Ricardo Mota
Ricardo Mota
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04/03/2015

Por que o senador Renan Calheiros está na Lista de Janot?

Eis uma pergunta necessária e que carece de resposta objetiva e oficial.

Mas qual é a acusação – ou suspeita – contra ele?

Por enquanto, nada se publicou sobre o tema com alguma consistência, a não ser a matéria de agora à noite do Estadão, cujo trecho reproduzo abaixo:

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou, em sua delação premiada, que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu propina em contratos da Diretoria de Abastecimento e que, na prática, os pagamentos ao peemedebista “furaram” o teto de 3% estabelecido como limite dos repasses a políticos no esquema de cartel e corrupção desbaratado pela Operação Lava Jato.

O esquema desbaratado a partir de março de 2014 envolvia o loteamento de diretorias da Petrobrás pelo PT, PMDB e PP. Por meio delas, eram arrecadados entre 1% e 3% de propina em grandes contratos Segundo Costa, a propina excedeu os 3% para que “fosse incluído um valor para Renan”.

 O encontro com Youssef, tantas vezes referido pela mídia, não aconteceu – disse o próprio doleiro de todos os crimes.Ele é um dos padrinhos de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.

E daí?

Eis um ótimo motivo para que o STF, como defende o ministro Marco Aurélio Mello, quebre o sigilo da Lista de Janot, com as respectivas argumentações que justifiquem a investigação dos relacionados.

Na condição de presidente do Senado, e em momento de prestígio até com os oposicionistas da Casa, Calheiros deveria ser o porta-voz dos que se sentem incomodados com a Desconfiança Nacional.

Estar na Lista de Janot pode ser uma injustiça (ou não).

Postado às 20:33, Ricardo Mota 1 comentário postado em Geral |
04/03/2015

Joaquim Levy para Renan Filho: “Volte em maio”

Apesar do entusiasmo oficial, o governador Renan Filho sentiu o tamanho da dificuldade que tem pela frente para arrancar algum acordo, em Brasília, que nos ajude a sair do buraco.

A reunião com o ministro Joaquim Levy, na presença do secretário George Santoro – seguidor da cartilha levyana -, foi de elogios pelo desempenho na realização do dever de casa.

Mas o ministro da Fazenda, tecnocrata clássico, deixou claro que espera bem mais. Ele conjuga o verbo cortar como sinônimo de governar, no idioma corriqueiro entre os iguais (a ele).

O ajuste fiscal parece ser necessário, mas resta saber: a que custo?
O governador Renan Filho recebeu um estado com o pior IDH do país. O mesmo que Vilela já havia assumido em 2007.

Esta é uma construção histórica e de alguns séculos.

O problema para o atual governador é que as demandas crescem enquanto os recursos escasseiam.

Ele tem seguido, inegavelmente, uma linha de austeridade, em alguns casos até temerária. Mas não pode chegar muito longe só com isso.

Eis que entra Levy em cena.

Ele avisou a Renan Filho que qualquer “rediscussão sobre o cenário de distribuição de recursos federais com os estados só acontecerá após o primeiro quadrimestre”. Ou seja: a partir de maio.

Como os problemas se avolumam e a paciência da população é cada vez menor – em todo o Brasil -, o tempo “pedido” por Levy pode ser desastroso para ele.

Mesmo com a rebeldia ocasional do senador Renan Calheiros, não há sinais de que o Planalto tenha instalado um pronto-socorro para estados e municípios pobres nas suas dependências.

Postado às 12:55, Ricardo Mota 8 comentários postado em Geral |
04/03/2015

Arthur Lira é eleito presidente da CCJ da Câmara Federal

Com 47 votos dos 59 possíveis, o deputado federal Artur Lira foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, uma das mais importantes do Congresso Nacional.

Também fazem parte da CCJ os deputado JHC, titular, e Pedro Vilela, suplente.

Não era de hoje que o nome de Arthur Lira era cogitado para o importante posto. Assim como se espera que ele esteja na Lista de Janot, em razão dos fatos já conhecidos (visita, com foto, ao escritório de Alberto Youssef, em São Paulo).

O parlamentar tem força dentro do seu partido, o PP, que já liderou na própria Câmara Federal, chegando agora à presidência da CCJ, cargo muito mais importante para o bem e para o mal.

Postado às 11:49, Ricardo Mota 12 comentários postado em Geral |
03/03/2015

Mais dois da bancada de Alagoas são esperados na Lista de Janot

O senador Renan Calheiros não deve reclamar de “solidão caeté”, quando o assunto é a Lista de Janot.

Dois outros nomes de políticos alagoanos com mandato são aguardados ansiosamente na relação que o procurador-geral da República entregou ao ministro Teori Zavascki: Arthur Lira e Fernando Collor.

Ambos já foram citados com substância pelas possíveis relações com o doleiro de todos os crimes. O caso do ex-presidente, ressalte-se, parece ser o mais evidente – ele nunca negou que os depósitos de Youssef tivessem sido feitos na sua conta, apesar de afirmar com veemência que não o conhece.

Arthur Lira foi “flagrado” na entrada do escritório do criminoso e jamais se manifestou publicamente sobre o tema.

Se os três forem confirmados na Lista de Janot, 25% da bancada federal de Alagoas formarão entre os suspeitos no malfeito.

Postado às 22:55, Ricardo Mota 12 comentários postado em Geral |
03/03/2015

‘Renan rebelde’ pode ser efeito da relação da Lava-Jato

O elogiado gesto do senador Renan Calheiros, devolvendo uma MP ao Planalto – o que não ocorria desde 2008 –, tem uma motivação política clara: a relação da Lava-Jato, entregue hoje pelo PGR Rodrigo Janot.

Calheiros, assim como Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal, virou pule de dez na bolsa de apostas sobre os futuros investigados pelo STF no esquemão da Petrobras.

A rebeldia do senador peemedebista apontaria duas sinalizações: de insatisfação com o Planalto, que não teria feito esforços para tirá-lo da lista, e uma busca de apoio na oposição do Congresso e de fora dele.

Quem conhece Calheiros sabe que ele tem frieza para agir racionalmente mesmo em situações de vexame, como parece ser o caso. O escândalo de 2007 foi um belo aprendizado para quem gosta de viver perigosamente e não que abrir mão de novas aventuras.

O senador rebelde pode ser um bem para a República e um mal para a presidente. Dependendo dos esforços, a lógica pode se inverter.

Não se pode afirmar, por enquanto, que a presidente Dilma Rousseff esteja lamentando o andamento atual da Lava-Jato. Mesmo tendo de refazer a Medida Provisória levyana.

Postado às 22:54, Ricardo Mota 12 comentários postado em Geral |
03/03/2015

Chico Tenório: “Luciano Barbosa não pensa nas pessoas, só em números”

O deputado estadual Francisco Tenório afirma, por telefone, que não é ele o dono da empresa Vital Segurança, que mantinha contrato com o governo do Estado, rescindido pelo secretário de Educação Luciano Barbosa:

– A empresa é do meu cunhado, mas eu tenho intercedido para encontrar uma solução. O meu interesse é resolver o problema.

Na sequência, Tenório não poupa críticas ao vice-governador pelo que afirma ser “um ato unilateral, sem causa legal”, como ele define o rompimento do contrato.

O parlamentar diz que Barbosa deveria antes de qualquer iniciativa mais drástica fazer um comunicado à empresa ou realizar algum ajuste que parecesse necessário:

– Eu pedi a ele, Luciano Barbosa, que cumprisse a Lei das Licitações. Ele não pode simplesmente romper o contrato e deixar o prejuízo com a empresa. São 360 trabalhadores desempregados, mas ele não está pensando na pessoa humana, só em números.

O contrato foi rescindido, “unilateralmente”, em 4 de fevereiro. O secretário de Educação decidiu por outro modelo de vigilância, substituindo o que vinha sendo feito pela Vital.

O valor pago mensalmente pelo governo à empresa era de R$ 1,9 milhão/mês, segundo o deputado do PMN.

Ele disse que ainda aposta numa solução “diplomática, pelas vias administrativas”. Tenório também ressalta que a empresa treinou o pessoal, investiu na compra de viaturas, equipamentos, e agora “vai ter de arcar até com as despesas para a demissão, o que inclui multa de 50% do FGTS para os trabalhadores que estão sendo afastados”:

– Tenho conversado com o secretário (vice-governador) e ainda vou insistir no caminho da negociação para evitar ir à Justiça. Só lamento que ele esteja substituindo a vigilância humana pela tecnologia.

Postado às 12:51, Ricardo Mota 23 comentários postado em Geral |

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