Ricardo Mota
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24/04/2014

Bate-boca entre conselheiros escancara perfil do TC

Mais uma vez, o clima esquentou no pleno do Tribunal de Contas.

Mais uma vez, o conselheiro Anselmo Brito protagonizou uma cena que escancara o perfil daquela Casa.

Mais uma vez, ele ficou sozinho, sem a companhia de nenhum dos cinco colegas que ocupam as principais cadeiras do pleno.

De volta das férias, Brito cobrou do presidente do TCE, Cícero Amélio, providências em relação à prestação de contas da Assembleia Legislativa, até por ser ele o relator de uma dessas matérias.

Queixou-se também das inspeções feitas em municípios que estão sob sua responsabilidade, seguindo as normas de divisão do Tribunal, sem que tivesse sido ao menos comunicado.

O presidente, por sua vez, ressaltou a sua condição funcional, que lhe daria direito a fazer o feito e mais, se assim quiser.

O bate-boca ganhou volume e contundência, mas foi extremamente revelador: ninguém se aliou a Brito, nem mesmo Otávio Lessa, a quem é mais ligado, nem o combativo MP de Contas.

Amélio é um político hábil e experiente. E sabe que o TC é uma casa política. Ele fala o mesmo dialeto de todos os demais colegas – a exceção de Brito, auditor (concursado) do próprio Tribunal de Contas. O único, portanto, que chegou ao cargo por méritos próprios e provados, sem favores políticos.

Ao final da sessão, Amélio surpreendeu: apresentou em plenário um pedido do prefeito de Canapi, Celso Luiz, marido da conselheira Cleide Brandão (Cláudia Beserra), que pediu a abertura de processo administrativo com Anselmo Brito, por uma decisão do conselheiro.

Até os mais acostumados aos bastidores da corte não esconderam a sua perplexidade. Amélio? Nem tanto, caro mestre. Prestes a ser reeleito, virou quase uma unanimidade- só não deve ter o voto do indignado maranhense.

Brito, se gosta de poesia, há de ter lembrado o alagoano Jorge Cooper e de seu Poema 34º:

Minha solidão soma

a solidão do morto

e a solidão da lua

- Sou mais só que um louco

Postado às 16:37, Ricardo Mota 1 comentário postado em Geral |
24/04/2014

Carimbão: “Renan me convidou para ser vice do Filho”

O deputado Givaldo Carimbão é dono de um partido, de uma parcela do eleitorado, de cargos variados no governo federal e é identificado com um setor da Igreja Católica.

Ou seja: é um bom partido para quem quer casar – eleitoralmente – este ano em Alagoas.

“O Renan me convidou para ser vice do Renan Filho”.

É pouco?

“O Biu me convidou para ser o candidato a senador da chapa dele”.

Paramos por aqui?

“O Téo me convidou para permanecer no grupo governista”.

E ele, Carimbão, com quem vai casar?

A decisão deve sair na próxima semana, garante o deputado, que é o líder do PROS na Câmara Federal – são 21 deputados – e negocia diretamente com o Palácio do Planalto, que, mais do que nunca precisa do Congresso Nacional para escapar de algumas armadilhas eleitorais.

O que seria mais provável, hoje?

Manter-se na disputa para deputado federal. Esta é a opção no PROS.

“Não tenho o perfil de vice, e só disputaria o Senado se fosse o candidato único do grupo original de Vilela”, diz o prosista.

Teríamos que contar com Vilela, Biu, Toledo e Nonô – muito difícil.

A fase é boa, garante Carimbão.

Além de manter a Codevasf local, ele vai indicar dois diretores nacionais para a Companhia.

Quanto ao caso da Sudene, ele explica:

- Eu convidei o Milton Pradines, da Braskem, mas ele não pode assumir. Então, chamei o Alexandre Lages, mas o Téo pediu para ele ficar até o fim do governo. Optei, finalmente, pelo vereador José Márcio, que é fiscal de rendas do estado e tem experiência no serviço público.

Postado às 12:52, Ricardo Mota 5 comentários postado em Geral |
24/04/2014

Saída de Zé Márcio atenua tensão na Câmara de Vereadores

A saída – temporária – de Zé Marcio da Câmara de Vereadores de Maceió atenua uma tensão interna, em curso: a disputa pela presidência da casa, inclusive com a antecipação da eleição da Mesa Diretora.

Zé Márcio é o adversário mais evidente do peemedebista Kelmann, que é o candidato do líder do governo, Eduardo Canuto.

Entretanto, o afastamento dele ainda depende – conta o seu “padrinho Carimbão” – de uma mudança na Lei Orgânica de Maceió.

Motivo: o cargo é de superintendente – não é, portanto, de primeiro escalão.

Sem ele, o grupo Kelmann-Canuto passa a trabalhar mais à vontade, para desespero do presidente Chico Holanda Filho.

Se a eleição for agora, ele vira um presidente-carimbador. Quem vai ter o controle político da Casa, está claro, é o seu sucessor.

Postado às 12:50, Ricardo Mota 2 comentários postado em Geral |
24/04/2014

“Não sou viúva de mim mesmo”, diz Nonô

O vice-governador José Thomaz Nonô ainda não sabe  qual o cargo vai disputar nas eleições deste ano.

“Eu gostaria de concorrer ao governo do Estado, mas o governador fez a sua escolha e eu respeito. Isso eu não discuto mais”.

Viajando por vários municípios alagoanos, conversando com velhos aliados, Nonô garante que vive uma fase muita tranquila: “Eu não sou viúva de mim mesmo. Voto no Eduardo Tavares para governador e vou conversar com ele para ver a participação que terei na campanha”.

Hoje, ele conversa com o governador Teotônio Vilela Filho. Será a primeira vez, segundo o vice, que os dois se encontrarão depois do anúncio do nome de Tavares para suceder o tucano:

- Ele sugeriu que eu disputasse o Senado, mas isso precisa ser melhor avaliado. O que me preocupa mais, agora, são questões relativas ao próprio governo, projetos que estão em andamento e que precisamos tocar com a mesma seriedade e determinação de sempre.

É provável que tenhamos novidades nos próximos dias.

Postado às 10:08, Ricardo Mota 10 comentários postado em Geral |
23/04/2014

Cícero Almeida: “Eu topo ser candidato a governador”

“Se o PRTB tiver um candidato a governador, serei eu”.

A afirmação é do ex-prefeito Cícero Almeida e mostra disposição em relação ao comportamento do comando do Chapão.

Ele assegura que sua candidatura a deputado federal “está garantida”. Diz que já tem música pronta, material de propaganda, e que só espera a conclusão do processo formal para se apresentar ao público.

Mas não esconde suas mágoas:

- Na última pesquisa em que colocaram meu nome eu tive 39% das intenções de votos. Depois, eu fui excluído das novas pesquisas e nem fui ouvido sobre a questão.

O assunto é recorrente no Chapão. O ex-prefeito tem sido aquele que tem obtido as melhores intenções de voto, mas a decisão do PMDB (senador Renan Calheiros) é de que o candidato será Renan Filho, com data marcada, inclusive, para o anúncio oficial: 5 de maio.

Na conversa telefônica, o ex-prefeito de Maceió faz um alerta, no entanto:

- Se mantiverem o mesmo comportamento, decidindo isoladamente, cada um por si, eu topo ser candidato a governador. Não por vaidade ou por ambição, mas eu sei que nas ruas 99% das pessoas me pedem para ser candidato.

Ele lembra que o partido que ele preside “é pequeno e tem pouco tempo de televisão”, o que não parece ser o maior empecilho para que ele entre na disputa majoritária.

O secretário e “cérebro” do PRTB, advogado Adeilson Beserra faz questão de dizer que não se reuniu com a direção do PMDB em Alagoas, ontem, mas reafirma:

- Se o partido tiver o candidato a governador, ele será o ex-prefeito Cícero Almeida.

Na verdade, digo eu, o senador Renan Calheiros age exatamente igual aos seus “pares” em Alagoas – Vilela, Lessa, Collor: decide quem vai fazer o que e ponto final.

Está clara a insatisfação de Almeida, que talvez não tenha se acostumado ainda com esse jogo de reis e rainhas, com papeis disponíveis apenas para peão.

Postado às 12:47, Ricardo Mota 82 comentários postado em Geral |
23/04/2014

Controle da Codevasf garante Carimbão no Chapão

Não tem muito segredo – o caminho é o de sempre.

O deputado federal Givaldo Carimbão fechou mesmo com o PMDB, do senador Renan Calheiros (conforme este blog havia adiantado).

Líder do partido na Câmara Federal, Carimbão é cogitado até mesmo para ser o vice de Renan Filho, do Chapão.

Mas o argumento mais convincente utilizado para convencer o deputado prosista, que é o “titular” da Secretaria Estadual da Paz, está numa sigla: Codevasf.

O órgão federal, ligado ao Ministério da Integração Nacional, permanece sob o comando de Carimbão, em Alagoas  – conforme lhe teria garantido o senador Renan Calheiros.

A construção de cisternas em vários municípios alagoanos é, talvez, a ação mais expressiva da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, que já perdeu volume, mas continua forte.

E, cá para nós, ninguém na bancada federal de Alagoas tem força suficiente para garantir o mimo ao parlamentar prosista, a não ser Calheiros.

Ainda mais agora em tempos de CPI da Petrobras – aquela que se sair do lugar, vai andar para trás.

Postado às 12:46, Ricardo Mota 5 comentários postado em Geral |

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