O candidato a vice-governador na chapa de Fernando Collor, Galba Novaes, foi escolhido em reunião na prefeitura de Maceió. A informação é o suplente de senador Eudclides Mello, que também preside do PRB, partido do vereador. Segundo ele, “foram mais de três horas de reunião no gabinete do prefeito” até a definição do nome. Galba é o líder do prefeito na Câmara Municipal de Maceió.
Ele afirmou ainda que Rosinha da Adefal, do PT do B, deve ser candidata ao Senado – não há outro nome em discussão para a disputa de senador no grupo colllorido.
O prefeito Cícero Almeida chegou surpreendeu e foi à convenção dos partidos que apoiam o governador Teotonio Vilela Filho, no Centro de Convenções de Maceió. Com sua presença, o prefeito sinaliza o apoio ao governador e ao presidente do DEM, José Tomaz Nonô, provável vice de Vilela, indicado também por ele, Almeida.
O prefeito, porém, fez um um discurso ao estilo, elogiando o deputado Benedito de Lira, presidente do seu partido (PP), o candidato a vice-goverador, ex-deputado José Tomaz Nonô, e finalizou com agradecimentos efusivos aos governador Teotônio Vilela Filho, “pela parceria administrativa”. Mas, Almeida, não afirmou o que todos os presentes queriam ouviar: que ele marchará com a coligação tucana.
Para vários líderes presentes, inclusive o presidente do DEM, a participação do prefeito de Maceió na campanha de Vilela se dará “no tempo certo”. Almeida, sabe-se, ainda sofre grande pressão do senador Fernando Collor, que não admite vê-lo apoiando outro candidato ao governo que não ele. Além do mais, os colloridos creditam a ele a indicação (conjunta) de Galba para ser vice de Collor. Agora é esperar o desdobramento da campanha.
As dificuldades para a composição das chapas proporcionais – a deputado federal e deputado estadual – retardam, neste momento, a definição das chapas majoritárias nos grupos de Collor e Vilela.
Até o chapão, que já tem todos os nomes majoritários definidos – Lessa, Joaquim Brito, Renan e Bomfim – enfrenta problemas nas alianças proporcionais.
Mas, vamos por partes.
O PPS
O PPS depois de ouvir do governador Teotônio Vilela Filho, já ontem à noite, que o advogado José Costa seria o outro candidato da coligação governista ao Senado, foi chamado para uma nova reunião na madrugada de hoje.
O problema, no caso, era a posição do PPS – que foi mantida pelo partido até agora – de não se coligar com nenhuma outra legenda na disputa pelas vagas da Assembleia Legislativa.
Tendo o deputado Marcos Barbosa e o ex-secretário do Trabalho, Regis Cavalcante, à frente nesta negociação, o PPS descartou a possibilidade de integrar um “chapão” para deputado estadual Aposta que, sozinho, pode fazer pelo menos dois ocupantes de cadeiras na Casa de Tavares Bastos.
Resultado: o acerto com José Costa pode dar para trás. Na prática, o PPS não se coligaria formalmente com o PSDB na majoritária e lançaria o advogado como candidato solo ao Senado.
O partido, por enquanto, rejeita a possibilidade de uma aliança com o grupo do senador Fernando Collor de Mello, apesar do crescente assédio dos trabalhistas e até do deputado Francisco Tenório, que preside o PMN – hoje, collorido desde criancinha.
PMN
Solução de um lado, problema do outro. Esta é a situação do mesmo deputado Francisco Tenório. Ele tenta evitar que o PT do B, de Rosinha da Adefal e de Antônio Albuquerque feche aliança com o grupo de Collor.
Na avaliação de Tenório, a vereadora seria potencialmente muito forte na disputa pela Câmara Federal – somando-se aos próprios candidatos do PTB, Célia Rocha e João Lyra à frente, Rosinha poderia tomar uma das vagas da coligação.
PT do B
A saída – que pode ser provisória – seria fazer da vereadora do PT do B a vice do ex-presidente. Depois de fechada a coligação, ela poderia ir para onde de fato quer (e também o seu partido) – a disputa para deputada federal, repetindo o caminho vitorioso de Gerônimo Siqueira, em 2006.
PT
E como já citei o chapão, aqui vai a explicação. O PT decidiu que não vai se coligar na disputa pelas vagas da Assembleia Legislativa – a não ser com o PV, que ainda não bateu o martelo, por sua vez.
No meio de candidatos poderosos e endinheirados, os petistas não seriam páreo na briga para eleger deputados estaduais.
Mas até aí também aparece uma novidade: Izac da CUT deve também ser lançado na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, no vácuo deixado pelo presidente do PT, Joaquim Brito, guindado à condição de candidato a vice de Ronaldo Lessa.
Na avaliação preliminar, ele pode não se eleger, mas pode prejudicar eleitoralmente o deputado Judson Cabral, a principal referência do chamado PT histórico em Alagoas.
Ministros em Alagoas
O chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, passou a noite em Maceió.Hoje pela manhã, fez um sobrevoo pelas cidades atingidas pelas enchentes e seguiu para Pernambuco.
Agora à tarde, chega a Alagoas o ministro da Segurança Institucional, general Jorge Félix.
MP e a Laje
O Ministério Público Estadual está de olho, mais uma vez, no enrolado prefeito de São José da Laje, Márcio José Lira, o Dudui. Ele estaria concentrando a distribuição de donativos às vítimas da enchente que devastou a cidade. Se há objetivo eleitoral? Eis o questionamento do promotor Jorge Dória.
A vereadora Rosinha da Adefal já aparece como possível candidata a vice-governadora do senador Fernando Collor. Principal nome do PT do B na disputa por uma vaga na Câmara Federal, a vereadora passou a ser alvo, ontem, do assédio collorido – para fazer dobradinha com o ex-presidente.
O grupo do senador trabalhista já vinha tentando atrair o PT do B para a sua coligação, mas o presidente do PMN, Francisco Tenório, pôs um freio na possível aliança, exatamente por causa do potencial de votos de Rosinha da Adefal.
Mas…
Há uma projeção interessante entre os collorridos: o PT do B, que é presidido por Marcos Toledo, se coligaria com PTB, PRB e PMN, e Rosinha poderia, se quisesse, ser substituída por Dalva Beltrão – mulher do deputado Joaquim Beltrão – na vaga de vice, indo disputar a Câmara Federal. Nome certo na chapa majoritária de Collor é o do vereador Galba Novaes, na briga pelo Senado, provavelmente.
As reuniões de tucanos e aliados continuam sofregamente; assim também acontece com os colloridos.
Em tempo:
Hoje e amanhã teremos o Doze de Dez Notícias pela Pajuçara FM.
O advogado José Costa será o outro candidato a senador do grupo palaciano. Na segunda conversa do governador Teotonio Vilela – só nesta terça-feira - com a direção do PPS, que acabou agora há pouco, a chapa que vai disputar o Senado foi definida com uma mudança em relação ao que vinha sendo anunciado: Benedito de Lira está confirmado, saindo o tucano Alexandre Toledo para dar a vaga a José Costa. É possível que Toledo vá para a disputa por uma das vagas à Canara Federal.
O PPS, entretanto, não vai formar no chapão dos partidos da base aliada que vai disputar as cadeiras de deputado estadual. A legenda partido deve sair sozinha, agora com Régis Cavalcante brigando por uma das vagas na Assembleia ao lado do atual deputado Marcos Barbosa.
A definição total do quadro só será conhecida no final do dia de hoje. O que não for resolvido até lá, ficará para o dia 5 de julho, quando as atas das convenções serão entregues à Justiça Eleitoral.
Em tempo:
Hoje e amanhã teremos o Doze de Dez Notícias pela Pajuçara FM.
Os dois candidatos a governador que ainda não fecharam as suas chapas majoritárias não têm hora para dormir. Enquanto o senador Collor reúne o seu grupo, definindo os nomes do seu vice e dos aliados que vão disputar o Senado – o vereador Galba Novaes fica com uma das três vagas -, o tucanato tenta recuperar o tempo perdido.
Durante toda a terça-feira, o governador Teotônio Vilela conversou com os partidos aliados. Só com o PPS foram duas reuniões, uma pela tarde e a outra já à noite, tentando uma composição que não resulte, para Vilela, na perda de um partido que sempre integrou a base governista. O deputado Benedito de Lira também se encontrou com o governador no Palácio República dos Palmares à noite. Por lá, passaram nesta terça-feira o PSB, o DEM e os da casa – tucanos envolvidos nas negociações.
Ninguém bateu o martelo – nem Vilela nem Collor –, mas agora não dá mais para driblar o tempo, mesmo para quem acha que ele “é senhor da razão”, ou um mero detalhe nas decisões.



