parlamentar.
O inquérito administrativo contra o vereador Cabo Luiz Pedro havia sido aberto em 2008 – na gestão da atual direção da PC – e foi concluído no dia 9 deste mês. A decisão: o vereador não pode continuar integrando a instituição.
O procedimento foi aberto com base na denúncia de que Luiz Pedro – que ingressou na Polícia Civil em 1993, depois de integrar a PM – é o mandante do assassinato do pedreiro Carlos Roberto dos Santos, crime ocorrido em 2004.
Para a apreciação do processo administrativo, o Conselho fez uso das provas que já estão na Justiça, onde o vereador já foi pronunciado pelo homicídio.
A decisão final sobre a demissão, seguindo a lei, coube ao governador Teotônio Vilela Filho.



