Nide Lins
27/02/2015

Casa dos convidados, com pão de queijo

Pousada Villages em Porto de Pedras, mesmo com céu nublado é linda

Pousada Villages em Porto de Pedras, mesmo com céu nublado é linda e super charmosa

Tem gente que coleciona histórias hilárias, que até lembram cenas do filme Bagdad Café. Esse é o caso do suíço Didier e da mineira Lisa Vieira Mittaz, casal que, depois de oito meses de peregrinação por praias do Nordeste, escolheu a cidade de Porto de Pedras para viver e empreender. No pedacinho de chão com o barulhinho do mar e dos coqueirais, o casal ergueu a Pousada Villages, com cinco bangalôs charmosos e um ‘senhor’ café da manhã, com direito a pãezinhos de queijo feitos na hora.

Mas, antes de apresentar a pousada, vou explicar por que a história do casal lembra Bagdad Café. No filme, a turista alemã Jasmin (Marianne Sägebrecht) é abandonada pelo  marido no deserto do Arizona (EUA) até chegar ao posto-motel Bagdad Café, lugar que muda a vida de Jasmin e das pessoas ao seu redor.

Amor: divinos pãezinhos de queijo, feito na hora pela mineira Liza

Amor: divinos pãezinhos de queijo, feito na hora pela mineira Liza

Na vida real, Lisa e Didier não brigaram, muito pelo contrário, se conheceram em Morro de São Paulo (BA), logo casaram e moraram 25 anos na Suíça. Depois resolveram pelo Nordeste em busca do ‘paraíso’, alguém indicou São Miguel dos Milagres. Na rodoviária, o casal comprou as passagens em busca do sonho, era o mês de abril de 2012, às 17h30, mas o ônibus não entrou na cidade e eles tiveram que descer no trevo da usina; lá, ficaram horas, como se diz, “de mala e cuia”.

Apesar de caminhos errados, o destino conspirou a favor do casal. “Quando chegamos em São Miguel dos Milagres, a cor do mar conquistou nossos corações”, conta Lisa.

Jardim, coqueiros... Pousada Villages respira natureza

Jardim, coqueiros… Pousada Villages respira natureza

Eles passaram dois meses procurando terreno e compraram um sítio de coqueiros em Porto de Pedras, retornaram à Suíça e, em fevereiro de 2014, inauguraram o Villages (nome em homenagem a praia dos Lages).

Villages é charmoso, mas sem ostentação. São cinco chalés bem confortáveis . No jardim, tem horta orgânica, flores e coqueiros. Piscina para curtir, o mar por perto… e o café da manhã é o tal.

Nota 10: pães caseiros feito com carinho pela Lisa

Nota 10: pães caseiros feitos com carinho pela Lisa

No café, os pães são todos artesanais preparados pela Lisa. Tem integral, brioche, madeleine (bolinho francês) e o divino pãozinho de queijo. As geleias das frutas da época também são produzidas na cozinha da pousada. O café não é regional, mas é bom à beça.

Além do café da manhã, a pousada oferece petiscos (cardápio na piscina e na praia), e dos bons, como o polvo à vinagrete, receita à mineira de Lisa. Para almoçar e jantar em Porto de Pedras há ótimos restaurantes.

Polvo para petiscar. Nota 10

Polvo para petiscar. Nota 10

Lisa define o conceito da pousada de “maison d’hôtes”; em bom português: casa dos convidados. E, realmente, tem todo o sentido. Nos bangalôs, tem um pouco do nosso sonho de um lugar tranquilo, de casa, de família, amigos, o mar, os coqueiros e as simpáticas companhias dos cachorros Filu e Neguinho Vira Lata e do gato Pipoca.

No dia que eu saboreei o café da manhã, ainda houve a visita de um porco-espinho, que logo foi devolvido à natureza.

Visita inusitada na Pousada Villages, mas logo foi devolvida a mãe natureza

Visita inusitada na Pousada Villages, mas logo foi devolvida à mãe natureza

Porto de Pedras é uma típica cidadezinha de interior, mas, de uns tempos para cá, ganhou empreendimentos charmosos e saborosos, a exemplo dos restaurantes Ui Bistrô, Beija Flor, Balaio de Gato, além dos tradicionais, como o Peixada da Marinete. Em breve, todos serão roteiros bem legais no meu blog.

Mesmo com chuva, Porto de Pedras é lindo, e mergulhar no final da tarde com o sol tímido é meu melhor programa… o mar parece só nosso.

Liza e amor primeira vista também Porto de Pedras

Liza e Didier, amor primeira vista também em Porto de Pedras

Rota Pousada Villages

Cinco bangalôs para casais

Rua da praia, sem número, Praia de Lages (sítio dos Lages) – Porto de Pedras (litoral norte de Alagoas)

Telefones: 9801.4400 e 3298.6580

Aceita cartão de crédito



 

Postado às 12:20, Nide Lins 4 comentários postado em Geral |
25/02/2015

Lanches cult, coloridos e saborosos

Beija Flor, uma lanchonete bem cult em Porto de Pedras tem ótimos  sanduíches como o de frango

Beija Flor, uma lanchonete bem cult em Porto de Pedras tem ótimos sanduíches como o de frango

“Não se admire se um dia/Um beija-flor invadir/A porta da tua casa/Te der um beijo e partir/Fui eu que mandei o beijo…”. Beija-Flor nos remete à letra de Geraldo Azevedo “AI QUE SAUDADE D’OCÊ”, canção dos eternos apaixonados. Já “Beijando a Flora”, de Alceu Valença, nos leva ao frevo das ruas do Recife: “Sou beija-flor/Beija-flor beijando a flora/Sou beija-flor/Dou um beijo e vou embora…”.

Beija-flor traz lembranças de amor, alegria, cores, mas, na cidade de Porto de Pedras (Litoral Norte de Alagoas), a ave é nome da lanchonete mais charmosa, cult e cheia de estilo no centro da cidade.

No Beija Flor tudo é diferente ,mas com harmonia e muitas cores, um convite a comilhança

No Beija Flor tudo é diferente ,mas com harmonia e muitas cores, um convite a comilança

Estilo até mesmo na hora de comer, pois os sanduíches são batizados com nomes das cidades da região. O de Porto de Pedras é feito com pão de hambúrguer fofinho, recheado com a sobrecoxa de frango (desfiada) cozida no molho de legumes triturados, tomate e alface.

O arremate é o queijo mozzarella derretido e polvilhado com chia. Bonito e bom, o destaque é o tempero da carne de frango.

Pão australiano da Padaria Padoca, leve e saboroso

Pão australiano da Padaria Padoca, leve e saboroso

Outra estrela do Beija Flor é o sanduba São Miguel dos Milagres: servido no saboroso pão australiano com recheio de salmão defumado, cream cheese, cebola caramelizada, alface e tomate. Uma versão oriental.

Os pães da casa são da padaria Padoca, da chef Walgra Mello, que também deu assessoria na elaboração do cardápio e treinamento à equipe da casa de lanchonete mais incrementada do Litoral Norte de Alagoas.

Na casa Beija Flor na sala não existe parede e a decoração é cult

Na casa Beija Flor na sala não existe parede e a decoração é cult

Beija Flor é o sonho da arquiteta Amália Abreu, que transformou sua casa numa enorme sala com vários estilos de mobiliário, do tradicional ao cult. A decoração é supercolorida com telas dos artistas plásticos Maria Amélia, Dalton e Maria João. No ambiente, nada combina e, ao mesmo tempo, é harmonioso ao olhar, um convite para chegar, sentar no sofá e saborear lanches criativos.

“Sempre gostei de cozinhar. Minha avó adorava receber a família e amigos com verdadeiras festas gastronômicas. E Beija Flor tem este conceito de receber os turistas e alagoanos com festa e cores de sabores”, diz Amália Abreu.

Amália não fez curso de Gastronomia, mas tem talento na cozinha. Coleciona livros de receitas e sempre adorou criar comidas. E com auxílio luxuoso da chef Walgra Mello, o Beija Flor alçou voos saborosos.

Veja mais dicas do Beija Flor:

Saladas. A casa também tem receitas leves, a exemplo da salada violeta: mix de folhas verdes, polvo grelhado, azeitonas e batatas sautées. O polvo macio é temperado no sal, alho e salsinha, cozido e depois grelhado no azeite. O fruto do mar de textura macia é acompanhado de batatas, forrando bem o estômago, além, claro, de ótimo paladar. Para escoltar a salada, o molho de mostarda dijon e vinagre de vinho branco.

Saladas. A casa também tem receitas leves, a exemplo da salada violeta: mix de folhas verdes, polvo grelhado, azeitonas e batatas sautées. O polvo macio é temperado no sal, alho e salsinha, cozido e depois grelhado no azeite. O fruto do mar de textura macia é acompanhado de batatas, forrando bem o estômago, além, claro, de ótimo paladar. Para escoltar a salada, o molho de mostarda dijon e vinagre de vinho branco.

 

Para quem deseja uma receita mais substanciosa, tem penne com carne de hambúrguer (artesanal) picada ao molho de tomate. Uma tentação irresistível

Gula sagrada – Para quem deseja uma receita mais substanciosa, tem penne com carne de hambúrguer (artesanal) picada ao molho de tomate. Uma tentação irresistível

O mousse de chocolate é uma receita da mãe da Aalia, dona Emília.

Doce pecado: O mousse de chocolate é uma receita da mãe da Amália, dona Emília.

Para beber, tem cervejas e refrigerantes, mas as estrelas são os sucos da própria fruta servidos em copos de azeitona. Amália é uma alagoana bem casada com o meio ambiente - recicla tudo que pode -, e da paixão pelos pássaros nasceu o Beija Flor, uma casa branca, de janelas e portas azuis abertas às novas experiências gastronômicas nas mesas e nos sofás.

Para beber, tem cervejas e refrigerantes, mas as estrelas são os sucos da própria fruta servidos em copos de azeitona. Amália é uma alagoana bem casada com o meio ambiente – recicla tudo que pode -, e da paixão pelos pássaros nasceu o Beija Flor, uma casa branca, de janelas e portas azuis abertas às novas experiências gastronômicas nas mesas e nos sofás.

Nos próximos posts, vou publicar mais dicas de pousadas e espaços da gastronômicos de Porto de Pedras, comandados por mulheres empreendedoras. Sigam!

beija flor 4

Rota do Beija Flor

Povoado do Lages, 599 – Porto de Pedras

Preços a partir de R$ 18,00 (sanduíches) e R$ 23,00 (saladas).

Funcionamento de sexta a domingo, das 16h às 22h.

Não aceita cartão, porque em Porto de Pedras sinal de operadoras é inexistente.

Telefone:9165.0047 e 9131.5756

Postado às 11:24, Nide Lins 5 comentários postado em Chef na Cozinha, Geral |
23/02/2015

Nos botecos, as lembranças. Um brinde ao amigo Rodrigo Gomes

rodrigo montagem

As mesas de botecos não se resumem às comidinhas caseiras, de mãe…Também não se abreviam nos chopes gelados, nas caipiroscas de frutas, ou simplesmente nas doses de pinga. É muito além. Tem o sabor da felicidade, do amor, do choro, do beijo – quase um confessionário. Mas, o ingrediente principal é a amizade. Bem temperada e para sempre!

E para sempre será a minha boa lembrança do estudante de direito da Ufal Rodrigo Gomes, meu fiel seguidor do blog. De sorriso aberto e franco, que no auge da juventude nos deixou num mergulho do Rio São Francisco, em plena terça-feira de carnaval. Conheci Rodrigo através da minha sobrinha, Júlia Normande, durante uma reportagem com o churrasco do Seu Ferreira. Júlia disse que alguns amigos do Centro Acadêmico da faculdade de direito queriam ver como eram feitas as reportagens para o blog, e Rodrigo, o mais entusiasmado, participou da experiência jornalista e degustativa.

Chamou-me a atenção a solidariedade do jovem estudante, em distribuir sorrisos sinceros e exalar gentilezas. Assim ficamos amigos – numa mesa de bar. Convivi pouco, mas o suficiente para escrever: “os jovens não deveriam morrer”. Em homenagem ao jovem sonhador, escrevo este post sobre os lugares que ele amava jogar conversa fora – as mesas de bar.

Colocarei aqui os quatro lugares que o estudante mais curtiu através da leitura do meu blog. Agora, olho para o céu e imagino nuvens de sorrisos do Rodrigo, sua marca registrada, seguindo a gente, nossa estrela.

Santo Eduardo - A carne mais famosa do Ferreira é a de boi maturada. Ela vem bem escura por conta da fumaça do carvão, mas no primeiro corte percebe-se a sua maciez. Para acompanhar o churrasco, o prato vem com macaxeira cozida, vinagrete, farofa e manteiga de garrafa.  Bar do Ferreira -Funciona de segunda a sábado das 17h30 às 23h - Rua Cel. Adalto Gomes Barbosa, 595 – Conjunto Santo Eduardo, Poço – Telefone: 9121.2149 - Não aceita cartão.

Seu Ferreira – A carne mais famosa do Ferreira é a de boi maturada. Ela vem bem escura por conta da fumaça do carvão, mas no primeiro corte percebe-se a sua maciez. Para acompanhar o churrasco, o prato vem com macaxeira cozida, vinagrete, farofa e manteiga de garrafa.
Bar do Ferreira – Rua Cel. Adalto Gomes Barbosa, 595 – Conjunto Santo Eduardo, Poço – Telefone: 9121.2149

Peixada para almoço é de primeira; farta, vem com pirão, arroz e duas postas de peixe arabaiana, no valor de R$ 28,00.

Rogildo – O pirão feito com leite de coco natural e com caldo do peixe arabaiana… Como disse o mestre pernambucano Gilberto Freyre: “O pirão é a gloria do Brasil”, eu declaro que o preparado pela Silvia, no Bar do Rogildo, é a “Gloria Alagoana”. Já “Camarão do Rogildo é o tal em Bebedouro continua o rei do lugar.

Sucesso do Boteco do Tonho: costela de porco com feijão caseiro, farofa de ovos, vinagrete e arroz

Tonho – Uma das paixões do Rodrigo foi o Boteco do Tonho e sua famosa costelinha de porco, uma obra de arte, bronzeada do forno e coroada com o sal, só de olhar dá água na boca. Esta é uma das pérolas do Boteco do Tonho. Rua Manoel Lourenço, 248, Ponta Grossa (na mesma rua do famoso Bar do Pelado).  Telefone: 3221-6209

Bar “KebraKama” se escreve assim mesmo com a grafia errada, em vez de Quebra Cama, e motivo de usar a letra “K” é apenas questão de marketing. KebraKama (osso do patinho cozido com feijão) é um dos melhores petisco de Santo Eduardo. O segredo do tempero da chef  Helena é a simplicidade que deixa o feijão super cremoso, e a carne (na foto parece gordura) mas na realidade é a cartilagem do osso que de tão macia, derrete no céu da boca. Rua José Pinto de Barros, 298 – Conjunto Santo Eduardo, Poço – Telefone: 3357.4291

Bar “KebraKama” se escreve assim mesmo com a grafia errada, em vez de Quebra Cama, e motivo de usar a letra “K” é apenas questão de marketing. KebraKama (osso do patinho cozido com feijão) é um dos melhores petisco de Santo Eduardo. O segredo do tempero da chef  Helena é a simplicidade que deixa o feijão super cremoso, e a carne (na foto parece gordura) mas na realidade é a cartilagem do osso que de tão macia, derrete no céu da boca. Rua José Pinto de Barros, 298 – Conjunto Santo Eduardo, Poço – Telefone: 3357.4291

 

Postado às 12:26, Nide Lins 10 comentários postado em Geral |
18/02/2015

Sabor peruano no Jatiúca

 

No Hotel Jatiúca: polvo al olivo, um manjar dos deuses incas preparado pelo chef Rick, herdeiro do talento da mãe Simone Bert

Jatiúca: polvo al olivo, manjar dos deuses incas preparado pelo chef Rick, herdeiro do talento da mãe Simone Bert

Lâminas delicadas de polvo envolvidas no molho de azeite com alcaparras picadinhas, rodelas de cebola roxa e maionese de azeitona preta. É de comer rezando para os deuses incas; afinal, essa receita é uma tradição do restaurante Wanchako, criada pela nossa chef alagoana Simone Bert. Sou fã declarada do “polvo al olivo”. A iguaria traz harmonia de temperos, textura leve e sabor marcante: referência da Simone.

Quem prepara bem o polvo al olivo é o mais novo chef da cozinha do Wanchako: Rick Bert. Herdeiro do talento culinário da mãe, Simone, agora, o bom rapaz comanda as panelas do restaurante, que ganhou mais um endereço, dessa vez, no hotel Jatiúca. É como dizem: “filho de peixe, peixinho é”, pois o nosso chef surfista manda bem, conservando as comidinhas peruanas com os mesmos padrão e sabor. De mãe para filho, a perfeição na cozinha.

Nova geração da gastronomia alagoana, Rick Bert. Literalmente nasceu na cozinha do Wanchako

Nova geração da gastronomia alagoana, Rick Bert. Literalmente ele nasceu na cozinha do Wanchako

Rick Bert diz brincando: “Fui feito na cozinha do Wanchako”. O nosso chef, literalmente, cresceu nos aromas peruanos. Além do talento herdado da mãe, ele estudou Gastronomia na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, e no Le Cordon Bleu Peru, atualmente especialista no cebiche.

Mas na cozinha da Simone tem o tempero alagoano dos pescados, dos camarões da praia do Peba, do coentro… No Wanchako do hotel Jatiúca, são sete entradas, sete pratos principais e sobremesas. Delas, fiz a seleção das delícias do melhor peruano no Brasil.

Curtidos no limão – Os cebiches (pescados marinados no limão) são os mais queridos do restaurante. O batizado de Nazca é uma mistura de peixe, polvo e camarão, que vem escoltada por batata-doce, pimenta aji, caldo de limão, azeite, gengibre, milho e molho shoyu. Mais que perfeito! O marcante é a qualidade dos pescados, com cortes delicados, e, especialmente, o equilíbrio da acidez primorosa. Uma viagem ao Peru.

Curtidos no limão – Os cebiches (pescados marinados no limão) são os mais queridos do restaurante. O batizado de Nazca é uma mistura de peixe, polvo e camarão, que vem escoltada por batata-doce, pimenta aji, caldo de limão, azeite, gengibre, milho e molho shoyu. Mais que perfeito! O marcante é a qualidade dos pescados, com cortes delicados, e, especialmente, o equilíbrio da acidez primorosa. Uma viagem ao Peru.

Lagosta encantada – Molho de ostra, azeite e batata na maionese celebram a lagosta (grande) e belos exemplares de camarões na manteiga com shitake. Se a lagosta já tem seu reinado garantido nos mares, no Wanchako é um deus inca. Como se diz, come-se com olhar. Criação da chef Simone, tem sabor forte e inesquecível.

Lagosta encantada – Molho de ostra, azeite e batata na maionese celebram a lagosta (grande) e belos exemplares de camarões na manteiga com shitake. Se a lagosta já tem seu reinado garantido nos mares, no Wanchako é um deus inca. Como se diz, come-se com olhar. Criação da chef Simone, tem sabor forte e inesquecível.

Brasileiro – Desde que a chef Simone e seu marido, Luiz, inauguraram o Wanchako, o Arroz Don Manuel não muda e arremata bocas e corações. E tem mais: nada de arroz italiano arbóreo! Don Manuel é com arroz comum, o nosso brasileiro. Na mistura dos grãos, tem o polvo e o camarão, uma maravilha de sabor e de textura, tanto que nunca sai de moda.

Brasileiro – Desde que a chef Simone e seu marido, Luiz, inauguraram o Wanchako, o Arroz Don Manuel não muda e arremata bocas e corações. E tem mais: nada de arroz italiano arbóreo! Don Manuel é com arroz comum, o nosso brasileiro. Na mistura dos grãos, tem o polvo e o camarão, uma maravilha de sabor e de textura, tanto que nunca sai de moda.

Eterno crioulo – É impossível ir ao Wanchako e não se esbaldar com as torradinhas de pão crioulo assado no forno com queijo, acompanhadas de manteiga com ervas e pimenta aji (peruana) para escoltar. Um pecado! Minha dica é produzir a manteiga e as torradas e coloca-las à venda.

Eterno crioulo – É impossível ir ao Wanchako e não se esbaldar com as torradinhas de pão crioulo assado no forno com queijo, acompanhadas de manteiga com ervas e pimenta aji (peruana) para escoltar. Um pecado! Minha dica é produzir a manteiga e as torradas e coloca-las à venda.

Chia e morango – Dos doces que encantam no Wanchako, há uma novidade: o “Dulce de Larcomar”, uma criação de lana Schvartz (a bem-amada de Rick). A receita é leve, uma combinação de frutas vermelhas e o grão chia, que dá uma consistência gelatinosa. Adorei porque não é adocicado. Para os fãs de doce, tem suspiro limeño (creme de ovos com suspiro de vinho do Porto).

Chia e morango – Dos doces que encantam no Wanchako, há uma novidade: o “Dulce de Larcomar”, uma criação de Ilana Schvartz (a bem-amada de Rick). A receita é leve, uma combinação de frutas vermelhas e o grão chia, que dá uma consistência gelatinosa. Adorei porque não é adocicado. Para os fãs de doce, tem suspiro limeño (creme de ovos com suspiro de vinho do Porto).

Resumindo, o Wanchako, nosso melhor peruano no Brasil, que já era bom, ficou bem melhor no hotel Jatiúca, um lugar lindo para um jantarzinho a dois, encontrar amigos ou reunir a família no almoço de sábado.

Bom também é saber que o Wanchako tem um legítimo herdeiro: Rick Bert, menino do mar de Maceió e suas tatuagens.

Hotel jatiúca com o charme e sabor do Peru

Hotel jatiúca com o charme e sabor do Peru

Rota Wanchako- Hotel Jatiúca

Restaurante Alagoas by Wanchako- Funcionamento:de segunda à sexta das 18h às 23h e aos sábados das 12h às 15h e das 18h às 23h- Rua Dr. Mario Nunes Vieira, 220 – Mangabeiras -Informações e reservas: Fone: (82) 2122-2000

Preços: entrada a partir de R$ 54,00/ prato principal a partir de R$ 57,00 – Aceita cartão

Postado às 22:36, Nide Lins 2 comentários postado em Chef na Cozinha, Gastronomia |
04/02/2015

Cozinha do amor, a proposta de Débora

 

Aprovado: sanduíche com pão e queijo sem glúten e a grata surpresa é o molho de banana verd

Aprovado: sanduíche com pão e queijo sem glúten e a grata surpresa é o molho de banana verd

Débora Tigre, pernambucana, não é chef, mas quando descobriu que o marido, Sergio Miranda, tem intolerância a glúten (doença celíaca), em nome do amor mudou o rumo profissional de sua vida. Abandonou a administração para dedicar-se à cozinha sem glúten e sem lactose. A nova tendência gastronômica saudável – e o grande desafio – é fazer receitas saborosas sem o trigo e sem leite e seus derivados.

Assim, surgiu Sans Gluten (sem acento; nome em francês), um empreendimento pequeno e charmoso. A essência da nova casa alagoana é o sabor das iguarias sem a magia da farinha de trigo. O Sans Gluten é uma cozinha 100% especializada para os celíacos e o para quem tem intolerância a lactose, e com direito a bolos e brigadeiros.

 

Prato do dia sem glúten e nem lactose, quiche de queijo com brócolis e salada

Prato do dia sem glúten e sem lactose, quiche de queijo com brócolis e salada

O glúten é uma proteína presente no trigo, cevada, centeio, aveia e malte, cereais muito utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas, cosméticos, entre outros. O glúten é usado para dar consistência, elasticidade e leveza à massa dos alimentos (em geral, bolos, bolachas, pães e pizzas).

O estrelado do Sans Gluten fica por conta dos pães. Não têm a maciez, mas são ótimos, e matam o desejo de comer o alimento sagrado: o pão.

 

Destaque: pães sem glúten e nem lactose

Destaque: pães sem glúten e nem lactose

Para substituir o trigo, nossa mestra ou chef, afinal Débora, cozinha bem; ela utiliza várias farinhas: grão de bico, trigo sarraceno, fécula, polvilho, arroz, linhaça, flocos de quinoa, proteína de arroz e fibra de maçã.

Na padaria, são produzidos os pães ciabatta, bola, low carb, de abóbora com chia, de ervas e chia, australiano, focaccia e de sementes. Minha paixão foi para o australiano e o ciabatta. “A cozinha sem glúten é muito exata na medida; não pode ter erro”, conta Débora Tigre.

O cardápio do Sans Gluten é amplo. Para almoçar, tem o prato do dia, saladas, quiches (sempre com sabores diferentes), risoto ou massa, a exemplo do espaguete ao molho de tomate com filé fatiado.

Débora Tigre, mestra da cozinha sem glúten e sem lactose

Débora Tigre, mestra da cozinha sem glúten e sem lactose

A quiche (massa fina à base de quinoa, grão de bico e arroz) com o recheio cremoso de tomate seco, queijo e salmão caiu nas minhas graças. Bem como a coxinha de galinha.

Os sandubas merecem atenção. O americano é o queridinho (pão bola, hambúrguer, mussarela sem lactose, bacon, alface e maionese caseira).

Ênfase para o sanduíche com o australiano (pão australiano, filé em tiras e cebolas caramelizadas). A grata surpresa é o molho picante de biomassa (preparado com banana-verde) com azeite e chili (pimenta). Não deixa nada a desejar aos molhos tradicionais.

As pizzas são preparadas com a farinha de batata-doce com recheios tradicionais de mussarela, calabresa, berinjela e tem a vegana (queijo, berinjela, abobrinha, cereja e manjericão). A massa é fina e o molho de tomate fresco não tem acidez.

Os sucos são das próprias frutas da estação. Tem o famoso detox (à base de couve e abacaxi) e o smoothie, feito com banana e frutas amarelas (laranja, melão, mamão e pêssego); o doce natural da banana dá cremosidade e dispensa o açúcar.

 

Dedicação – Débora Tigre não é chef, mas, para aperfeiçoar os quitutes, fez vários cursos em São Paulo, como o de padaria sem glúten e sem lactose. Também estuda e pesquisa sobre a cozinha francesa tradicional, que, por exemplo, não utiliza leite condensado e outras técnicas para dar sabor às receitas.

A cozinha de Débora tem como base produtos orgânicos (embora a oferta de hortaliças e legumes no estado ainda seja pequena), pouco sal, os açúcares orgânicos ou demerara, azeite, ervas e nada de frituras.

Sempre afirmo que a feijoada é um belo exemplar sem glúten e lactose. Mas, brincadeira à parte, dedico as minhas palavras para quem segue a dieta sem glúten e sem lactose.

Rota Sans Gluten

Preços dos pães – R$ 3,60/ Almoço a partir de R$ 24,00/ Sanduíches a partir de R$ 16,00

Sans Gluten – Rua Desp. Humberto Guimarães, 541-A Ponta Verde
Aceita cartão- 082 9317-9966

Funciona de terça a sábado, das 9 até as 21horas e nos domingos das 8 até 12horas (com café da manhã)

 

 

Postado às 14:56, Nide Lins 13 comentários postado em Chef na Cozinha, Gastronomia |
28/01/2015

Tonho legal

Sucesso do Boteco do Tonho: costela de porco com feijão caseiro, farofa de ovos, vinagrete e arroz

Sucesso do Boteco do Tonho: costela de porco com feijão caseiro, farofa de ovos, vinagrete e arroz

Sempre que posso, viajo até o Boteco do Tonho, na Ponta Grossa, para matar o desejo de saborear a costela de porco escoltada por feijão caseiro, arroz, vinagrete e farofinha de ovo. Sempre com mesmo padrão de qualidade, de tão macia desfia com garfo, dispensa a faca, e o sal em harmonia. O feijão bem brasileiro, o caldo encorpado, pedaços de charque, quiabo e couve. Para finalizar, a farofinha de ovo. Verdadeira obra-prima da gastronomia alagoana. A boa novidade é que o Tonho agora é legal, aceita cartão de débito e de crédito. E, com o apoio da família, abre aos domingos.

O Boteco do Tonho é Microempreendedor Individual (MEI). Quem dizia que não frequentava o boteco porque não aceitava cartão, vai ter que arrumar outra desculpa e se render aos prazeres da mesa. E como nosso Tonho (Antonio Santana) adora criar, ele inventou o enrolado alagoano, uma saborosa trama com queijo, presunto de peru, cabelo de anjo (macarrão) e o recheio pode ser de camarão ou de carne moída com linguiça. Para finalizar, o molho de tomate. Aprovadíssimo!

Novidades: enrolado alagoano, o novo petisco de queijo, presunto, camarão, cabelo de anjo e molho de tomate

Novidades: enrolado alagoano, o novo petisco de queijo, presunto, camarão, cabelo de anjo e molho de tomate

Já os clássicos caldinho de camarão ao coco com maxixe e a hóstia (rodelas crocantes de queijo parmesão) continuam muito bem cotados no mercado de botecos.

Caldinho de camarão ao coco com maxixe

Caldinho de camarão ao coco com maxixe e com ovo de codorna

Livro – O Boteco do Tonho está entre os 30 estabelecimentos do meu livro “Guia da Gastronomia Popular”, e fiquei feliz em saber pela Vanessa Fagá, do Sebrae, que o livro, além de indicar os caminhos da boa gastronomia, também será ponto de partida para o Sebrae convidar os empreendimentos a sair da informalidade e se transformarem em microempreendedores individuais.

“Estes estabelecimentos são importantes para o cenário gastronômico da nossa cidade. Já estão sendo muito bem divulgados através do Guia da Gastronomia Popular, e queremos apresentar a eles as vantagens da formalização, da participação nos projetos de atendimento do Sebrae, para que o serviço oferecido por eles seja cada vez mais qualificado, e que seus empresários possam ser melhores gestores e crescer como empresas”, argumenta Vanessa.

Tonho e sua filha Daniela no comando do Boteco que virou Microempreendedor Individual

Tonho e sua filha Danielle Guimarães, saíram da informalidade e são microempreendedores

Então, vai uma dica pra quem sonha em ser legal: o Sebrae (www.al.sebrae.com.br)  oferece gratuitamente orientação e consultoria de atendimento, seja presencial ou pela webcam, com agendamento on-line. É só ir lá.

O Boteco do Tonho é um case de sucesso do meu blog. Não tinha nome, não aceitava cartão e só vendia, em média, cinco costelas por dia e sempre sobrava. Depois da revelação no meu blog do site do TNH1, são consumidas em torno de 40 costela ao dia, e às vezes falta. Em 2012, eram quatro mesas; atualmente, 30.

Boteco do Tonho é um empreendimento familiar e todos estão presentes no dia a dia do empreendimento. Tonho está feliz com o título de microempreendedor individual. O nosso chef da Ponta Grossa conta que sua clientela aumentou e pode vender mais porque tem nota fiscal.

Clássico: hóstia (rodelas crocantes de queijo parmesão) 

Clássico: hóstia (rodelas crocantes de queijo parmesão)

Tonho legal, mas com alma de boteco: lugar simples, com ventilador, bebidas decorando o ambiente, frases… O luxo é a comida bem alagoana e brasileira, daquelas que deixam saudades.

Curiosidade: a primeira postagem do Tonho no meu blog foi em 25 de outubro de 2012. E embora jornalista da velha-guarda, cometi um erro: publiquei um número de telefone errado. Disseram-me que quase enfartei uma senhora. Ele não aguentava mais informar que na casa dela não tinha a costela do Tonho.

Não sei quantas pessoas ligaram para esta senhora (mil perdões!), mas foram 4.833 acessos ao post do Tonho.

Enrolado alagoano, com recheio de carne e linguiça

Enrolado alagoano, com recheio de carne e linguiça

Rota Boteco do Tonho

De segunda a domingo, das 11 às 16 horas – Aceita cartões

Preço da costela para almoço – R$ 17,00

Rua Manoel Lourenço, 248, Ponta Grossa (na mesma rua do famoso Bar do Pelado)

Telefone: 3221-6209

Postado às 7:37, Nide Lins 21 comentários postado em Cozinha Popular, Gastronomia |
26/01/2015

Os caminhos dos famosos botecos

Miolo de alcatra com fava e cuscuz de massa puba. Encomende o seu, a iguaria é 10

Clovis no Aldebaran: miolo de alcatra com fava e cuscuz de massa puba

“Bom Dia! Nide, estou procurando faz três horas e não encontrei(risos) um post que você colocou sobre uns restaurantes, botecos no Tabuleiro, e não localizo. Estou indo a Maceió com minha família e gostaria de conhecer. Você poderia enviar? Muito obrigada. Um abraço”.

O recado pelo facebook é da alagoana De Lima Ruf Cida, que mora na Suíça e vem de férias para Maceió, já sonhando com os sabores e aromas da terra natal. Como no meu blog ainda não tem cardápio separando por categorias, fica difícil encontrar botecos, pousadas, lanches, receitas … O meu livro “Guia da Gastronomia Popular Alagoana” também esgotou. Aproveitando a solicitação da alagoana lá na Suíça, publico três dias de botecos na parte alta da cidade: Bar do Suruagy, Feijoada da Maria Gorda e restaurante do Clóvis.

Perfeito: fava cozida apenas na água e sal é polvilhada com coentro

No Bar do Suruagy: fava cozida apenas na água e sal é polvilhada com coentro

Fava – Na movimentada Via Expressa, da Serraria, uma fachada amarela com letras garrafais anuncia: Bar do Suruagy. Não é do ex-governador do Estado. Apesar do nome peculiar, é na cozinha do modesto empreendimento que estão as estrelas: fava, carneiro e galinha guisada ou galinha cabidela, tudo do melhor estilo com tempero caseiro e sabor tradicional.

A fava com galinha é uma comida típica da cidade alagoana de Belém, que o Francisco José Leandro, o famoso Suruagy, trouxe há 27 anos para o seu bar em Maceió.

A fava vem da cidade de Maribondo, e de quinta a sábado, são produzidos 25 quilos para o consumo dos fieis fãs dos guisados com o grão. A fava, de sabor mais apurado, é apenas temperada com sal e polvilhada com coentro picado. Para escoltar tem carneiro e galinha guisada. Nota 10

Fava, carneiro, galinha, arroz, salada e farofa de cuscuz são os sucessos de 27 anos do Bar do Suruagy

Fava, carneiro, galinha, arroz, salada e farofa de cuscuz são os sucessos de 27 anos do Bar do Suruagy

Bar do Suruagy -Via Expressa, na Serraria, próximo ao Eco Park -Não aceita cartões, apenas dinheiro ou cheque. Telefone: 82 9313.5421

 

Feijoada da Maria Gorda, com 16 anos de sucesso, tem fartura de charque, e até banana da terra e batata doce

Feijoada da Maria Gorda, com mais 16 anos de sucesso, tem até banana da terra e batata doce

Feijoada – Maria Gorda é Maria dos Santos Cavalcante, que aprendeu sozinha a arte de cozinhar. É a famosa Maria Gorda que faz a melhor feijoada do Tabuleiro. No prato mais brasileiro tem duas coisas interessantes: ela acrescentou no feijão preto a banana da terra e a batata doce, uma criação da própria Maria.

A preparação começa à noite. Primeiro, ela cozinha o mocotó por três horas; em seguida, adiciona o charque e o feijão, e no dia seguinte acrescenta os legumes, temperos e outras carnes. Detalhe importante: nunca sobra feijoada de um dia para o outro. Na feijoada da Maria Gorda tem bacon, linguiça, mocotó de boi, bucho, tripa, batata doce, banana terra, couve em fios e feijão preto.

Feijoada da Maria Gorda -Travessa Edgar Barros Monteiro, 120 – Santos Dumond – Telefone: 3354.1649 -Funciona de domingo a domingo, das 11 até as 15h30 – Não aceita cartão/ Como chegar: Na Avenida Lourival de Melo Mota (BR-104), sentido Ufal-Centro, entra na primeira rua à direita após a passarela da universidade (em frente à entrada do Hospital Universitário).

 

Bife da Vovó é perfeito, verdadeira comida de mãe, feita com capricho pela Rosa, mais uma dama da gastronomia alagoana

No restaurante do Clóvis: bife da Vovó é perfeito, verdadeira comida de mãe, feita com capricho pela Rosa, mais uma dama da gastronomia alagoana na parte alta da cidade

Especialista em carne – Não tem placa e nem nome, mas muito carros estacionados depois do condomínio Aldebaran, o que anuncia que estamos no caminho certo do restaurante do Clovis,no fundo casa, exatamente no quintal. Em vez de plantas, o lugar é da boa gastronomia brasileira, do tempero caseiro do tão badalado Clovis e sua Rosa.

Os bifes de patinho mergulhados no molho caseiro da própria carne com tiras de pimentão, tomate e cebola é a boa lembrança de comida de vó, de mãe. Bifes macios e deliciosos, que na opção petisco vêm com uma farofinha…

Pernil de cordeiro, outro belo exemplar de comida de forno. Carne macia e tempero na medida

Pernil de cordeiro, outro belo exemplar de comida de forno. Carne macia e tempero na medida

Do pernil de cordeiro assado no forno, perfeito, só sobrou o osso. Para comer no restaurante do Clovis tem que ser em grupo, porque suas porções são fartas, são para três ou quatro pessoas.

Restaurante do Clovis – Rua Empresário Humberto Antonio Omena, n. 163 – telefone: 9318.6347 – Aceita cartões / Como chegar -Após a padaria do condomínio Aldebaran, é só seguir em frente depois da Pizzaria Massayó.

 

 

 

Postado às 10:04, Nide Lins 4 comentários postado em Cozinha Popular, Gastronomia |
21/01/2015

Tem cordeiro chique na Jatiúca

O cordeiro macio é pra lá de saboroso, passa por oito horas em cozimento no vinho, tudo para desmanchar no céu da boca. Para escoltar a carne tem o couscous (sêmola de trigo)

Alphazema: cordeiro é um dos pratos mais famosos da casa. A carne passa por oito horas em cozimento no vinho. Para escoltar a carne tem o couscous marroquino, legumes e a manteiga de ervas

Era um dia 7 de setembro, na ensolarada praia de Maceió, e o mar estava naqueles dias de azul glorioso fisgando o coração do paulista João Carlos Diogo. E assim, mais uma vez, o nosso mar conquistou Diogo e sua amada Paula Moraes a a viver e empreender na capital alagoana. Pensaram até em abrir uma pizzaria, mas ainda bem que a ideia literalmente acabou em pizza. O casal apostou na cozinha mediterrânea e já estreou o Alphazema Restaurante e Cafeteria, com aplausos para o Cordeiro Braseado e as Conchas de siri, criações do chef Pablo Carvalho.

Chef Pablo Carvalho formado na Le Cordon Bleu  cozinha mediterrânea, considerada uma das dietas mais

Cozinha mediterrânea: chef Pablo Carvalho formado na Le Cordon Bleu comanda as panelas do Alphazema

O cordeiro macio é pra lá de saboroso, passa por oito horas em cozimento no vinho, tudo para desmanchar no céu da boca. Para escoltar a carne tem o couscous (sêmola de trigo) marroquino, leve e molhadinho, lembra uma delicada farofinha. Das viagens do Chef Pablo por 55 cidades, em 25 países, e o diploma na famosa escola francesa Le Cordon Bleu (gastronomia e hotelaria), nasceu o capricho da cozinha mediterrânea, considerada uma das dietas mais saudáveis, à base de azeites, frutos do mar, legumes frescos e nada de fritura. Sem mais delongas vamos viajar pela cozinha do Alphazema, dos paulistanos Diogo, Paula e Pablo.

 Siri? Tem sim senhor – Da nossa lagoa Manguaba, o  siri é bem apreciado no leite de coco. Graças à criatividade do chef, ele deixou a casquinha e ganhou uma versão nas conchinhas com molho de tomate pelado italiano.  Na receita, o molusco mantém-se fiel ao leite e fica elegante com azeite e páprica. As conchas com o molho bolonhesa merecem atenção pela qualidade do molho de tomate.

Siri? Tem sim senhor – Da nossa lagoa Manguaba, o  siri é bem apreciado no leite de coco. Graças à criatividade do chef, ele deixou a casquinha e ganhou uma versão nas conchinhas com molho de tomate pelado italiano.  Na receita, o molusco mantém-se fiel ao leite e fica elegante com azeite e páprica. As conchas com o molho bolonhesa merecem atenção pela qualidade do molho de tomate.

Manteiga de vinho – Surpreendente é a carne contra-filé, ao ponto e suculenta, coroada com manteiga de vinho e ervas. Para acompanhar tem batata aos murros. Literalmente, o legume leva alguns socos do chef, tudo em nome do sabor. Ela abre e recebe azeite aromatizado no alho e alecrim, e o famoso ratatouille (refogado de legumes).

Manteiga de vinho – Surpreendente é a carne entrecot (filé de costela), ao ponto e suculenta, coroada com manteiga de vinho e ervas. Para acompanhar tem batata aos murros. Literalmente, o legume leva alguns socos do chef, tudo em nome do sabor. Ela abre e recebe azeite aromatizado no alho e alecrim, e o famoso ratatouille (refogado de legumes).

Cabra – Para enriquecer o paladar, aposte na Bruschetta Mediterrânea. O chef Pablo promoveu uma mistura exótica: queijo de cabra, mel, damasco, hortelã e azeitona no pão italiano. É uma entrada, ou melhor, um ótimo começo no restaurante Alphazema.

Cabra – Para enriquecer o paladar, aposte na Bruschetta Mediterrânea. O chef Pablo promoveu uma mistura exótica: queijo de cabra, mel, damasco, hortelã e azeitona no pão italiano. É uma entrada, ou melhor, um ótimo começo no restaurante Alphazema.

Resumo: Alphazema tem a cozinha caprichada  e elegante nos sabores. Culinária mediterrânea bem apresentada pelo chef Pablo.

Diogo e Paula, apaixonados por Maceió, investiram em novos sabores no Alphazema

Diogo e Paula, apaixonados por Maceió, investiram em novos sabores no Alphazema

O tiramisù é uma sobremesa tipicamente italiana, que consiste em camadas de pão de ló embebidas em café, entremeadas por um creme à base de queijo mascarpone e polvilhadas com cacau em pó. O próprio chef Pablo faz o queijo mascarpone, faz toda diferença

Tiramisù, sobremesa tipicamente italiana, que consiste em camadas de pão de ló embebidas em café, entremeadas por um creme à base de queijo mascarpone e polvilhadas com cacau em pó. O próprio chef Pablo faz o queijo mascarpone, faz toda diferença

Rota Alphazema – Restaurante e Cafeteria

Entradas a partir de R$ 17,60 / frutos do mar a partir de R$ 59,70/ carnes a partir de R$65,60 – Pratos para uma pessoa, duas e a paella pra três

Funciona de segunda a sábado, das 18h30 até 23h – Aceita cartão

Rua José Luiz Calazans, 31, Jatiuca – Telefone: 3435.9885 (referência hotel Marinas)

Postado às 7:51, Nide Lins 6 comentários postado em Chef na Cozinha, Gastronomia |
19/01/2015

Peixe com mingaupitinga, obra prima da mandioca

Almoço alagoano: miguapitinga, feito da massapuba com filé de peixe no Sur

Almoço executivo: mingaupitinga, feito da massapuba com filé de peixe no Sur nas sextas-feira e domingo

Peixe serigado alto, apenas no sal, ervilhas e alcaparras. Para escoltar o pescado, o famoso “mingaupitinga”, uma iguaria feita com a massa puba, leite de coco e leite de gado. A receita, uma tradição das Irmãs Rocha Engenho Varrela (São Miguel dos Campos), está no livro “Delícias da Cozinha Alagoana” que ganhou uma nova edição no ano passado. Pois bem, este mingau, de cor branca, adocicado pelo leite de coco, também é uma das atrações do almoço executivo nas sextas e domingos do restaurante SUR.

O Sur, eleito no passado pelo Guia 4 Rodas entre os 40 melhores do Brasil, voltou com a versão do almoço executivo  e o cardápio é mutante, cada semana tem novidades, mas a essência da cozinha alagoana é a alma do restaurante. Mas além do almoço do chef, outra novidade que vem conquistando os corações e estômagos é Surburguer, hambúrguer de filé (180 gramas) com molhos e queijos que  fazem a diferença.

O restaurante, sob a batuta dos chefs Serginho Jucá e Felipe Lacet, começou 2015 inspirado. Então vamos decifrar as comidinhas do menu do chef desta semana. Para entender melhor: nos almoços de sexta e domingo, o ritual começa com a pipoca na manteiga de garrafa, e em seguida,o nosso trabalho é escolher uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. Sempre são duas opções para escolher.

Pra começar – Salada Sur ou arrumadinho de pato são as duas opções de entrada. A salada leve ganha sabor com a castanha, manga cubos de doce de manga e o queijo primadonna

Pra começar – Salada Sur ou arrumadinho de pato são as duas opções de entrada. A salada leve ganha sabor com a castanha, manga cubos de doce de manga, molho pesto e tomates cerejas e o queijo primadonna

Pato arrumado – Se eu fosse o chef, adotaria de vez este prato para o cardápio do restaurante. Os cubos do pei to de pato viraram um saboroso arrumadinho com feijão verde (na manteiga), farofa de bacon com banana, molho da casa e tomates picados e picantes. Meu apelo: Vida longa ao arrumadinho de pato, por favor, chefs.

Pato arrumado – Se eu fosse o chef, adotaria de vez este prato para o cardápio do restaurante. Os cubos do peito de pato viraram um saboroso arrumadinho com feijão verde (na manteiga), farofa de bacon com banana, molho da casa e tomates picados e picantes. Meu apelo: Vida longa ao arrumadinho de pato, por favor, chefs.

Carne de sol metida a besta – Da cozinha alagoana tem o queijo manteiga e a carne de sol fazendo bonito com o arroz italiano (arbóreo). O risoto ganhou o sabor forte com o funghi e os deliciosos chips de batata doce.

Carne de sol metida a besta – Da cozinha alagoana tem o queijo manteiga e a carne de sol fazendo bonito com o arroz italiano (arbóreo). O risoto ganhou o sabor forte com o funghi e os deliciosos chips de batata doce

Mel de beterraba -Nem todo mundo aprecia a beterraba, mas na cozinha do Sur este legume é transformado em mel para banhar os morangos e casar perfeitamente com o sorvete de coco.

Mel de beterraba -Nem todo mundo aprecia a beterraba, mas na cozinha do Sur este legume é transformado em mel para banhar os morangos e casar perfeitamente com o sorvete de coco.

 

 Doce suave – O sorvete de doce de leite, adorei, porque não é enjoativo e vem escoltado por mousse de chocolate, castanha e banana (mas prefiro sem banana para diminuir o doce).


Doce suave – O sorvete de doce de leite, adorei, porque não é enjoativo e vem escoltado por mousse de chocolate, castanha e banana (mas prefiro sem banana para diminuir o doce). O café polvilhado no sorvete  também deu sabor especial Estas são as dicas do almoçoex do Sur, uma grata surpresa ao paladar

 

Chefs Setginho Jucá e Felipe Lacet no  carrinho do Surburguer

Chefs Setginho Jucá e Felipe Lacet no carrinho do Surburguer

180 gramas – O surburguer (hambúrguer artesanal), uma criação dos chefs Serginho Jucá e Felipe Lacet, era apenas nos dias de quartas, mas em 2015 tem todo dia, de terça a domingo no trailer estacionado no jardim do restaurante. O novo serviço inclui garçons e banheiros.  Além da carne de filé, de primeira, o diferencial de cada surburguer são os queijos e os molhos de fabricação da própria casa.

Os mais queridos são os Brieburguer com queijo brie, burger de filé, alface, tomate, cebola caramelizada e o PrimadonaBurguer, com os mesmo acompanhamentos, a diferença é o queijo holandês, Prima donna. Os molhos são o Catchup de goiaba picante e maionese surreal a base de leite, sem ovos

Os mais queridos são os Brieburguer com queijo brie, burger de filé, alface, tomate, cebola caramelizada e o PrimadonnaBurguer, com os mesmo acompanhamentos, a diferença é o queijo holandês, primadonna. Os molhos são o catchup de goiaba picante e maionese surreal (base de leite, e sem ovos). Para abocanhar o Surburguer, a dica dos chefs é apertar o sanduba com as mãos

Rota Sur

Almoço executivo nas sextas e domingos – R$ 65,00 (com entrada, prato principal e sobremesa) por pessoa

Das 12 até 16 horas

Surburguer – De terça a domingo  das 19 até 22 horas. Preço de R$20 até R$26,00

Rua Professora Maria Esther da Costa Barros, 306/320 – Stella Maris  (82) 9110-2337 /  (82) 9678-1687

 

 

 

 

 

 

 

Postado às 12:10, Nide Lins 1 comentário postado em Geral |
14/01/2015

Sucos e pizzas, ótima aposta

Saudável: sucos da própria fruta e nem precisa de açúcar e nem adoçante.  Da Sucaria da Fruta são mais que perfeito

Saudável: sucos da própria fruta e nem precisa de açúcar e nem adoçante. Da Sucaria da Fruta são mais que perfeito

Tem gente que ama pizza e refrigerante, eu navego contra a corrente, prefiro sucos, e se for da fruta, melhor ainda… Sabor e doçura natural é saudável e delicioso. Essa é a proposta da Juliana Normande, aliás o sonho da alagoana, que durante quatro anos comandou a Sucaria da Fruta na Praia da Pajuçara, mas fechou e deixou saudades.

“Chega de saudades”, Sucaria da Fruta abriu as portas no bairro da Ponta Verde em parceria com o restaurante e casa de cultura, Dante Alighieri, e com novidades. Os dois estão no mesmo espaço compartilhando os sabores brasileiros e italianos.  Da Sucaria tem os sucos divinos, e nem precisa de açúcar, a mistura de várias frutas enriquece o paladar.

Suco combinados ou apenas de uma fruta como o Kiwi é a proposta da Sucaria

Suco combinados ou apenas de uma fruta como o Kiwi é a proposta da Sucaria

Provei a combinação  de tangerina, uva Isabel e abacaxi. A uva sobressai, e o açúcar natural da fruta é perfeito. Outro que conquistou meu paladar foi de limão, abacaxi e gengibre, ótimo e refrescante.

Juliana Normande não revela o segredo dos sucos, que só levam um dedo de água e aproveita o líquido da própria fruta. A alagoana dá uma pista: apenas um dedo de água na hélice do liquidificador é  suficiente para triturar as frutas e deixar os sucos com sabor natural. Alguns sucos levam água de coco. Mas o sucesso é a combinação, também tem só de uma fruta, a exemplo do kiwi.

Pizza

Pizza Dante Alighieri no cardápio da Sucaria da Fruta

Do Dante Alighieri  (restaurante e casa de cultura da Italiana) está fechado até final de janeiro, mas a parceria com a Sucaria da Fruta presenteou o cardápio com pizzas individuais, uma criação do casal Pietro e Paola.

As pizzas seguem a tradição italiana da região da Sicília: as massas são finas e crocantes. O tamanho é individual. Eu curti e adorei a de salame.

Salada de fruta bem servida

Salada de fruta bem servida

A salada de frutas é a marca registrada da cozinha de Juliana. Tem fartura e frutas fresquinhas, para quem aprecia pode adicionar uma bola de sorvete.

Resumo: Na cozinha da Juliana Normande, ela e sua equipe preparam sucos maravilhosos, boa pizza, salada de fruta e outras iguarias num lugar pequeno, charmoso e saudável.

Salada tropical da Sucaria e o sanduba wrap de queijo e presunto

Salada tropical da Sucaria e o sanduba wrap de queijo e presunto

Rota Sucaria da Fruta

Sucos a partir de R$ 6,50 /Pizza – R$ 15,00 para uma pessoa

Rua Higia Vasconcelos,79 (atras da Marcio Raposo), 79

Funciona de terça a domingo, das 15 até as 22 horas – Aceita cartão

Postado às 17:04, Nide Lins 4 comentários postado em Geral |

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