Ricardo Mota
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30/10/2014

Falta de quadros dificulta formação de equipe de Renan Filho

Não é por falta de candidatos, mas o governador Renan Filho encontra, sim, dificuldades para montar o seu secretariado.
Ele quer marcar posição, aparecer com identidade própria, como buscou firmar durante a campanha.

A questão é: como escolher nomes para a sua equipe, que tenham a respeitabilidade técnica e que não sejam “mais do mesmo”.
Quebrar expectativas é uma missão difícil, ainda que desejável. Lembrando que Renan Filho teve 33% dos votos possíveis do eleitorado alagoano – literalmente, um terço.

Por mais que se fale em secretariado técnico, como será possível deixar de fora alguns dos personagens históricos ligados à família Calheiros?

Renan Filho não tem laços com a academia e com os setores de onde poderiam sair bons nomes, mas que fossem da sua confiança.
Ele foi criado – e assim continua – em um ambiente local e nacional onde só se fala em política e nas delícias do poder.

Não custa tentar. Até porque se ele se apresenta como o novo – e não apenas uma novidade –, há de arriscar, ainda que erre aqui e ali, com a nomeação de auxiliares que entrem no governo levando respeitabilidade e não mais desconfiança.

Torço, sinceramente, para que ele acerte.

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30/10/2014

PT x PSDB : Nordeste, preconceito e voto

A discussão tola e preconceituosa sobre a votação da presidente Dilma Rousseff no Nordeste é tão antiga quanto as eleições na região.

Se os nordestinos, do interior principalmente, votavam na Arena na ditadura, ao retornarmos à democracia manteve o comportamento de dar a vitória, quase sempre, aos partidos do governo.

O que se explica, também, pela dependência dos estados mais pobres em relação à União (que quase nunca dá o troco na medida certa).

Desde que se iniciou a polarização – que só interessa a eles – entre PSDB e PT, o Nordeste votou assim:

- em 1994 deu a vitória a FHC

- em 1998 votou integralmente com o tucano, na reeleição

- em 2002 houve uma mudança – a única no período -, com a vitória maciça de Lula, que só perdeu em Alagoas

- em 2006, de novo o ex-presidente Lula foi o grande vitorioso

- em 2010 o Nordeste deu uma vitória acachapante a Dilma Rousseff, o que repetiu agora.

Detalhe: desde 2002, Minas Gerais vota igual ao Nordeste, ao contrário de São Paulo, que sempre apoiou o tucanato.

Nas mudanças de rota houve erro e acerto: em 1989, Collor ganhou no Nordeste. O acerto, a história mostrou, foi a vitória de Lula em 2002.

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30/10/2014

Denunciada trama contra integrantes do Conselho de Segurança

A reunião de ontem do Conselho Estadual de Segurança teve um momento de tensão e de extrema indignação dos seus integrantes.

Um dos conselheiros relatou – o que constou em ata – ter sido procurado por um informante que lhe trouxe uma denúncia da maior gravidade: insatisfeito com algumas decisões do Conseg, um grupo de policiais estaria tramando uma armadilha para desmoralizar membros do Conselho.

A ação, sórdida, consistiria em montar um flagrante, em uma blitz noturna, “plantando” droga no veículo conduzido por algum familiar de um dos conselheiros.

Esse tipo de ato covarde já foi relatado em vários estados, obviamente engendrado por maus policiais (e ainda bem que eles são minoria nas corporações).

Todos, é claro, foram prevenidos da possibilidade de concretização da armadilha.

Mas é importante que a informação venha a público, porque qualquer um que incomode agrupamentos com inspiração criminosa pode ser vítima do golpe.

Ainda que discretamente, como deve acontecer, o caso passa a ser investigado pelos órgãos de inteligência da Segurança Pública.

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29/10/2014

Medo impede apuração de assassinato do vereador de Piaçabuçu

O medo tem sido o maior inimigo dos que investigam o assassinato do vereador Antonio Cezar, de Piaçabuçu.

O crime ocorreu em 10 de setembro, na Al-101 Sul, na altura de Jequiá da Praia. Estamos quase invadindo novembro e a solução para o caso está longe de correr.

Há pistas boas, depoimentos foram colhidos, mas o final do governo é um empecilho para que as instituições avancem na apuração.

Nem mesmo a presença da PF no apoio ao trabalho de investigação conseguiu fazer com que a polícia estadual e/ou o Gecoc batesse o martelo.

De onde partiu, não parece haver dúvidas – para todos os envolvidos na investigação.

O problema passou a ser: como colocar o criminoso no local do crime, na hora em que ele ocorreu.

A questão da demora no desfecho do caso ganha importância ainda maior por causa da iminência na mudança de comando na SDS e das duas polícias locais.

Há um certo consenso na área de que o que aconteceu antes deve ser esquecido. Só importam os crimes que ocorrerem a partir da nova gestão.

E ninguém sabe para onde vai a área da Segurança Pública no governo Renan Filho. As relações perigosas persistem na política alagoana. E ainda que o governo Vilela tenha se mantido longe dessa gente, há dúvidas quanto ao futuro.

No fechar das cortinas da administração tucana, a movimentação tem sido intensa no reagrupamento dessa turma e até na ostentação da força pelo trabuco.

O medo, então, explica as dificuldades na apuração da morte do vereador.

Resta saber se o futuro pertence aos seus algozes.

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29/10/2014

Marcelo Victor trabalha na montagem da nova Mesa Diretora da Assembleia

O deputado Marcelo Victor é um dos mais cerebrais integrantes da Casa de Tavares Bastos – seja qual for o significado que a palavra possa ter por lá.

Ao modo, ele tem se articulado entre os pares mais antigos – que vão permanecer na Casa – para ajudar a montar a futura Mesa Diretora (na qual deve permanecer, ainda que não como presidente).

Há quem afirme que ele fala “em nome de Olavo Calheiros”, que não é muito afeito a comparecer à Assembleia, a não ser em momentos muito especiais.

Se caberá ao tio do futuro governador apontar para aquele que será o substituto de Fernando Toledo – Luiz Dantas é o nome da vez -, ao que parece cabe a Victor ir preparando o time a ser escalado para o campeonato de 2015.

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29/10/2014

Só os fatos podem tirar Renan da presidência do Senado

Tudo bem: o senador Renan Calheiros é capaz até de dizer a verdade para nos enganar.

Mas daí a acreditar que ele desistiu de disputar a (re) presidência do Senado é um tanto demais, até para as almas mais ingênuas.

Calheiros quer, de novo e mais uma vez, ficar onde está.

Só deixará de disputar a reeleição se não deixarem que ele o faça.

Estou falando de fatos, não de pessoas ou parlamentares, porque destes que lhe cercam Calheiros conhece no varejo e no atacado.

O quadro hoje é desfavorável ao senador alagoano. O Petrolão é um oceano de grande viscosidade, que ameaça engolir todos os que nele puserem ao menos o pé.

Se Calheiros sabe o que fez – ou o que não fez –, é capaz de imaginar o fim dessa história: mais uma vez será ele quem vai mandar casar ou separar no Congresso Nacional; ou verá a Casa, como em 2007, lhe derrubar da cadeira mais alta daquele espaço imperial.

Ontem, após saber da notícia da “desistência” de Calheiros, busquei ajuda em um dos seus intérpretes. O resumo do enredo: “O tema ainda não está na pauta”.

A pauta não é apenas o que saiu das urnas: mudança. Ainda será escrita em capítulos de tristeza e alegria – para um lado e para o outro.

Não será bom para a presidente Dilma, após uma vitória tão apertada, ser vista nas companhias de sempre – por tudo que elas representam.

Calheiros é um exímio jogador do xadrez político. Um espécime raro do Homo politicus, uma espécie que leva a extinção, mas não dela própria. Disso, Calheiros está prenhe de saber.

Calheiros não se guia nem pelos astros nem pelos homens: os fatos ditam e ditarão cada um dos seus passos.

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