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30/06/2008 Noivos se separam para disputar eleição

É apenas uma separação geográfica, mas se as duas candidaturas vingarem, um casal de prefeitos estará prestes a se formar em Alagoas. O deputado federal Cristiano Matheus, do PMDB, está confirmado para disputar a eleição para a prefeitura de Marechal Deodoro – o Doutor Fifi, do PC do B, será o seu vice. Vai enfrentar Euclides Mello, siplente de senador, que escolheu o vereador Val de Avelino para ser o vice. Melina Freitas, também do PMDB,  está confirmada para tentar substituir o tio dela, Inácio de Loyola, na prefeitura de Piranhas. Ela é filha do desembargador Washingon Luis, e terá dois adversários: Augusto César, do PDT, e Dante Oliveira, do PT.

Postado às 15:17, Ricardo Mota 9 comentários postado em Geral |
30/06/2008 Três prefeitos vão para a releição com o olho na Câmara Federal

Luciano Barbosa, de Arapiraca, Renan Calheiros Filho e Cícero Almeida. Os três são candidatos à reeleição para as prefeituras que já dirigem mas têm outro objetivo em comum: são, por mais que aqui e ali neguem, candidatos a deputado federal. Daí a escolha do vice ganha uma importância ainda maior: aos reelegê-los, o eleitor, inetitavelmente estará dando dois anos de administração aos seus companheiros de chapa – que, claro, deverão apoiá-los em 2010. Almeida resistiu, mas engoliu Lourdinha Lyra (até ontem, na hora da convenção, tentou trocá-la, por Diógenes Tenório Filho); Luciano Barbosa fica com Regério Teófilo; e Renan Calheiros Filho – seguindo a escola do pai – confiou a missão de sustitui-lo ao "tio" Remi. Ou seja: em Murcici será Calheiros & Calheiros Cia. Ltda.

Postado às 13:10, Ricardo Mota 15 comentários postado em Geral |
30/06/2008 Luciano Barbosa ainda sem adversário em Arapiraca

Até hoje pela manhã, o prefeito Luciano Barbosa não tinha rival na disputa pela prefeitura de Arapiraca. Alves Correia, ex-deputado, vem sendo estimulado a entrar na briga, mas ainda depende do resultado de uma consulta ao advogado Marcelo Brabo, especialista em Direito Eleitoral. Júlio Houly será o candidato de oposição se Alves não for confirmado. A vaga de vice de Luciano Barbosa, muito disputada, terminou ficando com o ex-deputado Rogério Teófilo, do PPS. Barbosa é do PMDB.

Sai Canuto, entra Canuto

Sai Valéria, entra Carlos Alberto Canuto. Talvez seja esta uma das principais surpresas da eleição municipal deste ano. O deputado federal do PMDB, depois de lançar a mulher dele na disputa com Oziel Barros - atual prefeito, e que terá como vice Renato Canuto Resende -, voltou atrás e decidiu ele próprio ir à luta. Escolheu como vice o vereador José Hosano. O parlamentar já governou a cidade por dois mandatos. Esta será, na avaliação dos observadores políticos, uma das mais disputadas eleições em todo o Estado. Pilar, hoje, está marcada como uma das cidades mais violentas de Alagoas. A morte do vice-prefeito Beto Campanha, em janeiro de 2007, até hoje desafia polícia, MP e Judiciário. Ainda se espera uma reviravolta nas investigações. O lançamento da chapa Carlos Alberto Canuto- José Hosano aconteceu ontem à tarde.

 Ex-secretários disputam pelo grupo de Vilela

Já o grupo governista não reservou nenhuma surpresa na reta de chegada. A coligação formada por PSDB-PPS-PSB-PSC-PMDB  definiu como candidatos à Prefeitura de Maceió os ex-secretários Solange Jurema (PSDB) e Régis Cavalacante (PPS). O anúncio deve ser feito oficialmente hoje pelo próprio governador Téo Vilela, após as convenções partidárias.

 Lucila desiste

Ainda em processo de recuperação, após passar por um longo tratamento de saúde, a ex-deputada Lucila Toledo não vai disputar a eleição em Cajueiro. Ela já havia decidido entrar no pleito, para enfrentar o atual prefeito Palmery Neto. A recomendação médica veio na semana passada: ela deve continuar em repouso. O grupo liderado pelo deputado Fernando Toledo resolveu lançar a candidatura do vereador Emerson Riberio, tendo como vice, Jânio Teixeira. Palmery Neto também tem vice novo: o comerciante Marcos Construção.ções. O lançamento da chapa Carlos Alberto Canuto- José Hosano aconteceu ontem à tarde. 

Postado às 7:32, Ricardo Mota 10 comentários postado em Geral |
29/06/2008 O verso e o inverso – de que é feito (também) um poeta

      
Eu não duvidaria, nem mesmo naquele longínquo ano de 1976, que ele se tornaria um dos principais poetas do Brasil(mesmo que isso signifique pouco num tempo que ama bem menos a poesia.) Festejado por Carlos Drummond de Andrade, José Mindlin, Affonso Romano de Sant’Anna, Raduan Nassar, entre outros bem situados intelectuais brasileiros. Era o mês de fevereiro e iniciávamos, os dois aos dezessete anos, o curso de Medicina – que não concluiríamos e pelo mesmo motivo: total falta de vocação e de interesse pelos ensinamentos de Hipócrates.

Mas Sidney Wanderley, hoje meu compadre, me chamou a atenção por outro motivo: elétrico, peripatético, falava quase sem parar sobre Camus, Rosa, Marcuse, Kant, Freud, Sartre, entre tantas novidades para mim. Com  desenvoltura e sem pedantismo, porque ele era próprio desse mundo que me soava estranho. É verdade, eu era versado em Música Popular Brasileira e alguma literatura, mas era só. Desde então, tomei-o como referência para as minhas leituras, e foi graças a ele que Fernando Pessoa, Montaigne, Vieira, Guimarães Rosa e outras maravilhas passaram a morar na minha cabeceira.

Surpreendia-me, também, o poeta, pelas situações extravagantes de que seria protagonista – e que nem a idade garante que ele não repetirá, em intensidade e/ou ineditismo. O homem tão íntimo das palavras se mostrava, tantas vezes, desconectado das coisas corriqueiras, situações do cotidiano. Era um atrapalhado, eis a verdade. Agia de forma espontânea e nem sempre seria ele a "vítima" dos seus desacertos.

Éramos dois acadêmicos de Medicina prestes a abandonar o barco quando o irmão de uma pessoa amiga sofreu um acidente gravíssimo, que lhe seccionou a coluna vertebral. Internado por muito tempo na Santa Casa, fazíamos rodízio com outros colegas e familiares dele, nas noites de hospital. Sidney, na sua vez, acompanhou o sofrimento do acidentado sem que o seu gesto altruísta parecesse exatamente o sentimento de solidariedade. Faltava-lhe o tato e o contato com o que nos é comum.

De madrugada, diante do paciente que se alimentava através do soro por dias seguidos, exibiu-se no quarto do hospital com um vistoso sanduíche, daqueles capazes de alimentar um batalhão. E como o doente resmungasse, repetiu seguidas vezes: "Está uma delícia, está uma delícia!", convicto de que ajudava o sofrente na sua recuperação.

Ao findar seu "plantão", Sidney ouviu com sincero pesar o pobre homem gemendo por conta das escaras espalhadas pelas costas, conseqüência de dias e noites deitado na mesma posição. Pedia um colchão d’água, bem mais confortável e adequado, que os mais próximos já estavam providenciando. Apiedado do moço, o poeta tranqüilizou-o: "Calma, que a família já está trazendo o caixão."(!!!)

Não olhando a quem, ia espalhando o bem – ao seu modo, está certo. Ombro amigo, inclusive para estranhos -, e aí morava o perigo. Estagiando no Hospital dos Usineiros, certo dia chegou mais cedo ao consultório(vazio) do médico de quem colhia conhecimentos. Encontrou a atendente aos prantos, pronta para um desabafo. O marido, contou ao novo confidente que se apresentava solícito, batia nela com frequência, o que fazia da sua vida o próprio inferno. O poeta ouviu e, comovido, lhe ofereceu um silencioso consolo.

Semanas se passaram, e estava ele de volta ao consultório em dia muito concorrido, com pacientes à espera do médico atrasado. Desfilou seu sem-jeito pela ampla sala até chegar à atendente, especialmente vivendo um momento de mulher feliz, sabe-se lá o porquê. Depois do "boa-tarde", procurou palavras simpáticas para dar seqüência à conversa e indagou: "A senhora ainda tem apanhado muito do seu marido?"

Depois…bem, depois veio a poesia.

 

 

 

 

 

 

 

 

Postado às 4:00, Ricardo Mota 8 comentários postado em Geral |
27/06/2008 Dudu Albuquerque queria voltar no São João – o STJ disse “não”
Em pleno dia de São João, a festa mais característica do Nordeste, o deputado estadual Edwilson Fábio de Melo Barros, que também é conhcecido como Dudu Albuquerque, deu entrada em mais uma Reclamação no STJ – um recurso para anular a decisão do Tribunal de Justiça de  Alagoas que afastou-o e a mais nove deputados estaduais do mandato. Perdeu mais uma, agora em decisão monocrática do ministro Mauro Campbell Marques (conforme texto abaixo.)
A tática de multiplicar os recursos, na tentativa de que caia "numa mão mais branda", tem sido bastante utilizada pelos advogados  dos parlamentares indiciados na Operação Taturana. A tendência agora, avaliam operadores do Direito envolvidos com a questão, é de que o esforço se concentre no STJ – Superior Tribunal de Justiça, onde os advogados dos parlamentares acreditam ter mais chances de sucesso na empreitada. A PGE, em Brasília, continua atenta e atuante, para evitar que se repita a decisão – equivocada – do ministro Eros Grau.   
RECLAMAÇÃO Nº 2.859 – AL (2008/0141762-6)
RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES
RECLAMANTE : EDWILSON FÁBIO DE MELO BARROS
ADVOGADO : FELIPE CARVALHO OLEGÁRIO DE SOUZA E OUTRO(S)
RECLAMADO : DESEMBARGADOR RELATOR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO NR 20080005279 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS
INTERES. : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOAS
DECISÃO
Trata-se de reclamação ajuizada por Edwilson Fábio de Melo Barros, com pedido de liminar, sob o fundamento de que possui foro privilegiado, na condição de agente político (Deputado) que é, razão pela qual não poderia o Juíz monocrático acolher, liminarmente, pedido do Ministério Público, em ação cautelar, para afastar os Deputados integrantes da Mesa Diretora do exercício do cargo. Em Segunda Instância, o Desembargador Antônio Sapucaia da Silva, entendendo haver necessidade de uma decisão imediata de modo a evitar lesão grave e de difícil reparação, resolveu, cautelarmente, conceder tutela antecipada atendendo a todos os pedidos da pretensão recursal constantes do agravo de instrumento interposto pelo Ministério Público, dentre eles a suspensão do exercício do mandato parlamentar até o término da fase instrutória do inquérito policial deflagrado pela Polícia Federal. Sustenta que, "em recente decisão, datada de 04 de março de 2008, esta Casa reconheceu que o Deputado Estadual tem foro privilegiado", quando do julgamento do habeas corpus n.º 99.773, exarado pelo Eminente Ministro Napoleão Nunes Maia Filho. Assim, alega "que é preciso, pois que esse Tribunal mande fazer valer a autoridade das suas decisões determinando que o Tribunal de Justiça de Alagoas, pelo menos, suspenda o curso do processo e anule de imediato, a providência que cautelarmente suspendeu o mandato parlamentar do reclamante."(fl.19). Pede ao final o reconhecimento do direito do reclamante ao foro privilegiado, na condição de agente político, já que está sendo processado por juiz incompetente "do qual emanou a decisão que deu ensejo a suspensão de seu mandato parlamentar."(fl.20)
É o relatório.
Dispõe o Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, em seu art. 187, que:
"Art. 187 – Para preservar a competência do Tribunal ou garantir a autoridade das suas decisões, caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público."
Não é cabível a reclamação contra decisão de relator de agravo de instrumento do Tribunal a quo, que mantém decisão, aplicando as penas previstas na Lei de improbidade, independentemente de referido decisum ter sido proferido em dissonância com o posicionamento externado pelo E. STJ, no julgamento de Habeas Corpus 99.773 no qual o ora reclamante não era paciente. Na hipótese dos autos, verifica-se que a pretensão esposada na reclamação é a de atribuir efeitos erga omnes a acórdão proferido por esta Corte Superior, para fins de fundamentar a usurpação de competência do E. STJ. Diante do exposto, com fulcro no art. 34, XVIII, do RISTJ, indefiro liminarmente a presente reclamação. Publique-se. Intimações necessárias.
Brasília (DF), 25 de junho de 2008.
MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES
Relator
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27/06/2008 Cláudia Brandão vice drama de Amélio: para assumir no TC precisa renunciar na Assembléia

A situção é praticamente a mesma, só mudando a intensidade. Além da assinatura do governador nomeando-os para o posto de conselheiro do TC,  o deputado Cícero Amélio e a deputada Cláudia Brandão (que se chama Maria Cleide Costa Beserra) correm o risco de perder tudo. Para assumir as  respectivas vagas no Tribunal de Contas, eles estão obrigados a renunciar ao mandato parlamentar, sem direito a retorno. Amélio, indiciado pela Polícia Federal na Operação Taturana, enfrenta a situação mais difícil pelo que se tornou público até  agora do inquérito policial. Mais nova no mandato, Brandão já tem nos seus calcanhares a OAB e o advogado Richard Manso, que já anunciaram que vão à Justiça contra a possível nomeação dela para o posto de conselheira. Sabe-se, também, que o nome  dela constará do relatório final do delegado Janderlyer Gomes, seja pela participação direta do ex-presidente da Assembléia, Celso Luis (marido dela), seja por conta de possíveis benefícios ilegais que ela tenha recebido do erário. É a chamada sinuca de bico. De qualquer forma, o grupo celsista pode comemorar a expressiva vitória sobre o adversário-inimigo Antônio Albuquerque, que nem com o auxílio do governador Vilela conseguiu emplacar Gilvan Barros para o TC.

Postado às 7:45, Ricardo Mota 22 comentários postado em Geral |
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