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31/03/2008 Crime monta central de boatos

   Informação é poder.Disso sabem polícia e criminosos. Não é à toa que desde a semana passada – a partir de sexta-feira, com mais intensidade – uma central de boatos a serviço do mundo do crime funciona a pleno vapor. De um lado, apontando "erros" grosseiros na elogiada sentença do desembargador Antônio Sapucaia; ou ainda anunciando que o Ministério Público Estadual, num equívoco primário, perdeu o prazo para ingressar com a Ação Principal (de Improbidade Administrativa) contra os deputados taturânicos.

  Numa outra frente, agora tendo como alvo a nova cúpula da Secretaria de Defesa Social, a turma do "espalha-lixo" atua para desqualificar a conduta profissional e pessoal do delegado Paulo Rubim; ou, também, jogando no ventilador que o delegado Marcílio Barenco já arrumou mala e cuia para abandonar o cargo de diretor-geral da Polícia Civil.

    Este, bem sabemos, não é um caminho novo para se espalhar confusão e desinformação junto à população.Ou até entre profissionais de comunicação, que, mesmo bem intencionados, terminam por multiplicar os efeitos das armas produzidas nos porões das organizações criminosas.

  Pelo menos duas pessoas, com cargos importantes, teriam participação direta na geração de notícias falsas, que são distribuidas "graciosamente" nas redações. É bom não esquecer que nem sempre bandido tem cara de bandido(que me perdõem os lombrosianos.) A central de boatos vai produzir mais.Há criatividade e inteligência entre os criminosos. Só não há caráter.

                    
                   
            Almoço com as estrelas                 

       Um almoço, na última-sexta-feira, reuniu num dos mais novos e badalados restaurantes de Maceió, um grupo seleto de deputados e ex-deputados, além do procurador-geral da Assembléia, Marcos Guerra.
        Estavam presentes : Antônio Albuquerque, seu ex-inimigo Celso Luis, Marcelo Victor, Artur Lyra, Isnaldo Bulhões e Júnior (da babá) Leão.No cardápio? Dá pra imaginar.

Postado às 13:35, Ricardo Mota 17 comentários postado em Geral |
31/03/2008 Sextafeira vai ao MP explicar pagamento a deputados afastados

 O presidente da Assembléia, Alberto Sextafeira, marcou audiência para hoje de manhã com o procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca. Ele vai tentar explicar a liberação da verba de gabinete para os deputados afastados. O MP já encaminhou ofício ao desembrragador Antônio Sapucaia pedindo providências em relação a este  pagamento – que estaria proibido por conta da decisão do magistrado integrante do TJ. O doutor Sapucaia retorna hoje às atividades, depois de uma semana afastado, e deve se manifestar sobre o assunto. Para o MP, Sextafeira teria comeitido crime de desobediência à determinação judicial e de improbidade administrativa.

      Ação principal

 Esta semana, o Ministério Público Estadual vai dar entrada na Ação Principal contra os deputados envolvidos na Operação Taturana. Mesmo sem ter recebido, ainda, os documentos solicitados à Assembléia pelo juiz Gustavo Lima- na Ação Cautelar – promotores e procuradores se debruçaram sobre o material cedido pela Polícia Federal para dar celeridade ao processo. A ação, agora, será por crime de improbidade administrativa, e é a primeira de uma série a ser encaminhada à Justiça. 

Postado às 7:12, Ricardo Mota 14 comentários postado em Geral |
30/03/2008 Um João do Vale, da virtude e do vício

"Há muita gente que pensa que culto é apenas quem leu muitos livros. No entanto, se tivesse tido, como eu, a oportunidade de ouvir João cantar as músicas sertanejas que ele sabe, veria que ele é a expressão viva de uma cultura que não está nos livros mas na memória e no coração dos artistas do povo." A afirmação é do poeta Ferreira Gullar, maranhense como o João a que ele se refere. Que nasceu em Pedreiras, em 1933, onde foi enterrado, em 1996.

 Personagem raro, o João do Vale. Neto de escravos, é o autor de mais de quatrocentas composições – sem nunca ter tocado qualquer instrumento. Muitas das suas músicas ele vendeu, fato que era comum no Brasil até a década de 70. Alguns pesquisadores, por exemplo, acreditam que "Xote das meninas" (Ela só quer/Só pensa em namorar…), assinada por Luiz Gonzaga e Zé Dantas, é dele, mas essa é outra discussão interminável.

 O grande momento do artista João do Vale aconteceu em dezembro de 1964, vinte anos depois de ter chegado ao Rio de Janeiro, fugindo de casa, em São Luís, onde morava com a família muito pobre. Era o mês de dezembro quando aconteceu – dia 11 – a estréia do show "Opinião, no Teatro de Arena, no Rio. Considerado o primeiro grito de liberdade contra a ditadura militar instalada no Brasil naquele ano, o show reunia no palco, além de João do Vale, Nara Leão e Zé Kéti, autor do samba que deu nome ao show.

 Com texto de Ferreira Gullar, Oduvaldo Viana Filho, Paulo Pontes, entre outros intelectuais ligados à esquerda brasileira, o "Opinião" fez grande sucesso, principalmente entre os jovens estudantes. Um estrondo! João do Vale apareceria ali com várias canções importantes, entre as quais, "Carcará", que lançou Maria Bethânia – que subsituiu Nara no show - para uma das carreiras mais sólidas na música brasileira.

 O ex-operário da construção civil, ex-caminhoneiro, ex-faz-tudo, enfrentou três derrames, conseguindo sair de dois deles sem grandes seqüelas, mas nem assim deixava o vício que o acompanhou por toda a vida: a bebida. Não tinha meias-medidas, era conhecido por beber até ver o companheiro de copo cair. Ele? Pronto pra outra, sempre.

 E quando esta era a questão, aí o João não era merecedor lá de muita confiança. É o protagonista de histórias que o mundo da música repete quando o assunto é João do Vale. Uma delas aconteceu na volta de uma viagem que fez em 1975 ao Nordeste, com Cristina Buarque de Holanda, cantora, pesquisadora e irmã de Chico Buarque , que o João fazia questão de dizer – inclusive no seu depoimento ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Jneiro -, era o seu melhor amigo.(Chico ajudou-o até o fim da vida, em 1996. Produziu um disco com músicas dele, João, reunindo a nata da MPB, numa fase em que o autor de "Pisa na fulô", "Na asa do vento", "Peba na pimenta", entre outras, mais precisava de socorro.)

 Pois bem. Eles haviam trazido de São Luis duas garrafas de tiquira, uma cachaça muita apreciada no Maranhão. João veio tomando conta (?) das preciosidades, e quando chegaram de volta ao Rio, Cristina pediu:
        – João, me dá a minha tiquira.
        – Ah, camarada, uma das garrafas quebrou na viagem. Adivinha de quem era?
      

 Nem o próprio Chico, "meu grande companheiro", escapou da trama do João quando a temática foi a bebida. Depois de um show em Santos, João do Vale foi procurado pelo chefe da alfândega local, amigo de infância e juventude de Chico Buarque, a quem queria fazer chegar uma garrafa do uísque escocês preferido pelo compositor carioca.
       

 De fato, na semana seguinte, João levou ao amigo a garrafa do escocês, só que…vazia. Entregou e explicou:
        – O caso foi, companheiro Chico, que seu amigo escolheu a bebida certa mas o portador errado.  

 

Postado às 6:36, Ricardo Mota 20 comentários postado em Geral |
28/03/2008 Fazenda garante que documentos da era Lessa-Abílio já estão no MP

 A assessoria da Secretaria da Fazenda explicou ao blog que toda a documentação sobre o rombo de mais de R$ 500 mi deixado pelo governo Lessa-Abílio já foi encaminhada ao  Ministério Público Estadual, quando da entrega do relatório financeiro do Estado referente ao ano de 2006. A comissão criada para analisar o "saldo" deixado para o governador Teotônio Vilela Filho chegou à conclusão de que o rombo era maior do que o anunciado – os débitos sem a necessária cobertura financeira.

  Quanto aos documento que a comissão requisitou na última reunião, segundo a assessoria, eles dependem de terceiros, inclusive de órgãos do governo federal, daí a demora. Os que estão disponíveis na Secretaria da Fazenda já foram encaminhados, desde o ano passado, aos integrantes da comissão para a devida análise.

Postado às 14:49, Ricardo Mota 15 comentários postado em Geral |
28/03/2008 Rubão bate de frente com Rubim e é demitido

  O coronel Padilha, ex-Gabinete Militar, deve ser o novo comandante interino da PM. Extamente, interino. Ele assume o lugar do Coronel Rubens Goulart - já comunicado da sua demissão - para resolver o problema das promoções dentro da corporação. Há uma represamento dessas ascensões hierárquicas desde agosto de 2006, o que impede, neste momento, que o tenente-coronel  Dalmo Sena assuma o Comando Geral, como quer o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim.

  Aliás, o que definiu a demissão do coronel Rubão foi um conversa entre ele o novo secretário. Rubim determinou que o o comandante da PM acelerasse o processo de promoções, com especial atenção ao caso do tenente-coronel Dalmo Sena, dentro da lei, explicou. Mas ele- coronel Rubens - se negou a fazê-lo. Ato contínuo, foi comunicado da exoneração, com o aval do govwernador Téo Vilela.

   A posição final sobre o subsitituto, coronel Padilha, será, aliás, do governador, ainda hoje, quando retornar da viagem ao sertão. Mas a questão já está praticamente definida: ele assume interinamente o Comando Geral da PM, destrava os processo de promoção e cede o lugar, em seguida  ao tenente-coronel Sena. Atualmente, o coronel Padilho é o ditetor do Departamento de Pessoal da PM. Quanto ao coronel Rubens Goulart vai automaticamente para a reserva.

Postado às 8:08, Ricardo Mota 69 comentários postado em Geral |
28/03/2008 Comissão que levantou contas de Lessa-Abílio morreu sem direito a enterro

  Trabalhou-se muito para dar em nada. A comissão criada em agosto do ano passado para esclarecer a polêmica sobre os débitos deixados pelo governo Lessa-Abílio não se reuniu mais desde o início de dezembro do ano passado. Os integrantes – OAB, Conselho regional de Economia, Conselho Regional de Contabilidade, Secretaria da Fazenda e Controladoria do Estado- chegaram à conclusão de que o rombo nas contas públicas ultrapassou  os R$ 500 milhões em janeiro de 2007 (dívidas sem saldo para quitá-las), ao contrário do que disse o ex-governador Ronaldo Lessa e acima até do que havia anunciado o governador Téo Vilela.
       Na última reunião, os representantes da Fazenda Estadual se comprometeram a apresentar a documentação sobre a origem dos débitos deixados pelo governo Lessa-Abílio, e que o Estado vem, paulatinamente, pagando. O problema, identificou a comissão, é que foram encontradas várias irregularidades nas contas (inclusive com desvio na utilização de recursos "carimbados"), o que deveria resultar numa denúncia formal junto ao Ministério Público Estadual. A OAB-Alagoas já havia decidido que encaminharia a ação ao MP caso o governo não o fizesse. Os integrantes da comissão, porém, não foram mais chamados para nova reunião este ano, e o dito, ao que parece , ficou por não dito.

 

Postado às 6:58, Ricardo Mota 6 comentários postado em Geral |
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