Ricardo Mota
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02/09/2014

Alagoas cria eleição de “pai sem filho e de filho sem pai”

Se o estado de Alagoas já tem características especiais, principalmente no que se refere à atividade política – decorrente do nosso baixo IDH que vive um processo de retroalimentação -, agora criamos a eleição do “pai sem filho e do filho sem pai”.

Não é difícil de entender, e muito já tratamos sobre o tema no que foi aqui publicado.

É nítida a ação dos dois principais candidatos de se descolarem dos seus “calos”, que são alvos de ataques principalmente nas redes sociais.

Se alguém imaginava que o senador Renan Calheiros, o mais importante parlamentar alagoano lá em Brasília, onde tem forte influência em vários setores, iria ser o puxador de votos do Filho, estava equivocado desde a origem: o presidente do Senado comanda com mão de ferro a campanha a governo do PMDB (coincidentemente, do filho dele), mas não aparece nas atividades públicas eleitorais.

Nem nas andanças de Renan Filho, tampouco no guia eleitoral. Há a ideia dos marqueteiros, com base nas pesquisas qualitativas, de que é preciso descolar a imagem de um da imagem do outro – não transferindo a conhecida rejeição do senador Renan Calheiros para o herdeiro.

É um trabalho bem pensado e bem executado. Só saberemos se deu resultado, no entanto, quando as urnas se revelarem.

No caso de Biu de Lira, vivemos uma situação inversa. Quem está sendo “escondido” na campanha majoritária é o filho, deputado federal Arthur Lira, que disputa a reeleição.

Nas redes sociais – ou submundo destas – os ataques a Renan pai e Arthur têm sido impiedosos, fugindo do que seria razoável, e até chegando à Justiça, como tem acontecido.

Mas este, ao que parece, ainda é um território sem lei e sem limite. E se é assim em questões do cotidiano, imagine em época de campanha eleitoral, com profissionais do ramo (anônimos ou escudados por trás dos teclados) agindo com a convicção da impunidade.

Postado às 12:11, Ricardo Mota 7 comentários postado em Geral |
02/09/2014

Juízes rejeitam denúncia de improbidade contra Adriano Soares

Os juízes que compõem a força-tarefa que analisa as Ações por Improbidade impetradas pelo Ministério Público Estadual rejeitaram a denúncia contra o ex-secretário de Educação Adriano Soares e sua adjunta – depois substituta – Josicleide Moura, no caso da reforma de 170 escolas da rede estadual.

A denúncia, que ganhou grande espaço na mídia, afirmava que Soares e Josicleide haviam cometido improbidade ao não realizar a fiscalização efetiva das obras.

Mas os magistrados rechaçaram a acusação. Está na sentença datada de 28 de agosto:

“Na verdade, não se trata especificamente de um defeito na inicial, pois há uma narrativa descrevendo convenientemente a conduta tida por ímproba praticada pelos requeridos em descortino, entretanto, o dever genérico de fiscalização, nem mesmo em tese, configura um ato de improbidade administrativa, conforme prescrito nos artigos 9º, 10, 11, da Lei nº 8.429/92, sem que exista uma imputação omissiva concreta, na qual o agente público não tenha se desincumbido desse dever, o que impede o recebimento da inicial, especificamente aos réus Adriano Soares da Costa e Josicleide Maria Pereira de Moura”.

Permanecem como réus na Ação proposta pelo MP Aluísio Aragão dos Anjos Sobrinho, Tiago Quintella Melo, JBR Engenharia Ltda, Luiz Wagner Júnior, ATP Engenharia Ltda, José Theodozio Netto, Alexandre Antônio Neves Falcão, Isaias Miguel de Andrade, Norconsult – Projetos e Consultoria Ltda, Antônio Carlos Ramos, Projetec – Projetos Técnicos Ltda e Luiz Alberto Teixeira.

Assinam a sentença os juízes Helestron Silva da Costa, Geneir Marques de Carvalho Filho, João Paulo Martins da Costa, Luciana Josué Raposo Lima Dias, Phillippe Melo Alcântara Falcão e Carlos Aley Santos de Melo.

A Ação foi proposta pela promotora Cecília Carnaúba, da Fazenda Estadual. O conteúdo da denúncia é o mesmo do inquérito policial aberto para apurar os fatos apontados por ela e que agora foram descartados pela Justiça na Ação Cível.

Postado às 9:54, Ricardo Mota 3 comentários postado em Geral |
01/09/2014

Marina Silva e a semente do mal no Brasil

Eis que o Brasil descobre, finalmente, a responsável pelos males centenários de um país injusto e violento:

- a Marina, que andou de avião a jato comprado ilegalmente, sabe-se lá por quem – ela deveria sabê-lo;

- a Marina, que pinta os cabelos, dando-lhes negror onde antes habitava o branco – ela deveria negar a vaidade;

- a Marina, que lê a bíblia quando lhe aflige a pressão por decidir algo importante – ela deveria só ter certezas, nunca dúvidas;

- a Marina, que fala em sonhos onde só cabe o gesto lancinante, a mão a empunhar a lâmina – ela deveria falar só das coisas visíveis a olho nu;

- a Marina, que cometeu o crime atroz de surgir no meio da floresta, ainda que a dos homens – ela deveria esconder que há um país cindido, PT x PSDB.

É esta Marina, de morenice pálida e incômoda voz de criança precoce, a razão de um ódio que não sabíamos tão bem guardado.

Onde?

Dentro de nós, com destinação certa, desde que ela não se intrometesse onde não cabia a sua magra figura.

Falível, humana, demasiadamente, a propor o que não se tolera na formação de um povo heroico e invencível: a tolerância.

Eis o mal e a sua semente.

Postado às 18:28, Ricardo Mota 37 comentários postado em Geral |
01/09/2014

Os boatos sobre pesquisas e a novidade da próxima quinta-feira

 

Começa, mais uma vez, a boataria geral sobre números de pesquisas para o governo e o Senado, principalmente.

Faz parte do jogo de bastidores essa circulação de informações ao gosto do freguês. Os números variam de acordo com a origem.

Mas posso adiantar aos que acompanham esse espaço: o PSCOM, em parceria com a empresa Exatta, divulgará na próxima quinta-feira mais uma rodada de pesquisas em Alagoas – será a segunda.

Como já disse aqui, em outras oportunidades, a empresa contratada pelo PSCOM tem demonstrado grande profissionalismo e nível de acerto, o que nos deixa muito tranquilos quanto aos resultados divulgados desde a eleição de 2012.

Se há mudanças no cenário, como sinalizam os bastidores, ficaremos sabendo muito em breve.

Lembrando sempre: a pesquisa é um retrato do momento. Ainda que todos saibam disso, muitas vezes há distorções em relação ao que foi anunciado.

O detalhe é que a pesquisa vai mostrar, pela primeira vez, a presença de Marina Silva na disputa presidencial.

Postado às 12:06, Ricardo Mota 19 comentários postado em Geral |
01/09/2014

Por unanimidade, TRE rejeita pedido de impugnação de Arthur Lira

Um dos casos mais polêmicos de pedido de impugnação de candidatura em Alagoas foi julgado ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Por sete votos a zero – a unanimidade, portanto – o TRE rejeitou o pedido apresentado pela coligação em apoio ao candidato Renan Filho.

O busílis da questão: os desembargadores eleitorais entenderam que o recurso apresentado pela defesa de Arthur Lira na condenação em primeiro grau de Ação de Improbidade na Operação Taturana foi tempestivo.

Ou seja: foi apresentado no devido prazo legal, e a sentença de condenação não transitou em julgado.

Há, inclusive, um fato novo na história: o juiz Rodolfo Osório, substituto na 18ª Vara, acatou os embargos apresentados pelos condenados na Ação julgada pelo juiz Gustavo Lima e demais integrantes da força-tarefa criada, então, pelo desembargador Sebastião Costa Filho – em 2012.

A decisão na Justiça de primeiro grau, no Brasil, infelizmente não tem a mesma força e poder de outros países de maior tradição democrática.

Para que tenhamos uma ideia mais clara sobre a validade – ou não – da boa iniciativa que foi a Lei da Ficha Limpa, basta ver o caso do caso do Distrito Federal. Lá, o ex-governador José Roberto Arruda lidera com folga a eleição, já recebeu condenação em segundo grau – pelo Tribunal de Justiça -, teve a candidatura rejeitada pelo TRE, o que foi confirmado pelo TSE, e continua candidatíssimo.

O que mais surpreende – além dos recursos sempre possíveis – é o fato de que ele só faz crescer nas pesquisas, dando uma tremenda sova eleitoral no atual governador do DF, Agnelo Queiroz, outro personagem enrolado.

Ainda em relação ao caso Arthur Lira, segundo o TRE, não houve litigância de má-fé por parte dos advogados de Renan Filho, como pretendia a defesa do deputado pepista.

Postado às 12:05, Ricardo Mota 4 comentários postado em Geral |
01/09/2014

Heloísa diz que não sabe se usará caso Collor-Youssef no guia

Em entrevista ao site da revista Época, na semana passada, vereadora Heloísa Helena, do PSoL não deixou claro se vai tratar, durante a campanha, da suposta ligação do senador Collor com o doleiro Alberto Youssef.

Indagada sobre o tema pelo jornalista Murilo Ramos, a candidata ao Senado foi vaga:

-… Não sei que efeito prático essa revelação dos depósitos do doleiro teria.

De fato, até o momento, nenhum dos adversários do senador, que lidera as pesquisas até agora, trouxe o tema para a campanha.

Collor vem fazendo bons programas no guia eleitoral e conta com o apoio da grande maioria dos prefeitos e vereadores do interior do estado. Como mostrou a pesquisa do Instituto Exatta, o eleitorado dele se concentra nas classes D e E – majoritárias em Alagoas.

Agora, o ex-presidente é alvo de um inquérito, no STF, determinado pelo ministro Teori Zavascki, a partir da documentação enviada pelo juiz federal Sérgio Moro, que aponta os oito depósitos feitos por Youssef na conta de Collor, totalizando R$ 50 mil.

Até agora, o senador do PTB só afirmou que não conhece e nem tem qualquer relação com o doleiro de todos os crimes.

Marina

Uma questão inevitável, da qual Heloísa não fugiu na entrevista – disponível no sítio da revista –, foi sobre a sua relação com Marina Silva, presidenciável do PSB.

Se HH vai apoiá-la?

- Eu tenho de conversar com as pessoas do meu partido. Todos sabem quanto respeito a Luciana Genro (candidata à Presidência pelo PSOL), a mais importante representante da esquerda socialista, mas o que mais quero é estar envolvida com a candidatura de Marina.

Ou seja: mais uma vez, deverá enfrentar problemas com o seu partido na campanha.

Uma curiosidade: nesse caso – apoio à presidência – HH se iguala ao senador Collor. Ele também não faz campanha para o candidato do PTB, o seu partido, que tem aliança com o tucano Aécio Neves. O ex-presidente já ressaltou que está com Dilma Rousseff.

Só Omar Coelho, candidato do DEM a senador, ficou mesmo com o presidenciável do seu partido, o tucano Aécio Neves. Pelo menos, por enquanto.

Postado às 10:11, Ricardo Mota 16 comentários postado em Geral |

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