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30/11/2008 O BEIJO DO HOMEM ARRANHA

Arranha reputação, por exemplo, mas nada que deixe cicatriz. E eu posso falar de "cátedra" sobre o tema. Há alguns poucos carnavais, no Pinto da Madrugada, encontrei um amigo muito querido, a quem não via há um bom tempo, e que eu sabia ter passado por uma fase braba, acompanhada por mim a distância. Na minha alegria de revê-lo, prontamente lhe dei um beijo no rosto, a que ele retribuiu com a mesma espontaneidade.

Tempos depois, encontrei o mesmo Lúcio Bolinho, que me contou, rindo muito,  uma história acontecida naquele dia festivo. Ele estava em companhia de um vizinho, sertanejo dos bons, que  também tinha acompanhado o bloco. Logo após eu ter me despedido, o tal vizinho comentou com ele que não sabia que o "Ricardo Mota era bicha".
-Mas ele não é bicha.
-E por que ele lhe beijou?
-Mas eu também beijei ele. E não sou bicha.
-Sei não….

Claro, nada dos extraordinários ósculos masculinos estampados nas fotografias de jornais e revistas da minha infância. Divertia-me muito, com meus companheiros de Buarque de Macedo e arredores, vendo Brejnev e aliados, no boca-a-boca, olhos fechados, com que se cumprimentavam. Pode ter sido o jeito que os eslavos encontraram, nas suas estepes geladas, para "aquecer" as amizades. Mas aqui pelas bandas dos trópicos continua parecendo um exagero – respeitando-se gostos e culturas. Mas beijar um amigo, como quem troca um aperto de mão, um abraço, é saboroso.

Lembro-me da primeira vez que beijei meu pai depois de adulto. Já casado, pai de filhos, foi num dos nossos deliciosos almoços de domingo (quando uma "galinha velha" fazia uma imensa diferença) que aconteceu. Não recordo exatamente o tema da conversa à mesa, mas foi para lhe dizer "muito obrigado" que tomei a iniciativa. Gostei muito de tê-lo feito, e logo percebi que havia reciprocidade da parte do seu Luiz Mota. Daí em diante não tive mais qualquer constrangimento de cumprimentá-lo assim, quando a situação se apresentava.

Hoje, este conservadorismo tolo já não me pega. "Beijo um amigo como beijava o meu pai" – um gesto tão singelo e agradável, mesmo correndo o "risco" de ser tomado por outro, como fez o vizinho do tão querido Bolinho. A nossa formação machista, nordestina ou não, ainda nos tira a oportunidade de manifestar o nosso melhor afeto.

Tenho um filho adolescente, igual a todos os garotos da sua turma. Eles, claro, como é próprio da idade, evitam esses contatos mais derramados com os pais (até mesmo com as mães), temendo a censura dos colegas e amigos. Assim é a vida. Da mesma forma que dela espero um presente: um dia, um beijo do meu filho. Que ele chegue tão ameno e naturalmente amoroso como aquele que dei em meu pai num dia de domingo.

 

 

Postado às 4:00, Ricardo Mota 26 comentários postado em Geral |
28/11/2008 Lula Cabeleira diz que Vicente Soares não é seu amigo – lhe deve R$ 500 mil

O advogado do prefeito eleito Lula Cabeleira, Adriano Soares, disse agora há pouco ao blog, que seu cliente não tem qualquer relação de amizade com o empresário Vicente Soares, que fez a denúncia de extorsão que estaria sofrendo dos dois advogados presos hoje pela Polícia Civil – envolvendo, ainda, a delegada Kátia Emanuelle e o agente policial Ricardo Dias, marido dela. Segundo Soares, o empresário "apenas realizou transações comerciais com Cabeleira, a quem ele deve cerca de R$ 500 mil, por conta de negócios entre as partes".

O advogado, que se encontra em Delmiro Gouveia, fez questão de afirmar que a delegada "goza de grande respeito na cidade, fruto do seu trabalho no comando da PC em Delmiro. Ela, inclusive, no inquérito sobre a morte do vereador Fernando Aldo, não indiciou o prefeito eleito porque não encontrou  provas para isso. Ela foi exemplar na condução das investigações", ressaltou.

 

Postado às 17:39, Ricardo Mota 15 comentários postado em Geral |
28/11/2008 Em entrevista ao blog, delegada diz que acusação “é absurda”

A delegada Kátia Emanuelle, em contato com o blog, negou qualquer participação no suposto esquema de extorsão contra o comerciante Vicente Soares, que apresentou a denúncia contra ele na Polícia Civil. “É absurda esta acusação”.

  

A delegada disse que já vinha investigando as atividades em Alagoas do comerciante Vicente Soares. “Ele conhecido estelionatário, que já cometeu vários crimes em outros Estados. Já teve, inclusive, um decreto de prisão contra ele no Ceará”. As informações sobre Soares chegado através do Disque-denúncia da polícia, e chamaram a atenção da delegada.

  

Ela conta que pediu – e foi atendida – à Justiça um mandado de busca em apreensão em dois imóveis ocupados pelo comerciante. Um deles, em Rio Largo, já havia sido desocupado, não sendo mais alvo, portanto, da ação policial. A delegada garante que encaminhou a relação do material apreendido para o setor competente da Polícia Civil.

 

 

Ela disse que também já sabia – o que foi confirmado pelo delegado Barenco – da ligação entre Vicente Soares e o prefeito eleito de Delmiro Gouveia, Lula Cabeleira, um dos acusados na morte do vereador Fernando Aldo, crime investigado pela delegada Kátia Emanuelle. Se a denúncia tem relação com este inquérito? Ela disse que ainda não sabe responder.

  

Seu grau de parentesco com o advogado Paulo Cavalcante (que é procurador da prefeitura de União e que foi preso na operação de hoje), "nunca foi motivo para privilégios" na sua atuação como delegada, segundo afirmou ao blog. “Mesmo em União, onde atuei, não houve tratamento diferenciado. Pelo contrário, sempre busquei uma separação total das relações familiares e funcionais”.

 

Neste caso específico, envolvendo Vicente Soares, Kátia Emanuelle garantiu que só tratou “rapidamente” do assunto com o tio, por telefone. Recebeu em seu gabinete o advogado Josevaldo…., “mas em momento algum mantive conversas que vão de encontro à minha formação moral e profissional”.

 

A delegado entra de férias hoje e pretende falar à imprensa quando retornar da viagem que faz no período. “Vou procurar me refazer do susto para reassumir minhas funções de delegada”. 

 

Juízas e promotores assume defesa da delegada

 

O blog também foi procurado pela juíza Ana Raquel, de Viçosa, e pelas promotoras Adilza Freitas, Carmem Silva e Ana Quintela. Todas já trabalharam com a delegada Kátia Emanuele e pediram que registrasse a convicção de que “ela não é esse tipo de pessoa. Pelo contrário, é uma profissional séria, honesta e muito determinada.”

 

Postado às 12:31, Ricardo Mota 20 comentários postado em Geral |
28/11/2008 Investigação de delegada é pior momento de Barenco na direção da Polícia Civil

                                          Resumo do Doze e Dez 

Este é o momento mais difícil enfrentado pelo delegado Marcílio Barenco desde que assumiu a direção-geral da Polícia Civil. O fato de uma das suas principais assessoras, a delegada Kátia Emanuelle (do antigo Tigre), estar sendo alvo de investigação por suposto crime de extorsão, é um grande golpe no projeto de dar uma nova cara à instituição, tão desacredita junto à opinião pública.

Claro, é ainda uma investigação e os fatos apurados precisam de provas robustas para que se tornem uma denúncia formal. Mas o trabalho já realizado indica que havia em curso um crime de extorsão, faltando confirmar a participação dos que estão sendo investigados. 

O delegado Marcílio Barenco já chegou a conversar, antes da operação – da qual ela não tinha conhecimento - com a delegada Kátia Emanuelle, que garante não ter qualquer relação com os fatos investigados. Ela é sobrinha do advogado e procurador do município de União dos Palmares, Paulo Cavalcante, o Paulinho, que estaria envolvido em outros episódios investigados pela polícia (inclusive, Federal).

A denúncia

A denúncia de extorsão partiu de um comerciante, em Maceió, que foi alvo de um mandado de busca e apreensão feita pela equipe da delegada, com ordem judicial (ele foi alvo de várias denúncias feitas ao telefone à PC.) O material apreendido, entretanto, não teria sido registrado em relatório policial – segundo explicou um dos participantes da investigação que resultou na operação de hoje.

O comerciante, segundo o relato feito por ele à Polícia Civil, teria passado a ser assediado para que pagasse R$ 80 mil ao grupo, para ter de volta a documentação apreendida e um atestado de "nada consta".

Particiapçaõ da PF 

A PF passou a atuar na investigação e, untamente com a Civil, chegou a preparar um flagrante da extorsão, mas a operação não vingou. O delegado Marcílio Barenco e equipe, ontem, avaliaram que era chegada a hora de realizar a operação.

Ele sabe – apesar de profundamente abalado – o quanto é importante para a instituição, a Polícia Civil, efetuar as prisões de hoje e aprofundar o inquérito. Claro que fica impossível para a delegada Kátia Emanuelle, uma das mais promissoras profissionais da nova geração, continuar dirigindo o órgão responsável pelo serviço de inteligência da PC. O que não significa, ressalte-se, que ela seja culpada – já que a investigação ainda está em curso.

Festa dos inimigos

Como conseqüência para a política interna da instituição, o episódio dá um novo fôlego para os adversários da atual direção da Polícia Civil, que passa por uma mudança profunda, com jovens delegados (e delegadas, notadamente) assumindo posto chaves.

Mas que esta investigação não venha impor um freio à oxigenação da Civil. Pelo contrário: que reforce ainda mais a necessidade de mudanças na instituição.

Momento Barenco 

Um detalhe: a operação de hoje acontece a 15 dias da conversa que o delegado Marcílio Barenco vai ter com os secretários Paulo Rubin, da Defesa Social, e Álvaro Machado, do Gabinete Civil, sobre a permanência dele em Alagoas. Que o acontecimento sirva até de estímulo para que  o diretor-geral da Polícia Civil continue no cargo.

Fogo X fogo

E mudando de conversa, e falando do mesmo, a proposição apresentada pelo deputado José Maria Tenório, para que todos possam andar armados, enfrentando bandidos dos mais perigosos – que fazem a festa nas ruas de Maceió – pode virar roteiro de um filme. O título : "Apressando a própria morte".

Nova lei, velhos problemas 

Está em gestação um novo projeto para alterar a lei  dos chamados "precatórios", responsável pela fortuna de alguns poucos, e pelo desespero de outros tantos. A idéia é tentar corrigir o pecado original ao projeto de lei que possibilitou a venda de créditos de servidores a empresas interessadas em fazer importações através do Porto de Maceió. Isto só será possível- repito- se os ricos, que conseguem chegar à direção das empresas, forem obrigadas a trabalhar para os pobre. O tanto que ganharem deve ser revertido para os pobres e sem prestígio. Se assim não for, tudo continua como hoje.

Canal do sei não II

A Procuradoria Geral do Estado já autorizou e a Secretaria Estadual de Infra-Estrutura já assinou o quinto termo aditivo do contrado entre o Estado e a empreiteira Queiroz Galvão, para as obras de construção do Canal do Sertão – que andam devagar, quase parando.

O valor: R$ 1.365.517,52, reajustando procedimentos executados ou em execução pela empreiteira. Segundo o parecer da PGE, os pagamentos futuros devem ser feitos tomando como base a tabela da SECOB – Secretaria de Obras e Patrimônio Público do Tribunal de Contas da União.

Conta separada 

Os problemas hoje com a obra são decorrentes de irregularidades apontadas pelo TCU, quanto aos valores de alguns procedimentos. Pois bem: as diferenças entre aquilo que estabelece o TCU e o contrato original, diz a Procuradoria Geral do Estado, devem ser depositadas em uma conta específica – para evitar problemas futuros com o Tribunal.

 

 

 

  

 

Postado às 11:53, Ricardo Mota 18 comentários postado em Geral |
28/11/2008 Polícia prende procurador da Prefeitura de União e advogado de São José da Laje

A operação que está sendo realizada pela Polícia Civil, desde as primeiras horas da manhã de hoje, prendeu o procurador da prefeitura de União dos Palmares, Paulinho Cacalcante, e o advogado Josenildo Soares Lopes, de União dos Palmares. Eles são suspeitos de participar de esquema de extorsão que pode envolver integrantes da própria PC. O caso está sendo tratado com muita cautela pelo delegado Marcílio Barenco, que disse que o esquema teria como objetivo conseguir R$80 mil da(s) vítima(s) do grupo. Os preso serão ouvidos pelos delegados que acompanharam o inquérito, e há a expectativa de que aconteçam surpresas após os depoimentos.

Postado às 5:56, Ricardo Mota 14 comentários postado em Geral |
27/11/2008 NIEJ vai a Brasília pedir mais delegados da PF para apurar fraudes eleitorais em Alagoas

Em reunião que está sendo realizada agora, na sede da Caorregedoria-Geral de Justiça, os membros do Núcleo Integrado pela Efetividade da Justiça (NIEJ) decidiram ir ao Ministério da Justiça pedir ajuda para acelerar os inquéritos eleitorais em Alagoas. O advogado alagoano Pedro Montenegro, que é da equipe do ministro Tarso Genro, está participando da reunião e se prontififcou a fazer a ponte com Brasília.

O objetivo é conseguir junto ao ministro um reforço de delegados e agentes da PF para Alagoas a partir de janeiro. Eles virão ajudar nas investigações das denúncias feitas antes, durante e após a eleição. Houve um grande incentivo, inclusive dos integrantes do NIEJ (que reúne representantes do Executivo, Judiciário, MP e de entidades da sociedade civil), para que os eleitores denunciassem todo tipo de irregularidades relativas ao pleito. De fato, concluíram, a população respondeu: foram feitas cerca de de três mil denúncias, o que é humanamente possível de se apurar.

Mas com a ajuda do Ministério da Justiça – através da PF nacional -, o NIEJ pretende dar celeridade ao maior número de inquéritos. O encontro, em Brasília, deve ser marcado para o ínicio do próximo ano.   

 

Postado às 14:13, Ricardo Mota 12 comentários postado em Geral |
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